Você já deve ter ouvido falar dos BRICS. Mas você sabe como que funciona essa aliança? Quais países fazem parte? O porque ela é tão importante?

No texto de hoje, terá essas e muitas outras respostas sobre essas potências emergentes.

Ficou interessado? Continue com a gente.

O que é o BRICS?

Primeiramente, é preciso entender o significado de BRICS. É o termo utilizado para a aliança das potências emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O nome é referência as iniciais dos países envolvidos. O S é South Africa (África do Sul em inglês)

Apesar de ser um mecanismo oficial de cooperação entre os países integrantes, não é considerado um bloco econômico.

Nesse sentido, os blocos econômicos possuem um estatuto formal de regras, secretariado fixo e fundo próprio para financiar as atividades. Assim, os exemplos mais famosos são a União Europeia e o Mercosul.

O principal objetivo do BRICS é manter uma aliança que ajuda a alavancar a influência geopolítica dos países membros no mundo.

BRICS

A origem dos BRICS

O termo BRIC surgiu pela primeira vez em 2001, em um artigo publicado pelo economista do Goldman Sachs que defendeu a ideia de que Brasil, Rússia, Índia e China seriam as economias do futuro.

Isso se deu por conta do acelerado crescimento econômico que esses países estavam experimentando na época, além do crescimento populacional que resultou num maior poder aquisitivo.

Em 2006, os chanceleres dos quatro países deram início aos diálogos com reuniões informais. Porém, só em 2009 que os chefes de Estado de Brasil, Rússia, Índia e China se reuniram e realizaram a chamada Primeira Reunião de Cúpula dos BRIC. Desde então, essas reuniões em formato de Cúpula são realizadas anualmente paralelas às reuniões informais.

A África do Sul só passou a ser membro do grupo em 2010. Devido ao novo país, o nome oficial passou a ser BRICS.

Ao longo de 10 anos, o BRICS desenvolveu cooperação setorial em áreas distintas, como ciência e tecnologia, promoção comercial, energia, saúde, educação, inovação e combate a crimes transnacionais. Atualmente, a cooperação já abrange mais de 30 setores.

Veja também: As 10 palavras que todo investidor deve conhecer

Agendas

O BRICS possui duas agendas. A interna e a externa.

Na agenda interna, os países buscam estreitar a cooperação e os negócios entre si, criando elementos que preservem seu crescimento econômico e desenvolvimento social.

Já na agenda externa, buscam se posicionar a respeito de diferentes temas, como meio ambiente, pobreza, comércio, segurança…

Resultados que os BRICS tiveram

Confira abaixo os resultados, dividido por áreas, que o BRICS teve ao longo dos anos.

Econômica-Financeira

Na Cúpula de Fortaleza em 2014 foi proposta a Criação do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (NDB), com o principal objetivo de mobilizar recursos para o investimento em infraestrutura e desenvolvimento sustentável dos países emergentes, sejam eles membros ou não.

Em outras palavras, uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional.

Saúde

O BRICS investiu esforços em pesquisas sobre os problemas de saúde comuns entre os países membros. Como a Rede de Pesquisa em Tuberculose.

Ciência, Tecnologia e inovação

Investimento em pesquisa para o desenvolvimento de bens de alto valor tecnológico agregado.

Segurança

Diálogo sobre segurança internacional que propõe medidas a a crimes transnacionais como trafico de drogas, ataques cibernéticos, lavagem de dinheiro, entre outros.

Empresarial

Em 2015 foi criado o Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS). São nove grupos de trabalho nas áreas de infraestrutura, agronegócio, energia, manufatura, finanças, aviação regional e desenvolvimento de capacidades.

Veja também: Novo projeto de privatizações do Paulo Guedes 

Dificuldades

Atualmente, há algumas divergências entre os cinco países.

Por outro lado, na área política, por exemplo, China e Índia ainda tem questões históricas sobre disputas territoriais não resolvidas. O Brasil, devido o governo do Bolsonaro, está tendo desentendimento com a Rússia por causa da crise da Venezuela.

Por outro lado, na área econômica um desiquilíbrio entre o desempenho dos países pode ser visto comparado aos últimos anos. A Índia e a China continuam crescendo, em contrapartida do Brasil e Rússia que não acompanham os desempenhos econômicos positivos.

Por fim, a principal dificuldade mesmo, segundo os especialistas, é reduzir barreiras econômicas e aumentar o comércio internacional. Isso se dá porque o BRICS ainda não é muito fortalecido no sistema econômico internacional.

Trading Trade GIF by Hyen Uk Chu

O Boletim Econômico é uma iniciativa de estudantes para estudantes. Se gostou do post, compartilhe com seus amigos.