Muitas vezes, ao pensar em economistas, quase não lembramos o nome de uma mulher. Por isso, no texto de hoje, o Boletim Econômico vai discorrer sobre mulheres que ocupam cargos importantes na economia e contribuem financeiramente com o mundo, quebrando paradigmas.

Se interessou pelo assunto?

Continue lendo para conhecer mais sobre algumas mulheres que estão mudando o mundo da economia e dos negócios.

1. Kristalina Gueorguieva

EconomiaKristalina Gueorguieva possui 67 anos e é a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional.

Antes de ocupar o cargo no Fundo, ela obteve grande destaque no Banco Mundial e na Comissão Europeia. No Banco Mundial foi diretora de 2017 a 2019.

Para mais, ela é a primeira pessoa que vem de um país emergente (Bulgária) a liderar o FMI.

Além disso, a diretora estudou política econômica e sociologia no Instituto de Economia Karl Marx em Sofia, na Bulgária e mais tarde, estudou na London School of Economics (LSE), no Reino Unido.

Para entender mais sobre o Fundo Monetário Internacional clique aqui.

2. Kathleen Krüger

Kathleen, a poderosa mulher do Bayern Munique que é confidente dos  jogadores - DNKathleen Krüger foi jogadora de futebol até os 24 anos e hoje é a mulher mais importante do Bayern de Munique, atual campeão da Champions League.

Dessa forma, ela assumiu o cargo de team manager (diretor esportivo) em 2009, e é a responsável máxima pela organização das viagens e de todas as finanças logísticas da equipe, sendo uma peça indispensável para os treinadores.

Em 2018, após Niko Kovac assumir a equipe, ela passou a coordenar todas as comunicações que acontecem durante os jogos, entre médicos e fisioterapeutas. Além de passar os números dos jogadores para o quarto árbitro em momentos de substituições.

Para mais, é a única da equipe que faz parte do grupo de WhatsApp dos jogadores, demonstrando uma relação de muita confiança entre a diretora e os mesmos. Legal né?!

3. Malala Yousafzai

Ativista Malala Yousafzai realiza palestra em São PauloMalala ficou conhecida mundialmente após ser baleada na cabeça por talibãs quando tinha 15 anos, por se manifestar contra a proibição dos estudos para as mulheres em seu país.

Atualmente, é uma ativista que iniciou sua luta principalmente pelo direito à educação das meninas que sobreviveram à violência extremista do Talibã.

Sendo assim, já ganhou prêmios do mundo inteiro, Estados Unidos, Índia, França, Espanha, Itália, Áustria, entre outros. Além disso, foi a pessoa mais nova a ganhar o prêmio Nobel da Paz.

Para mais, ela desenvolveu um Fundo Malala, que visa patrocinar três escolas brasileiras que lutam pela educação de meninas.

Nesse ano, Malala se formou no curso de Filosofia, Política e Economia, pela faculdade de Oxford. No futuro, ela pretende planejar cursos de ação para melhorar a política, economia e educação em seu país.

4. Pinelopi Koujianou Goldberg

World Bank advocates global value chains for Africa – The Sun Nigeria Pinelopi é ex-economista-chefe do Grupo Banco Mundial e editora-chefe da American Economic Review, também é professora de Economia na Universidade de Yale.

Deste modo, é uma microeconomista que se interessa por questões relevantes para políticas de comércio e desenvolvimento.

Sendo assim, ela explorou um amplo conjunto de abordagens metodológicas para fornecer insights sobre tópicos diversos.

Sendo alguns deles: os determinantes e efeitos das políticas comerciais, comércio e desigualdade, intelectual proteção de direitos de propriedade em países em desenvolvimento, repasse de taxas de câmbio, preços ao mercado e discriminação internacional de preços.

Sua pesquisa mais recente examina o ressurgimento do protecionismo nos Estados Unidos.

5. Carolina de Assis Barros

mulheres economistas Carolina trabalhou 17 anos no Banco Central do Brasil, onde chefiou o departamento de Comunicação e foi chefe de gabinete da Presidência e da Diretoria de Administração.

