Nesse sábado, 14 de março, a Apple anuncia o fechamento de todas as suas lojas fora da “Grande China” graças ao Coronavírus.  Dessa forma, todos as lojas dentro desse perímetro delimitado pela Grande China estão reabrindo.

O CEO da empresa, Tim Cook diz que essa medida faz parte dos esforços mundiais para conter a propagação do COVID-19.

As lojas na Grande China reabrem após emergência do COVID-19

A princípio, “Grande China” é o território compreendido entre China,  Hong Kong e Taiwan.

Esse território foi o “epicentro” do que é hoje a pandemia do Coronavírus. Mais especificamente na província de Wuhan na China. Logo os casos da doença se espalharam para as localidades mais próximas e em seguida pro mundo inteiro.

As  lojas da Apple estava fechadas já há semanas nesse território, mas graças ao “controle” da propagação do coronavírus no país já é possível reabrir as portas.

Outro ponto importante apontado por Tim, é que a experiência no combate a disseminação do vírus na China pode ser utilizado para auxiliar o resto do mundo.

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Fechamento das lojas no resto do mundo

O CEO da Apple Tim Cook, anunciou o fechamento das lojas como medida de conter a propagação do COVID-19. Dessa forma, o principal objetivo da empresa é a conscientização de que devemos impedir que o vírus se espalhe ainda mais.

Do mesmo modo, a Apple garantiu que todos os funcionários irão receber efetivamente, como se estivessem em operação.

Para os casos como é o da Grande China, os funcionários que tiverem a necessidade de trabalhar em casa serão atendidos. Da mesma forma àqueles que precisarem de flexibilização dos horários para tomar conta de parentes doentes.

Por que é importante conter o avanço do coronavírus?

O Coronavirus age como uma gripe  comum, mas pode trazer complicações respiratórias mais sérias.

Porém, a principal característica do vírus não é o índice de mortalidade, mas a propagação por meio do contato com olhos, boca e nariz. Dessa forma, estamos lidando com um vírus de altíssima taxa de contaminação, que se propaga rápido e ao qual possuímos poucas informações.

O principal desafio nesse caso é atender os grandes casos da doença sem comprometer a capacidade do sistema de saúde do país.

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Esse gráfico foi inicialmente apresentado pelo The Economist e adaptado  pelo CDC, ele apresenta das situações distintas.

Em azul, apresenta o gráfico de contaminação quando o país não toma medidas de prevenção de aumento das distâncias sociais.

No gráfico amarelo, vemos a curva de contaminação caso o país adote medidas de segurança para reduzir a propagação do  coronavírus.

O importante nesses casos, é a linha tracejada que representa a capacidade do sistema de saúde do país. Ou seja, quando não são tomadas medidas de prevenção contra o contágio, os sistemas de saúde ficam superlotados.

Assim, tanto as pessoas que fazem parte do grupo de risco (idosos, pessoas com baixa imunidade, diabéticos, pessoas com pressão alta, entre outros) quanto aqueles com outras enfermidades, terão que lidar com demora no atendimento. Essa demora pode ser crucial para vida ou para a morte dessas pessoas.

Em vista disso, a Apple resolveu decretar quarentena para seus funcionários lojistas nestes países. A expectativa é que vendedores das lojas, que possuem maior contato com o público, fiquem em casa, isolados.

Empresas fechando as portas são apenas mais uma das consequências do COVID-19.

Outras consequências do vírus são o Circuit Breaker e a queda da bolsa.

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