No cenário de discussão econômico existem dois principais pensamentos em destaque: eles são chamados de economia heterodoxa e economia ortodoxa.

Dessa forma, os debates econômicos, onde quer que ocorram, têm sempre essas duas principais linhas de pensamento.

Mas que linhas de pensamentos são essas?

Nesse post vamos te mostrar a diferença entre a economia heterodoxa e ortodoxa.

O que é ortodoxia?

A princípio, vamos entender o significado da palavra “ortodoxia”.

Um pensamento ortodoxo é aquele pensamento conhecido também como mainstream, ou seja, aquele pensamento considerado normal e aceito pela maioria.

Dessa forma, o pensamento ortodoxo é  aquele dado como único e correto ou, ainda, de senso comum.

O que é heterodoxia?

Por outro lado, temos também a heterodoxia, que é o contraponto à ortodoxia.

Heterodoxia nada mais é do que o contraponto ao que é aceito pela ortodoxia. Ou seja, é a discordância da opinião tida como oficial e comum.

Podemos concluir então que heterodoxia é o argumento que se contrapõe ao que é aceito pela maioria como “correto”.

Ortodoxia e heterodoxia da economia

Acabamos de falar sobre o significado de ambas as palavras, mas qual  significado delas em economia?

Ou melhor, qual é o pensamento tido como “correto”? E qual a sua “contraposição”?

Economia heterodoxa e ortodoxa: o que são?

Antes de mais nada, vale explicar que a economia não tem um pensamento “correto”, mas sim ideias que foram aceitas pelos principais países e pelos economistas mais respeitados.

Podemos então falar sobre o “mainstream” da economia, o que é mais popular.

Para fazer essa análise, consideramos o que é ensinado nos cursos de economia e qual a linha de pensamento dos principais acadêmicos e dos policy makers (aqueles que fazem políticas públicas).

Como resultado, podemos afirmar que a ortodoxia econômica está relacionada à escola de economia clássica, de Adam Smith e David Ricardo.

Por outro lado, a economia heterodoxa (opinião diferente) está ligada às escolas de pensamento econômico que se contrapõem à escola clássica (ortodoxia), como a marxista, pós-keynesiana e austríaca.

Ortodoxia econômica

Como falamos anteriormente, o pensamento ortodoxo na economia está ligado à escola neoclássica. Dessa forma, seus principais preceitos são derivados das ideias de Adam Smith e David Ricardo (principais expoentes da economia clássica), que foram praticamente o único pensamento econômico que permeava os governos até a década de 1930.

Os conceitos principais da economia ortodoxa são uma síntese do pensamento neoclássico, e podemos destacar conceitos de expectativas racionais, maximização da utilidade e equilíbrios de mercado (oferta e demanda).

Da mesma forma, podemos destacar hoje a influência do que se pode chamar síntese da economia neoclássica e neokeynesiana, que se reflete dentro da academia (universidades).

Heterodoxia econômica

Para falar da heterodoxia econômica como contraposição da ortodoxia, precisamos compreender que todos os pensamentos que divergem do mainstream da economia são considerados heterodoxos.

Dessa forma, podemos citar as principais escolas heterodoxas:

  • Marxista;
  • Pós-keynesiana;
  • Austríaca.

A escola econômica marxista tem como estrutura a crítica a infra e superestrutura do capital, da mercadoria e da mais-valia. Isso entre outras teses defendidas por Marx e Engels em “O Capital”.

A escola pós-keynesiana se difere da neokeynesiana quanto à defesa das teorias de Keynes. Dessa forma, os pensadores da escola pós-keynesiana defendem a teoria keynesiana em sua essência, diferente dos neokeynesianos, que desenvolveram a teoria de Keynes junto de novas teorias como as expectativas racionais, entre outras.

Do mesmo modo, podemos destacar a escola austríaca como uma das principais teorias heterodoxas. A escola austríaca de economia possui uma base filosófica muito forte, e defende o poder da organização econômica dos preços.

Para os austríacos, a complexidade das escolhas humanas fazem com que seja extremamente difícil a modelação matemática da economia (como fazem os neo-keynesianos).

E ai, entendeu quais as principais diferenças desses pensamentos econômicos?

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