Desde de que o Facebook propôs a criação da sua própria criptomoeda, a Libra, eles vem enfrentando alguns problemas. Devido aos países estarem extremamente preocupados com seus impactos macroeconômicos.

Dessa forma, diversos países, principalmente o G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, já estão regulamentando as criptomoedas. Tudo isso pelo receio do que poderá acontecer caso lançada essa moeda do Facebook.

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Para saber mais sobre a Libra, temos um post apenas sobre ela. Clique Aqui.

Quais são esses impactos da Criptomoeda do Facebook?

Antes de mais nada, é importante saber que a Libra será diferente das outras Criptomoedas. Isso se dá pelo fato da facilidade de usar a moeda. Por isso, iremos focar nela nesse post.

De acordo com o Facebook, as transações serão realizadas pelo Whatsapp, Messenger e um própio aplicativo. Dessa maneira, toda essa facilidade é o que mais preocupa as grandes potências mundias nos impactos macroeconômicos.

Por ser muito fácil de usar, e por não estar atribuído aos juros de bancos, provavelmente a demanda pela moeda será muito alta. Consequentemente, a demanda pelas moedas dos países iriam abaixar.

De acordo com a Lei da Oferta e Demanda, essa situação faria com que a moeda local desvalorizasse e ficasse “ancorada” na criptomoeda. Ou seja, a valorização e desvalorização da moeda local estaria atrelada a Libra.

O grande problema é que essa moeda não é controlada por uma nação e sim por um grupo de empresas, a Associação Libra. Isso faz com o que os países percam sua soberania nacional, matando qualquer possibilidade de realizar política monetária e cambial.

Como seria isso no Brasil?

Vamos usar um exemplo para entender melhor. No Brasil, o real é controlado pelo Banco Central. Caso a Libra seja colocada no mercado, vamos supor que 70% da população abandone o real e adote a criptomoeda.

Dessa maneira, o real perderia seu valor de mercado e a Libra ditaria todo o mercado do país. Se, eventualmente uma crise acontecer e a inflação do Brasil for nas alturas, não seria possível o Banco Central tomar as devidas providências para minimizar essa situação.

Essa é a perda da soberania nacional, o Brasil estaria enfrentando uma crise e ele mesmo não poderia fazer nada em relação a moeda. Teoricamente, estaríamos a mercê de um grupo de empresas com sede bem longe daqui.

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As fraudes também seriam um problema?

Um dos grandes problemas enfrentado em todos os países são as fraudes. Muitas pessoas decidem infringir a lei para deixar de pagar impostos, assim, ajudando a causar um déficit fiscal cada vez maior.

Caso ocorra a “libralização” da moeda, essas fraudes seriam mais fácil de serem realizadas. Isso está atrelado ao fato da perda da soberania nacional. Nós não sabemos se os órgãos fiscalizadores teriam acesso as informações da moeda.

Assim, os sonegadores de impostos teriam mais um caminho para burlar a arrecadação dos países. Mas, nem só os sonegadores poderiam se beneficiar dessa falta de controle dos países por causa das criptomoedas.

A lavagem de dinheiro também seria um grande problema, pelo mesmo motivo de antes. Por ter um controle totalmente digital e externo e sem intervenção da receita federal, esses crimes sem dúvida seriam muito mais fáceis de serem realizados.

Todo essas práticas também trazem grandes impactos macroeconômicos, já que estão atrelados a política fiscal.

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E agora, o que fazer com as criptomoedas?

Hoje, é impossível voltar atrás na questão das criptomoedas, já que elas vieram pra substituir o papel-moeda. Dessa forma, os países tem que planejar uma forma de não perder sua soberania nacional sobre a moeda.

Um exemplo de adaptação que já está acontecendo é a criação dessas moedas pelos próprios banco centrais. Essas medidas já estão sendo tomadas pela China e Turquia. Este é o futuro das moedas!

E você? O que acha dessa revolução no sistema monetário do mundo? Comenta aqui embaixo! 😀