Na primeira semana de junho, uma ação inédita tomou os palcos do Congresso dos EUA. Vinte e quatro deputados democratas da Comissão de Orçamento e Tributos se recusaram a fazer acordos com o Brasil.

Quer saber mais sobre isso? Continue lendo o post!

Comissão de Orçamento e Tributos x Brasil: o que ocorreu?

A princípio, vários deputados já demonstravam descontentamento em relação ao comércio entre Estados Unidos nos últimos anos. Entre eles, principalmente, os deputados democratas, que embora liberais, não se alinham ao presidente Donald Trump.

Assim sendo, vinte e quatro deputados americanos, que fazem parte da Comissão de Orçamento e Tributos dos Estados Unidos – o principal comitê do Congresso dos EUA – enviaram uma carta aberta à Casa Branca.

A carta foi principalmente endereçada ao escritório de comércio.

Congresso dos EUA e Casa Branca

A carta diz que os democratas do comitê têm “forte oposição à busca de qualquer acordo comercial ou à expansão de parcerias comerciais com o Brasil do presidente Jair Bolsonaro”.

Ainda mais, a carta deixa claro que, enquanto a maioria do comitê for de democratas, nenhum acordo com Jair Bolsonaro será aceito.

Por qual motivo isso aconteceu?

De acordo com o presidente da Comissão de Orçamento e Tributos, Richard Neal, os motivos foram vários. Ademais, a preocupação começou após uma reunião da Casa Branca com o Chanceler brasileiro Ernesto Araújo.

Logo após a reunião, a Casa branca confirmou que estaria buscando novos acordos com o Brasil. Assim sendo, Richard Neal disse que:

Câmara dos EUA, acordo com o Brasil

“Em resposta, nós julgamos importante enumerar a litania de razões pelas quais consideramos inapropriado que a administração abra discussões sobre parcerias econômicas de qualquer tipo com o líder brasileiro que desrespeita o estado de direito e ativamente desmantela árduas conquistas de direitos civis, humanos, ambientais e trabalhistas.”  Ainda, afirmou que o governo Bolsonaro demonstra completo desrespeito por direitos humanos básicos, pela necessidade de se proteger a Floresta Amazônica, os direitos e a dignidade dos trabalhadores e mantém práticas econômicas anticompetitivas.
Fonte: UOL.

Quais as consequências?

Antes de mais nada, as consequências são econômicas. Os Estados Unidos, a China e a Argentina são os maiores parceiros comerciais do Brasil. Anteriormente, o governo de Jair Bolsonaro já causou intrigas com a Argentina, e proferiu comentários ofensivos à China.

Com isso, o governo brasileiro já ofendeu, se mostrou agressivo com, ou desapontou parceiros importantes.

A importância da Comissão de Orçamentos e Tributos do Congresso dos EUA é tão grande, pois, antes de fechar qualquer acordo comercial, o presidente americano Donald Trump precisa pedir permissão a ela.

Se a Comissão é contra o acordo, ele não acontece. Atualmente, o Partido Democrata – dos deputados que endereçaram a carta à Casa Branca – tem a maioria dos membros da Comissão. Consequentemente, tem também a maioria dos votos.

Com isso, o Brasil pode perder uma quantidade considerável de acordos de comércio, além de perder dinheiro em exportações.

Amazônia, coronavírus, direitos humanos e as consequências

De acordo com a carta enviada, os principais motivos se concentram na falta de cuidados com a floresta amazônica, além das transgressões aos direitos humanos presentes nas falas de membros do governo.

Ainda mais, a forma como o governo brasileiro vem lidando com a crise do coronavírus repercute mal no cenário internacional. Anteriormente, o ex-ministro da saúde Henrique Mandetta havia falado sobre:

“A forma como a divulgação [dos números do coronavírus] é feita não é uma invencionice, é um padrão pactuado internacionalmente, do qual o Brasil é signatário. Esses dados embasam as decisões de nossos países vizinhos em abrir ou não as fronteiras para nós, por exemplo.”

Ao que tudo indica, mais países tomarão medidas parecidas. Até lá, basta esperar os novos acontecimentos do governo brasileiro, e analisar como os outros países receberão essas ações.

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