No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Por isso, o Boletim Econômico vem hoje conversar com nossas leitoras sobre a importância da conscientização feminina neste dia. 

Ainda mais, queremos falar um pouco sobre como a mulher vem mudando a economia nos últimos anos. 

A luta pelo trabalho feminino: o início de tudo

Antes de mais nada, é importante entender como começou o Dia Internacional da Mulher.

No dia 8 de março de 1857, centenas de operárias morreram presas em uma fábrica têxtil em Nova York. O motivo não poderia ser mais digno: elas protestavam por melhores condições de trabalho na indústria. Por isso, foram propositalmente presas e queimadas.

Dessa forma, o dia 8 de março passou a ser reconhecido como uma homenagem. Da mesma forma, este dia passou a ser um lembrete da luta das mulheres em relação ao mercado de trabalho. 

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A luta e os movimentos importantes das mulheres

Logo após o ocorrido em Nova York, vários movimentos da luta por direitos femininos surgiram ao redor do mundo. O século XX foi muito importante pela conquista destes direitos, e marca um incrível crescimento e desenvolvimento da conscientização pela mulher.

As Sufragistas

Um dos movimentos mais importantes e reconhecidos são as Sufragistas. Estas mulheres, que iniciaram suas atividades no século XIX, começaram um levante popular por um motivo que, hoje, parece distante em nossas mentes: o direito ao voto.

Até meados do século XX era proibido em todo o mundo que mulheres votassem em eleições políticas. Na Inglaterra, terra natal do movimento, o direito ao voto foi conquistado em 6 de fevereiro de 1918. 

No Brasil, as mulheres passaram a ter permissão ao voto em 1932.

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O início delas no mercado de trabalho

Entender o movimento das Sufragistas é importante para chegar a este ponto. Isso se dá pois, ao conquistar o direito ao voto, a mulher passou a ser vista como um indivíduo político perante a sociedade, capaz de votar, opinar e, acima de tudo: trabalhar.

Por mais que nos tempos antigos as mulheres exercessem cargos altos, como é o caso das rainhas britânicas, muitos destes eram exclusivamente monárquicos. 

Como resultado, mulheres comuns passavam o dia em casa, realizando funções domésticas, e não eram bem aceitas no comércio, e em outras funções predominantemente masculinas.

O único momento em que essa realidade se modificava era durante as guerras, quando mulheres precisavam assumir os lugares nas fábricas e no comércio, uma vez que os homens se atrelavam aos exércitos.

Dessa forma, ao conquistarem o voto, mulheres de todo o mundo passaram a se ingressar em universidades (que, antes, possuíam cerca de 90% do seu corpo estudantil formado por homens), fábricas e cargos comerciais.

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A mulher no mercado atualmente: a luta continua?

Atualmente, os números são melhores quando analisamos o século XX. Na maior parte dos países as mulheres vêm tomando lugares importantes e de peso.

Principalmente, na economia.

No início deste ano, o conselho do Goldman Sachs (um dos maiores bancos do mundo) decretou que apenas realizaria IPOs para empresas que possuíssem mulheres em seu corpo administrativo.

O motivo? Segundo as avaliações do banco, gestões empresariais que contam com presença feminina possuem mais sucesso na bolsa e no comércio. Para ler mais sobre, clique no botão abaixo.

Porém, nem tudo são flores.

Por mais que políticas positivas estejam sendo realizadas pelo mercado, alguns números ainda são preocupantes:

  • Em todo o mundo, as mulheres ainda representam apenas 40% do setor de trabalho formal.
  • As mulheres ainda ganham, mundialmente, 78% menos que homens por desempenhar a mesma função. No Brasil, 30%.
  • Mulheres representam 66% da mão-de-obra de trabalho no mundo e produzem 50% de toda a comida. Ainda sim, recebem apenas 10% de todo o rendimento.

No Brasil, a diferença vem caindo. Cada vez mais mulheres buscam trabalho fora de casa, e garantem uma participação maior na economia brasileira.

Além disso, a própria área das ciências econômicas cresce em relação ao número de economistas mulheres que se especializam.

No início dos anos 2000, segundo o IBGE, o número de mulheres economistas no Brasil correspondia a 21% dos economistas no geral. Em 2010, este número já era de 47%.

Por isso, se torna cada vez mais importante a inclusão feminina na educação superior e, além disso, no mercado de trabalho econômico.

A equipe do Boletim Econômico deseja um feliz dia das mulheres para todas as nossas leitoras. E esperamos que, cada vez mais, consigamos atraí-las para as ciências econômicas!