Todos nós sabemos que a pandemia trouxe consequências muito negativas para a vida das pessoas. Medidas extremas precisaram ser tomadas e o efeito colateral não foi nada bom. No texto de hoje, o Boletim Econômico vai falar um pouco do porquê a América Latina perdeu 1/3 dos seus empregos.

Ficou curioso? Continue com a gente e aprenda mais sobre o tema lendo nosso texto de hoje.

Segundo trimestre de 2020

Devido ao isolamento, confinamento e outras medidas adotadas com o objetivo de combate à pandemia do Coronavírus milhares de horas de trabalho foram perdidas na América Latina.

A OTI (Organização Internacional do Trabalho) estimou que 80 milhões de vagas foram comprometidas durante o segundo trimestre, o que é equivalente a 1/3 ou 33,5% do total de vagas.

América Latina perde

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Por que a América Latina?

Sem sombra de dúvidas, a América Latina foi a mais afetada com essa crise. Isso acontece pela grande taxa de trabalhadores informais e pela grande desigualdade de renda.

Em suma, as regras e leis que vigoraram durante algum tempo da pandemia, limitou a mobilidade das pessoas e, portanto, a atividade econômica e o fluxo de dinheiro. Com isso, muitos trabalhadores se viram com a renda drasticamente reduzida ou até mesmo sem dinheiro.

Contudo, a OIT não forneceu informações detalhadas sobre cada país, mas destacou que a perda de horas de trabalho no Brasil atingiu 10%. Do mesmo modo, em muitos outros da América Latina como México, Chile, Equador, Colômbia e Costa Rica essa perda chegou a 20%.

Por outro lado, o Peru tem destaque especial. Pois é um dos países com mais casos do Coronavírus no mundo e tem alta taxa de trabalhadores informais. Se estima que a perda anual de horas de trabalho superou 50% entre os meses de abril e junho.

América Latina vai continuar sendo afetada

Afinal, essa é uma realidade muito triste. Segundo previsões da OIT, os países latino-americanos ainda vão ser afetados pela perda de empregos no terceiro trimestre do ano (julho a setembro). Enfim, calcula-se que o declínio anual para a região será de 25,6%, o equivalente a 60 milhões de empregos.

Por último, esses impactos normalmente duram muito tempo, logo só fará aumentar ainda mais a desigualdade social desses países.

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