O que está acontecendo?

A economia é feita de ciclos, há momentos de crescimento, recessão… sendo assim, a última crise forte conhecida no mundo foi a do Subprime, de 2008, desde então, estamos num período de mais ou menos 10 anos de crescimento e taxas de juros cada vez mais baixas no resto do mundo.

Falamos sobre a crise do Subprime em um post anteriormente. Para ler sobre, clique aqui.

Acontece que ninguém imaginava a pandemia vivida com o coronavírus, e isso acelerou o processo de crise no mundo todo, pois se diminui a oferta (pelo motivo da quarentena, empresas pararam ou diminuíram a produção) e, também, há queda na demanda.

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Para entender mais os impactos do coronavírus na economia, clique aqui.

Sendo assim, vamos analisar como está o mercado e como podemos agir (e como deveríamos ter agido).

Como está o Mercado Financeiro?

Bem, se você viu que a B3 (nossa bolsa mais falada) vivenciou a pior semana do século XXI, então tem ideia do que vamos falar. Quer dizer, um dos nossos ativos mais voláteis está ainda mais volátil, ou seja, os preços das ações estão variando bruscamente e diariamente.

Isso pode ser um reflexo na queda da produção, pois, se as empresas não produzem e não vendem, isso colabora para cair seu valor.

Para entender melhor sobre os ativos, leia sobre: Renda Fixa e Renda Variável.

Mas beleza, “nem só de ações vive o investidor”, diria eu mesma, então como está nossa renda fixa?

A taxa Selic caiu de 4,25% para 3,75% em meio a pandemia. Ou seja, os títulos baseados nessa taxa terão retornos menores, mesmo assim, ainda é algo mais seguro. Mas e aí? O que fazer?

Como agir em meio à crise?

Vamos começar com aqueles que tem renda variável: a dica é não vender. O fato de o rendimento aparecer negativo, não significa que perdeu dinheiro, pois é comum que com o tempo o mercado volte ao normal.

Para aqueles que querem entender o que estou falando: você só perde se vender. Isso, porque quando você tem uma ação, ela pode variar, mas não deixa de ser sua. É como um carro velho: se ele tem 25 anos é lata velha, mas se tem 30, é carro de colecionador. Então, seja frio e venda quando realmente for interessante e não faça se não tem certeza.

Agora, para os que ainda não estão negociando no mercado financeiro e querem entrar, aí vão duas dicas, futuro investor 😉

Pla-ne-je

Só não vai dar uma de Cebolinha e montar um plano autodestrutivo. Então, dica da tia:  regras. Aproveite que não tá saindo de casa (é sério, fica em casa) e comece a cortar gastos, poupe e lembra que não tem como investir sem dinheiro. Aproveita também, e planeja como poderão ser os gastos futuros, para evitar gastar atôa, mesmo.

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Aproveita e descubra como dar início a vida de investidor (juro que é simples). Clica aqui.

Agora, defina quanto você pode investir em cada tipo de ativo. Defina quais os ativos são compatíveis com você. E se você quer saber sobre comprar ações agora: sim, é uma boa, provavelmente a maioria dos papéis vão voltar a ser o que eram e renderem bem. Mas escolha direito.

Renda Fixa

A dica anterior é importantíssima para tudo, e essa é uma dica para a crise. E o motivo é justamente por ser um investimento de menos risco e menos volátil. Se você não aguenta ver seu dinheiro “rendendo negativo”, vá de renda fixa.

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Entretanto, se você tivesse tomado alguns cuidados antes, isso tudo seria apenas detalhes. E, se você acha que pode parar de ler aqui porque já respondemos o importante, o mais importante é o que vem aí. Lembre-se: essa é só uma das recessões que iremos viver.

O que poderia ter feito antes da crise?

Mais uma vez, planejamento é resposta. Palavra 1 nos manuais de investidores (mais ou menos isso). Mas não vamos tocar nesse assunto aqui, vamos classificar as rendas fixa e variável para facilitar suas decisões.

Gustavo Cerbasi, consultor financeiro, alertou em uma “live de quarentena” sobre como devemos escolher nossos investimentos com base no que desejamos. E ai vai:

Ações (renda variável): longo prazo. Apesar da alta liquidez (poder ter o dinheiro de volta rápido), não devemos contar muito com ela para certos objetivos. O motivo é que: se seu objetivo é tirar o dinheiro dia X, pode ser que suas ações não estejam bem valorizadas e aí é o problema.

Sendo assim, podemos dizer que um desejo de se investir em ações é render bem. Aí, quando alcançar um rendimento almejado, pode-se, até, transferir para a renda fixa. Além de que quanto mais dinheiro investido, maior o retorno financeiro independente da taxa. Sendo assim…

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Renda fixa: curto/médio-prazo. Ok, já sabemos que esse tipo de ativo tem data mínima para retirar o dinheiro, mas, quando passa, pode-se ter liquidez diária. Sendo assim, se chegar o dia X daquele seu objetivo, você sabe que poderá resgatar seu dinheiro sem perda.

Isso vale muito para este momento de crise. Aqueles que tem ações neste momento, ou saíram perdendo (seja pouco ou muito), ou estão com seu dinheiro preso, sem vender, para não perder.

Então, olha, olha, espero que você consiga passar por essa tranquilex e que se prepare bem para outra daqui alguns anos. Quem sabe você será um digníssimo investidor?

E acompanhe a seção de Investimentos do BE para não ficar por fora do assunto 😁

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