Em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, os países buscam alternativas para suas economias, muitas vezes por meio do comércio exterior. Mas existe uma outra ferramenta para que os governos se ajudem: o Investimento Direto Externo.

Ao contrário do pensamento primário, este tipo de investimento (também conhecido como IDE), não diz respeito à aplicações bancárias, nem da bolsa de valores. O IDE trata de investimento de capital. 

O que significa o Investimento Direto Externo?

Acima de tudo, é preciso saber que IDE é como chamamos a aplicação de recursos financeiros (capital) diretamente em um negócio ou empresa em outro país. 

Assim sendo, ao praticar este tipo de ação, a pessoa não está depositando dinheiro em bancos ou comprando ações na bolsa. Ela está investindo na indústria de determinado país.

Dessa forma, o Investimento Direto Externo se tornou muito comum com a chegada das grandes empresas multinacionais.

Por isso, com a constante globalização e conexão entre países, podemos cada vez mais dizer que o IDE representa uma variável de peso na economia internacional. 

investimento direto externo

Como este investimento acontece?

O Investimento Direto Externo, sobretudo, quando um indivíduo internacional aplica recursos produtivos em um país. Isto pode ser feito por:

  • Aquisição de novas plantas (lotes, fábricas, etc);
  • Joint Venture (quando duas empresas ou mais estabelecem acordos para operar em mercados de países diferentes);
  • Investimentos em participação (investimentos de dinheiro em empresas já existentes naquele país, diretamente na força produtiva).

Assim sendo, ao abrir negócios em outro país, um empresário está aplicando valores na indústria local, por vezes gerando empregos e, de certa forma, aumentando o PIB deste mesmo país.

De que forma o IDE influencia o país?

Primeiramente, o Investimento Direto Externo funciona como uma injeção de produtividade nos países ao redor do mundo. Desta forma, as consequências deste tipo de ação, boas e ruins, são muito notáveis.

Dentre elas, podemos citar:

  • Geração de empregos (quanto mais fábricas e investimento na produção, mais mão-de-obra é necessária);
  • Transferência de tecnologia (ao levar suas máquinas e maneira de produção para outro país, uma empresa compartilha a tecnologia existente em seu país de origem);
  • Desenvolvimento na infraestrutura (ao investir na produção de determinado local, a empresa precisará desenvolver plantas novas, colocando capital na construção de infraestruturas melhores e mais avançadas).

investimento direto externo, produção

Ainda mais, o Investimento Direto Externo consegue promover uma melhora no PIB. Acima de tudo, por estar na Função da Demanda Agregada e por impactar o consumo das famílias.

Já tratamos sobre a função do PIB (Demanda Agregada) anteriormente. Para relembrá-la, clique no botão abaixo.

Existem pontos negativos no Investimento Direto Externo?

Como nem tudo são flores… Sim.

A parte ruim do Investimento Direto Externo vem quando pensamos no Balanço de Pagamentos de um país. O Balanço de Pagamentos é o que regula a entrada e saída de reservas internacionais (dólares) de um país.

Assim, ao contabilizar seu lucro, uma empresa estrangeira levará a maior parte do dinheiro para seu país de origem, criando uma evasão de reservas muito alta do país onde se estabeleceu.

Desta forma, a empresa vende produtos em novo solo, capta dinheiro vindo de famílias daquele determinado país e, em seguida, o leva para fora. Esta é a maior crítica em relação ao IDE.

Portanto, o Investimento Direto Externo é um fator de grande importância na economia internacional.

Mesmo com algumas consequências negativas, o impacto deste tipo de movimentação promove uma maior integração entre os países, podendo ser uma válvula de ajuda para alguns.

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