Como o Natal aquece a economia?

O ano está chegando ao fim, com isso, a data mais aguardada pelos comerciantes também.

Há muito o Natal se consolidou como a principal data para o comércio, assim, elevando a demanda, gerando empregos e aquecendo a economia.

Bem como sabemos, a economia, em grande parte, é regida pela lei da oferta e procura.

Visto isso, podemos dizer que os costumes natalinos, com grandes banquetes e troca de presentes, contribuem para aquecer a procura por esses produtos.

Natal

Embora distante de seu significado original, associado ao cristianismo e ao nascimento de Jesus, o 25 de dezembro é um bom exemplo de “economia comportamental“.

Atrelada aos gastos discricionários. Estes são os gastos não obrigatórios, relacionados aos nossos desejos pessoais.

A procura por produtos é grande e diversa, por isso, atende diversos setores do varejo, desde supermercados, lojas de vestuários, brinquedos, eletroeletrônicos, etc.

Em todas essas áreas haverá abertura de vagas temporárias para atender a demanda em alta.

Como será o Natal dos brasileiros em 2020?

Em 2020, após um ano fraco para a economia, o Natal é visto como uma salvação para o comércio. Após o fechamento das atividades não essenciais e o isolamento social, de modo a combater o avanço da pandemia de Covid-19.

Desta forma, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) presume alta de 3,4% nas vendas de Natal. Isso, em comparação ao ano passado. Esse ano a CNC espera o movimento de R$ 38,1 bilhões.

Além disso, devem ser abertas cerca de 73 mil vagas de emprego neste período.

Ainda, a confederação manteve elevadas as expectativas para o e-commerce, e espera-se um crescimento de 64%. Por outro lado, para o comércio físico a estimativa é de 1,5%.

Os comerciantes já esperavam a alta no comércio virtual, tendo em vista o avanço do setor em 2020, devido à pandemia.

Natal

Benefícios de fim de ano e abono natalino

No entanto, alguns fatores devem ser considerados. Como o pagamento antecipado dos benefícios de fim de ano de aposentados e pensionistas do INSS.

Segundo o Ministério da Economia, R$ 47,9 bilhões foram pagos nos meses de abril e maio a este grupo, que ficarão de fora deste período.

Além disso, a redução do valor pago pelo auxílio emergencial, que passou de R$ 600 para R$ 300. Este fator pode contribuir para a desaceleração do consumo no Natal.

Ademais, grande parte dos brasileiros vão usar do abono natalino para quitar dívidas, e entrar em 2021 aliviados, dado o grande endividamento neste ano.

O abono natalino é um benefício pago aqueles que se beneficiam do Bolsa Família. O valor em 2020 não contou com correção, e continuou o mesmo pago em 2019: R$ 64,00.

Ainda mais, várias cidades contam com horários especiais de Natal. Desse modo, o comércio deverá ficar aberto por mais tempo, visando maior receita.

E aí, entendeu como o Natal movimenta a economia? Se gostou do post, compartilhe com seus amigos e deixe-nos saber nos comentários abaixo!

🎅🎄 O Boletim Econômico deseja um feliz Natal para todos os seus leitores.

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