Se você já leu qualquer um dos nossos textos sobre a China, sabe que o gigante asiático vem liderando o desenvolvimento econômico mundial. Com taxas de crescimento admiráveis nos últimos anos, atualmente, grande parte da economia mundial passa pelo mercado chinês.

Para além disso, falar de China é falar de desenvolvimento. E falar de desenvolvimento econômico atualmente implica em falar sobre o que provavelmente lhe trouxe até esse texto: a nova economia global.

Nesse texto você descobrirá a que se refere esse termo, e como ele pode mudar o futuro da economia mundial.

O que é a nova economia global?

A “nova economia global” é como nos referimos aos novos cenários econômicos que são apresentados aos agentes. Não sabe o que são agentes econômicos? Confira nesse post.

Por isso, ao falarmos sobre a nova economia global, falamos sobre as novas preocupações dos agentes econômicos e como eles estão reagindo.

Sendo assim, no século XXI um novo cenário econômico se mostrou muito presente dentre as discussões internacionais: a economia de carbono zero.

O que é a economia de carbono zero?

Antes de mais nada, é preciso entender o conceito onde surgiu a proposta de carbono-zero. Dessa forma, voltemos à 2015, quando a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima aconteceu na ONU.

Durante essa reunião, os líderes dos países discutiram um assunto muito pertinente: a mudança climática no mundo.

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Com isso, em 2016 vários países assinaram o Acordo de Paris, um tratado no qual os países se comprometiam a diminuir a emissão de carvão, petróleo e gases que alimentam o efeito estufa (GEE).

Desse modo, um dos gases mais famosos por agredir o meio ambiente se tornou também um grande inimigo: o carbono. Sendo assim, uma nova proposta surgiu: a economia de carbono zero, acompanhada por uma ideia de desenvolvimento sustentável.

Quais medidas os países estão tomando?

Desde o Acordo de Paris, os 147 países signatários (dentre eles, o Brasil), estão trabalhando para diminuir a emissão dos GEE e, principalmente, praticar um desenvolvimento econômico sustentável.

Embora alguns países tomem poucas medidas e não cumpram o acordo, de fato, outros países se mostram comprometidos com as mudanças. É o caso da China.

O que a China está fazendo?

A princípio, é preciso desmistificar alguns pontos. Primeiramente, falemos sobre a maior crítica que a economia limpa e sustentável recebe:

Muitos dizem que os países desenvolvidos podem se preocupar com o meio ambiente, pois já são desenvolvidos. Enquanto isso, os países em desenvolvimento (ou ainda, subdesenvolvidos), não têm o mesmo “luxo”.

No entanto, de acordo com uma parcela de economistas e o próprio premiê da China, o país ainda é uma economia em desenvolvimento. Assim como muitos outros que assinaram o acordo, principalmente os latino-americanos.

Além disso, o país asiático é o maior emissor dos gases de efeito estufa atualmente, sendo responsável por 1/4 da carga mundial. Com isso, a China, que presume atingir seu ápice de uso dos gases em 2030, pretende mudar isso a partir de 2031.

Sendo assim, a China apresentou novas medidas. Dentre elas, estão:

  • Corte de emissão de gás carbono, pretendendo zerar até 2060;
  • Avançar a agenda ambiental;
  • Pensar novas formas de energia que diminuam o uso de petróleo e carvão;
  • Trabalhar com suas empresas a fim de introduzi-las em uma economia limpa.

Como isso é positivo para os países?

Embora muitas pessoas sejam descrentes em relação ao assunto, muitos outros já se preocupam com a nova agenda ambiental na economia.

Se você não está por dentro da economia ambiental, leia nosso texto sobre clicando aqui.

Sendo assim, os agentes econômicos tendem a observar as ações em relação à economia ambiental e, principalmente, ao comprometimento do país em relação à sustentabilidade.

Por esse motivo, vários acordos econômicos já deixaram de ser assinados, como é o caso do acordo Mercosul-UE, que foi derrubado pela União Europeia. Entre muitos pontos, a falta de cuidado com a Amazônia ajudou a barrar o acordo.

Por outro lado, já no âmbito privado, grupos de investidores e grandes companhias têm demonstrado resistência em investir em países que não se preocupam com o meio ambiente. Nos últimos meses, isso aconteceu com o Brasil, como explicamos nesse post.

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Por isso, o passo da China é, além de tudo, ambicioso. Muitos países já perceberam que, sem comprometimento com a nova economia global, podem perder acordos únicos e investimentos valiosos.

Até o momento, a decisão chinesa esquentou o mercado e deixou os investidores alerta. Agora, basta esperar as ações dos outros signatários do acordo.

E é claro, sabemos que uma potência mundial como a China atualmente pode influenciar muitos outros.

Ah, também é preciso evidenciar que apenas assinar o acordo não é suficiente. Para que as mudanças sejam realizadas, o acordo precisa ser ratificado por cada país, de forma doméstica.

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