Os “Eurobonds”, atualmente, nomeados como “Coronabonds”, podem ser uma alternativa à crise do coronavírus que vem fazendo todo o mundo sofrer.

Assim, a possibilidade de tentar suavizar os impactos dos danos econômicos pela Europa podem ser uma solução. Porém, nem todos os países concordam com isso.

O que são os Coronabonds?

Eles são um instrumento financeiro de dívida comum, emitido por uma instituição europeia para combater o surto do vírus e seus efeitos.

Ou seja, são obrigações ou títulos de dívida europeus, que permitem empréstimos entre países.

Sendo assim, caso não consigam pagar, eles têm a garantia de que alguém no grupo vai assumir o risco da dívida pública ou emissão de títulos em conjunto.

Desta forma, a intenção do projeto é que os países mais ricos da União Europeia custeiem os países mais pobres. O intuito da ação é, principalmente, evitar uma segunda crise, já que a Europa vem lutando com problemas econômicos desde 2010, e conseguiu revertê-los, finalmente, em 2019.

Alguns países da União Europeia são a favor da proposta, pois acreditam que os Coronabonds seriam uma boa alternativa para ajudar a União Europeia a suportar essa crise, porém outros ainda ponderam algumas burocracias que podem atrasar a resolução do problema.

coronabonds

União Europeia

A União Europeia conta com 27 Estados-membros, sendo eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Suécia.

O grupo sempre coloca em discussão novas medidas para que o cenário econômico se torne mais fácil e melhor. Os Eurobonds já eram uma proposta solicitada por outros países durante períodos de crises, porém agora o foco mudou, devido à pandemia.

Nesse contexto, através do fundo de resgate, o Mecanismo Europeu de Estabilidade, os países que se encontram na zona do euro já emitem dívida em conjunto.

Porém, os Coronabonds se apresentam como uma nova alternativa que talvez possa ajudar os países mais afetados pelo coronavírus a saírem da crise.

Além disso, com essa nova proposta os países vão poder, através do mesmo instrumento, garantir linhas de crédito de até 2% do Produto Interno Bruto de cada país ou 240 milhões de euros para todos os países da zona do euro.

Todavia, eles ainda não conseguiram entrar em consenso sobre a eficácia dessa proposta.

Países a favor e contra os Coronabonds

No dia 25 de março, alguns países da zona do euro solicitaram a emissão de Coronabonds. Estavam entre eles os países mais atingidos pela pandemia:

  • Portugal
  • Itália
  • Espanha
  • França
  • Irlanda

Já países como a Holanda, a Áustria e a Finlândia se apresentam contra qualquer tipo de mecanismo comum para evitar uma crise econômica e social. A Alemanha também está ao lado desse grupo, porém com nuances.

A Alemanha, de acordo com a Chanceler Angela Merkel, está disposta a fazer contribuições para orçamento da União Europeia a fim de ajudar os parceiros afetados.

Porém, não acredita que os Coronabonds sejam a medida mais eficaz, uma vez que seria necessário reformar os tratados europeus para que fosse possível ocorrer.

O que se espera da União Europeia, então?

Assim, pode-se concluir que por mais que alguns países estejam contra certas medidas, a Europa está em busca de uma maneira de amenizar a crise gerada pela pandemia.

A Europa, que em 2019 começou a se recuperar da crise da década, gerada pela crise de 2008, não pode cair em mais problemas financeiros.

Sendo assim, ainda é esperado que haja um consenso entre os Estados-membros da União Europeia. Desta forma, nas próximas semanas, pode surgir um acordo entre eles, mesmo com alguns países de fora.

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