Você já se perguntou como a situação econômica de um país é afetada depois de um desastre ambiental causado por uma mudança climática?

Aqui, nós vamos tratar do nome dado a esse cenário e quais são as principais consequências econômicas desse desastre.  Vamos lá!

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Cisne Verde: origem

Primeiramente, para discutirmos sobre o Cisne Verde, precisamos saber que esse conceito deriva da expressão “Cisne Negro“, que foi criada no contexto da crise de 2008.

O medo dos economistas de que algo tão desastroso e súbito como essa crise acontecesse de novo, fez com que eles criassem a expressão Cisne Negro para se referir a esses eventos que não podem ser explicados e previstos, mas que podem causar grandes consequências na economia.

Já falamos sobre a crise de 2008 aqui, para saber mais clique no botão abaixo.

Dessa forma, ambos Cisne Verde e Cisne Negro se referem a eventos raros e imprevisíveis que causam grandes impactos na economia, porém o Cisne Verde está necessariamente atrelado a desastres naturais.

É importante ressaltar que a expressão Cisne Verde teve origem em um livro chamado de “O Cisne Verde (The Green Swan)” publicado em janeiro de 2020 pelo Banco de Pagamentos Internacionais (Bank for International Settlements), originário do estudo de seus integrantes.

Porque a expressão Cisne Verde foi criada?

A expressão foi criada pois cada vez mais o mundo tem presenciado os desastres causados por mudanças climáticas como:

  • Enchentes
  • Incêndios
  • Furacões
  • Terremotos
  • Tsunamis

Além desse cenário ser relativamente novo que, por essa razão, não é abordado nas teorias econômicas desenvolvidas no século XVIII até XX.

Ou seja, a expressão foi criada porque os economistas precisavam estudar esse novo cenário que faz parte da nossa realidade.

Quais as consequências econômicas do Cisne verde?

Como a economia é uma rede interligada, várias são as consequências de um desastre ambiental, entre elas:

1. Destruição Física

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Como sabemos, desastres naturais como os citados acima podem causar diversos danos à infraestrutura local, como por exemplo, destruição de áreas públicas, casas, empresas, fábricas e entre outros.

Pensando mais no âmbito econômico, se uma ou mais fábricas de um mesmo produto ou de produtos diferentes são destruídas durante um desses desastres naturais, estas não têm condições de continuar funcionando, causando:

  • Desemprego dos trabalhadores das fábricas;
  • Aumento dos preços, pois a oferta do produto das fábricas diminuirá (lei da oferta e demanda).

Já falamos sobre a lei da oferta e da demanda, para entender mais, clique aqui.

Além do dano que causará caso essa fábrica (ativo) tenha sido usada como garantia para um empréstimo.

Outro problema se refere ao risco desses desastres afetarem rede de computadores e data centers (lugares físicos onde ficam armazenados os servidores), causando prejuízo na rede operacional.

2. Risco do crédito

É importante ressaltar também o lado dos bancos e instituições financeiras não bancárias quando as fábricas são destruídas, pois caso estes não consigam refinanciar a curto prazo as pessoas que têm o seu dinheiro depositado lá, isso levará a uma crise maior ainda.

Como assim? Uma vez que várias fábricas e empresas são destruídas, as pessoas que trabalhavam nesses locais ficam desempregadas.

Estas procurarão, então, retirar seu dinheiro depositado no banco já que não terão mais uma renda fixa.

Todavia, esse dinheiro foi emprestado pelos bancos aos donos das fábricas e estes muito provavelmente não conseguirão pagar esse empréstimo a curto prazo.

Assim, se os bancos não conseguirem refinanciar esse empréstimo às pessoas em um curto prazo, o banco e todo o sistema entrará em uma crise ainda maior.

3. Risco de cobertura

Seguindo a mesma lógica dos bancos que não terão dinheiro disponível suficiente para pagar todas as pessoas, o quadro será o mesmo no setor de seguros se todos os donos dessas fábricas e empresas que foram destruídas resolvem acionar seus benefícios.

Ilustración de furacão de dólares em campo verde

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4. Mudança das regulamentações

Se pensarmos agora do ponto de vista do governo em um cenário cercado de desastres naturais acontecendo, como é o caso da nossa realidade atual, somado ao fato de que esses desastres são destruidores e não podem ser previstos, um clima de insegurança e incertezas é instaurado.

Assim, o governo, em meio a esse cenário, pode repentinamente mudar as regulamentações do país.

Um exemplo é o efeito do coronavírus que por mais que não seja causado por uma mudança climática, foi de fato imprevisível.

Dessa maneira, por causa da pandemia causada pelo COVID-19, a bolsa de valores teve sua pior queda no século.

Quer saber mais sobre essa queda histórica da bolsa de valores? Clique aqui.

5. Mudança na percepção do mercado

Diante desse mesmo cenário de insegurança, os investidores ficam receosos a continuar investindo e comprando ativos financeiros.

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Como assim? Os desastres causados por mudanças globais têm sido cada vez mais frequentes e como não se pode prever, os investidores ficam receosos a investir, pois não sabem se esse negócio que estão interessado não será destruído logo no outro dia por uma enchente, por exemplo.

Da mesma maneira com os ativos financeiros, pois se os investidores não conseguem ter o mínimo de previsão, deixarão de comprar ativos ou venderão seus ativos com medo de que no outro dia, estes desvalorizem.

É importante lembrar que se o comportamento desse investidor for seguido por outros investidores, esse cenário poderá levar a uma crise financeira como um efeito cascata.

Porque crise? pois não haverá investimentos suficientes na economia e o banco não conseguirá suportar se todos os investidores quiserem vender seus ativos (receber o dinheiro dos seu ativos com juros).

Quem diria que mudanças climáticas afetariam tanto assim a economia, não é?

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