Sendo assim, em 2018 ela foi nomeada para o cargo de diretora de administração do banco.

Dessa forma, Carolina é a terceira mulher a ocupar uma diretoria em mais de 50 anos de existência do BC.

Nesse contexto, ela participa de uma das reuniões mais importantes para a política econômica do país: a do Comitê de Política Monetária (Copom), que fica responsável pela definição da taxa básica de juros.

Na cúpula do Copom mais oito diretores homens participam junto a ela. Talvez o rosto de Carolina não seja estranho para você, já que ela ficou responsável por anunciar a nota de R$ 200,00

6. Gita Gopinath

Gita Gopinath

A economista indiana-americana é atualmente economista-chefe do Fundo Monetário Internacional.

Ainda mais, Gita é PhD pela Universidade de Princeton, e possui como área de foco a macroeconomia e as finanças internacionais. Com isso, foi considerada uma das 50 maiores influenciadores acadêmicas da década de 2010.

Assim sendo, em 2019 ela recebeu uma oferta para ser a primeira mulher economista-chefe do FMI, lugar no qual ficou responsável pelo World Economic Outlook, um relatório analítico detalhado da economia global dos últimos 2 anos.

7. Esther Duflo

mulheres economia
 

Esther Duflo é uma economista francesa-estadunidense vencedora do Prêmio Nobel de economia em 2019. Acima de tudo, Duflo é especializada em Economia de Alívio à Pobreza e Desenvolvimento Econômico.

Considerada uma das economistas mais geniais de sua geração, Esther contribui com análises e inovações para a redução da pobreza mundial.

Ainda mais, foi a segunda mulher a ganhar o Nobel na história, e também a ganhadora mais jovem do prêmio. Atualmente, a economista trabalha como professora no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

8. Christine Lagarde

Christine Lagarde – Wikipédia, a enciclopédia livre

A princípio, Christine Lagarde é uma advogada, economista e política francesa. Anteriormente, foi Ministra de Economia, Finanças e Empregos da França, de 2007 a 2011. 

Também já foi Ministra da Agricultura e da Pesca, e Ministra do Comércio Exterior, sendo apreciada pelos políticos franceses por sua competência, independente da vertente econômica.

Logo após sair do governo francês, no fim de 2011 foi anunciada como Presidente do Fundo Monetário Internacional, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo.

Posteriormente, em 2018 Lagarde foi considerada a 3º mulher mais poderosa do mundo pela Forbes, e em 2019 saiu do FMI para assumir a presidência do Banco Central Europeu, cargo que ocupa até hoje.

9. Laurence Boone

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Laurence Boone é uma economista francesa. Suas áreas de interesse incluem a macroeconomia, política europeia e finanças públicas.

Desde 2018, Laurence é economista-chefe da OCDE, e atua planejando, debatendo e implementando políticas macroeconômicas para os países que fazem parte da organização.

Suas contribuições incluem estudos sobre desenvolvimento macroeconômico na Europa.

10. Maria da Conceição Tavares

Maria da Conceição Tavares: a bruta força da naturezaPor fim, trazemos mais uma brasileira. Ou… nem tanto.

Portuguesa e posteriormente naturalizada brasileira, Maria da Conceição Tavares é uma importante economista e pesquisadora para o Brasil e para a América Latina. Pioneira em sua área, Tavares trabalhou como analista matemática no BNDES durante muitos anos.

Ainda mais, a economista é conhecida por um dos artigos mais famosos do mundo em relação à economia política internacional e o comércio exterior: “Auge e Declínio do Processo de Substituição de Importações no Brasil – Da Substituição de Importações ao Capitalismo Financeiro”, de 1972. 

Tavares chefiou durante muitos anos, após sair do BNDES, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) no Brasil, importante órgão econômico em nosso continente.

Como professora, influenciou vários economistas atuais. Desse modo, suas ideias ajudam a moldar o pensamento econômico brasileiro desde sua criação.

E aí, gostou de conhecer algumas das mulheres que contribuem para a economia mundial e brasileira? 

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