Anteriormente, em junho deste ano, um grupo de investidores internacionais publicaram em uma carta aberta suas preocupações em relação ao índice de desmatamento no Brasil.

Deste modo, o grupo é composto por investidores institucionais responsáveis por gerenciar fundos de pensão europeus, possuindo a administração de um capital de R$ 20 trilhões.

No entanto, buscaram alertar ao governo para possíveis consequências financeiras. Algumas delas são a fuga de capitais e o boicote às exportações agrícolas, caso a situação ambiental continue sendo negligenciada.

Ademais, CEOs brasileiros de 40 companhias, manifestaram suas preocupações com os impactos nos negócios devido a atual imagem do Brasil no exterior, relacionada ao desmatamento.

Portanto, entre as principais empresas destacam-se: Itaú, Shell, Ambev, Vale, Microsoft, Bradesco, Bayer, que se dispuseram a contribuir com o governo para o desenvolvimento sustentável.

Governo Federal: reputação em chamas?

Assim, ambas as cartas foram enviadas ao vice-presidente Hamilton Mourão, responsável à frente do Conselho Nacional da Amazônia, que tentou tranquilizar os investidores.

Desta forma, o vice-presidente pediu ajuda aos investidores para preservar a maior floresta do mundo, porém salientou a dificuldade de se estabelecer metas para a redução do desmatamento.

Além disso, foram apresentados três projetos de cunho ambiental aos investidores, o retorno do Fundo da Amazônia, o Floresta Mais e o Adote um Parque.

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em relação à Amazônia são desanimadores. Somente no primeiro semestre de 2020 foram derrubados 7.566 km² da floresta, 10% a mais em comparação ao mesmo período anteriormente.

Já em 2019, o índice de desmatamento foi o maior desde 2008, marcando cerca de 10.129 quilômetros quadrados. Desta forma, a marca dos cinco dígitos tende a permanecer.

Por sua vez, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mantém seu tradicional discurso negacionista quando se trata de aquecimento global e preservação do meio ambiente.

Ainda, o presidente atribui a degradação da imagem ecológica brasileira à desinformação, e prepara uma moratória para queimadas legais durante um período de 120 dias.

Desmatamento na Amazônia

Desmonte dos fiscais do meio ambiente:

De fato, a política ambiental durante a gestão de Bolsonaro é desastrosa, com o desmonte das instituições de fiscalização a atuação de grileiros, garimpeiros e madeireiros segue impunes.

Por este motivo, o Ministério Público entrou com uma ação contra o ministro do meio ambiente Ricardo Salles, por improbidade administrativa, acusando-o de desestruturação de políticas ambientais.

Ainda mais, o IBAMA viu o número de servidores reduzirem drasticamente nos últimos anos, atualmente contam com cerca de 3 mil funcionários.

Quais as possíveis consequências?

Atualmente, é impossível desvincular economia e meio ambiente, principalmente após a crise do coronavírus, na qual o mundo todo está revendo suas práticas de produção e consumo.

O acordo Mercosul-UE, é consequência direta disso, portanto, vem encontrando dificuldades nos parlamentos europeus sobre a prerrogativa ambiental brasileira.

Bem como, os produtores brasileiros temem que empresas europeias passem a boicotar a entrada de commodities no território.

Por isso, aqueles que escolhem negligenciar a urgência ambiental, tendem a perder seus lugares no comércio internacional.

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