Recentemente foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o resultado do PIB do Brasil referente ao segundo trimestre do ano. Segundo dados do instituto, foi registrado uma queda de 9,7% no PIB do Brasil, em comparação com o trimestre anterior.

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O PIB atualmente

Este resultado, no entanto, demonstrou um declínio histórico desde o início da série em 1996. A partir disso, o país entra oficialmente em recessão técnica, isto ocorre quando há o encolhimento do PIB por dois trimestres consecutivos.

Ainda mais, quando comparado ao mesmo período do ano passado, a retração ficou na casa dos 11,4%. Deste modo, em números correntes, a soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, somou R$ 1,653 trilhão entre abril e julho.

Paralelamente, o atual PIB do Brasil está no mesmo patamar do final de 2009, evidenciando a gravidade da crise que estamos enfrentando.

Por sua vez, a retração econômica no primeiro trimestre de 2020 foi revisada para 2,5%, ante a 1,5% divulgado previamente.

Pib do Brasil
Fonte: IBGE / Contas Nacionais Trimestrais

Desempenho dos setores econômicos

Entre os segmentos da atividade econômica, a indústria registou uma acentuada retração de 12,3%, sendo o pior desempenho entre os setores. Assim, o país que já enfrentava uma grave desindustrialização terá grandes desafios pela frente.

A fim de evidenciar isto, o investimento estrangeiro no setor de indústria caiu de 34,6% do total, de 2011 a 2018, para 22,7%, entre 2019 e junho de 2020, segundo a SOBEET.

Enquanto isso, no setor de serviços a queda foi de 9,7%, motivada pelo fechamento de lojas, restaurantes e bares, especialmente entre abril e maio. O setor de serviços, somado ao setor industrial, corresponde a cerca de 95% do valor do PIB do Brasil.

Já o setor da agropecuária, registou uma variação positiva de 0,4% neste trimestre, puxada pela produção de café e soja.

PIB do Brasil trimestral
Fonte: IBGE / Contas Nacionais Trimestrais

Retração global?

Diversos países sofreram retrações extravagantes de suas economias, devido à paralisação econômica causada pela pandemia do Coronavírus.  

No entanto, o desempenho brasileiro ficou numa posição intermediária quando comparado a outras potencias econômicas. Portanto, o Brasil manteve um desempenho superior à média da OCDE (9,8%) e do G7 (10,53%).

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Segundo ranking divulgado pela Austin Rating, o resultado do PIB brasileiro ocupou a 22ª colocação entre 44 países, ficando ao lado de Alemanha e Tailândia.

Contudo, as melhores performances ficaram por conta de China (11,5%) e Índia (0,7%). Já os piores desempenhos estão entre Peru (-27,2%), além de Reino Unido e Tunísia (com -20,4%).

PIB do Brasil fica acima do G7 e G20
Fonte: IBGE/OCDE/Austin Rating

O auxílio emergencial amenizou a queda do PIB?

Exclusivamente no caso brasileiro, dois fatores foram determinantes para evitar uma redução ainda mais acentuada da economia do país.

Primeiramente, foi a aprovação do auxílio emergencial, a política de distribuição de renda resultou no aumento do poder de compra das famílias. O aumento foi de 24% na renda dos beneficiários pelo programa.

Além disso, o Brasil foi um dos países que não adotou um lockdown, ou um generalizado e rigoroso isolamento social, o que permitiu a não paralisação de algumas atividades econômicas.

Assim, conforme a atividade econômica vem sendo retomada, é esperado um resultado positivo no terceiro trimestre do ano. Porém, ainda há muitas incertezas, principalmente, em relação ao desemprego e à redução do valor do Auxílio Emergencial para R$ 300.

Segundo dados do Boletim Focus, a expectativa é que o PIB brasileiro, em 2020, registre um tombo de 5,31%. Já em 2021, a previsão para a retomada econômica está mantida em 3,5%.

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