A teoria macroeconômica trata da economia como um todo. Além da interação das famílias com as empresas, ainda existe a ação do governo.

Tratamos na macroeconomia principalmente do Produto Interno Bruto (PIB) de um país. Dessa maneira, retratamos toda a produção da economia a partir da identidade das contas nacionais.

Antes de mais nada, as contas nacionais apresentam algumas identidades:

Y = C + I + G + EL

  • PIB (Y);
  • Consumo (C);
  • Investimento (I);
  • Gastos do governo (G);
  • Exportações líquidas (EL).

O nosso foco nesse post será o equilíbrio macroeconômico entre investimento e poupança, semelhantemente ao equilíbrio entre oferta e demanda da teoria microeconômica.

teoria macroeconômica

Teoria macroeconômica

Primeiramente a teoria macroeconômica se difere da microeconomia no que se refere à área de abrangência do estudo. Dessa maneira a macroeconomia trata das interações da economia como um todo.

De maneira simplificada, a macroeconomia explica basicamente como..

  • As famílias vendem sua mão de obra para as empresas em troca de um salário;
  • As empresas vendem seus bens e serviços para as famílias em troca do valor de mercado;
  • O governo arrecada impostos tanto das famílias quanto das empresas para manter seus gastos operacionais e financiar os serviços públicos.

A macroeconomia mensura principalmente a produção total da economia, ou seja, o PIB. O cálculo do PIB real é utilizado pelos economistas para projetar o crescimento da economia a longo prazo.

PIB

O PIB é o produto interno bruto da economia. Ou seja, a soma de tudo que foi produzido em um determinado período de tempo.

Dessa forma,  utiliza-se o cálculo do PIB entre trimestres e anualmente.

Os valores que compõe o PIB são chamados de identidades das contas nacionais. Dessa maneira os economistas dividem todos os gastos da economia de maneira mais simplificada, para compreender toda a atividade econômica.

Consumo

O consumo nada mais é do que tudo aquilo que foi comprado pelas famílias naquele determinado período de tempo.

Portanto são calculados todos os bens e serviços embolsados pelas pessoas no país.

São colocados no cálculo apenas os bens e serviços finais, ou seja, aqueles destinados diretamente para o consumo das famílias.

Investimento

O investimento é a parcela do  produto total da economia que foi gasta pelas empresas, com objetivo de obter lucro futuro.

Assim todo aquele gasto das empresas com fábricas, insumos, é calculado no PIB como investimento.

Gastos do governo

Talvez o mais contestado dos dispêndios do PIB, os gastos do governo representam uma parcela importante de tudo aquilo que é produzido.

Os gastos do governo são compostos por todo o custo operacional do governo, desde o funcionalismo público até as despesas com obras estatais.

Serviços como o de saúde pública não entram nos gastos do governo, porque são considerados como pagamentos de transferências. Tais pagamentos afetam diretamente a renda das famílias, disponibilizando mais recursos para o consumo.

Exportações líquidas

As exportações líquidas é o que chamamos de balança comercial de um país. Ou seja, a soma de tudo aquilo que é exportado menos o que o país importa.

Já se acreditou por muito tempo que uma nação rica era aquela que possuía a balança comercial positiva.

Porém uma balança comercial negativa pode ser compensada por outros componentes da renda nacional. Hoje sabe-se que a mensuração da riqueza de uma nação é dada pelo seu produto interno bruto, o PIB.

Mercado de fundos de empréstimo

Na teoria macroeconômica o equilíbrio entre poupança e investimento é determinado pelo mercado de fundos de empréstimo, mas o governo tem grande atuação quando se trata dos incentivos.

Antes de mais anda, mercado de fundos de empréstimo funciona como todos os demais mercados na economia. Portanto ele é responsável por equilibrar a oferta e a demanda de fundos de investimento.

Seja um investimento direto em uma empresa ou até mesmo uma aplicação no banco, o mercado de fundos de investimento disponibiliza o dinheiro que foi poupado pelas famílias para aqueles que querem tomar um empréstimo.

No caso do equilíbrio entre poupança e investimento, a  poupança é responsável pelo lado da oferta de fundos de investimento. Enquanto o lado da demanda é representado pelo investimento, ou seja, a demanda por fundos de investimento.

As políticas monetárias por outro lado são a ferramenta do governo para controlar o fluxo de atividade da economia.

Tanto o investimento quanto a poupança, são influenciados diretamente pela taxa de juros.

A taxa Selic é definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) a cada 45 dias, para manter o controle inflacionário.

Oferta e demanda

Similar ao modelo microeconômico, o equilíbrio macroeconômico entre poupança e investimento apresenta basicamente o mesmo funcionamento.

Dessa maneira,  a oferta é representada pela poupança das famílias. Ou seja, o investimento ou aplicação bancária feita pelas famílias como forma de poupar sua renda é disponibilizado para empréstimo.

Já a demanda pelos fundos de investimento é dada pelas famílias e as empresas que precisam tomar um empréstimo para investir.

Na teoria microeconômica era o preço que equilibrava a oferta e a demanda. Por outro lado no equilíbrio macroeconômico entre poupança e investimento o que equilibra a oferta e a demanda é a taxa de juros.

A taxa de juros então é o “custo” do empréstimo, para aqueles que tomam o empréstimo. Da mesma forma a taxa de juros é a “remuneração” para aqueles que emprestam o dinheiro.

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