ÁLCOOL EM GEL: QUAIS OS NUMEROS DO SETOR EM 2020?

Uma das consequências do medo de contaminação pela COVID-19 foi a disparada do álcool em gel. Dessa forma, a variação foi de mais de 1.700% na demanda do produto.

Mas você sabe quais são os números dessa movimentação no setor de álcool em gel? É isso que o BE te conta hoje!

Álcool em gel

O aumento da demanda por álcool em gel em 2020

Antes de mais nada, o item se transformou em um artigo de luxo e desapareceu das prateleiras de redes de farmácias e supermercados. Sendo assim, Leonardo Ferreira, CEO da CNA explicou a movimentação. Segundo ele, “a demanda em janeiro de 2020 foi o dobro da esperada e fevereiro“. Ainda mais, “já supera inclusive os meses mais críticos de 2016 quando o Brasil foi surpreendido pelos casos de H1N1”.

Como resultado, o aumento nas buscas pelo insumo também gerou impacto no preço do produto. Por exemplo, entre fevereiro e março, segundo pesquisa feita em sites de comparação de preços o preço do produto já subiu mais de 150%. Desse modo, o frasco de 500ml passou de R$ 16 para uma média de R$ 40.

Dessa forma, a produção do desinfetante começou a aquecer toda a cadeia que vai desde os fornecedores da matéria-prima até a rede de distribuição. Em uma fábrica do norte pioneiro do estado, o volume março e junho deste ano cresceu 555% em relação a igual período do ano passado.

Estudos realizados pelo movimento compre e confie, empresa de inteligência de mercado voltado ao e-commerce, apresentou números semelhantes. As vendas online do produto cresceram 4.700% em fevereiro e março de 2020 em comparação com o mesmo bimestre de 2019. Em poucos dias o estoque de produtos se esgotou nas lojas físicas e virtuais, fazendo o preço explodir

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Mudanças nas indústrias e produção do Brasil

Da mesma forma, CNA, que representa 70% desse mercado no país, calcula que sua demanda atual é o dobro da capacidade atual de produção. Para atender ao mercado, a empresa antecipou em 20 dias a contratação de 90 novos funcionários para o início da operação do terceiro turno da fábrica.

Nossa preocupação é conseguir atender ao mercado dentro de uma crise tão grave, estamos trabalhando para que não falte álcool em gel, mas não posso garantir que isso não vá acontecer com todo cenário mundial e o que ainda poderá vir pela frente. Talvez o consumidor esteja sentindo mais porque ele entra nas lojas e não tem produto. Algumas redes já estão limitando o número de produtos por consumidor.”

Avaliou Leonardo Ferreira, presidente da Companhia Nacional de Álcool, fabricante das marcas Coperalcool, Zulu, Zumbi e Da Ilha.

Falta de produtos para importação?

De acordo com o executivo, além das entregas para os grandes varejistas e atacadistas, existe também uma atenção especial da empresa em atender também as redes de farmácias que foram atingidas pela falta de produto.

Segundo Leonardo Ferreira, um dos gargalos da produção está no fornecimento de frascos, embalagens plásticas e tampas para os produtos.

Parte desta produção é importada da China e está sofrendo com a paralisação das entregas.

A questão da tampa está bem crítica porque boa parte vem da China e parou de vir. O mercado interno não estava preparado. Compramos tudo que havia disponível no mercado, e saímos do nosso padrão de tampa branca para usar tampa dourada, prateada. Hoje é o último dia que tenho esta tampa.” — comentou Leonardo.

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COVID-19 dentro das fábricas?

Ainda mais, outra preocupação da companhia é evitar casos da doença dentro da fábrica. Segundo a CNA, a empresa já possui um plano de contingência caso aconteça um caso de funcionário infectado pelo coronavírus, e medidas necessárias estão sendo tomadas para prevenir a doença.

A empresa iniciou uma campanha interna de conscientização relacionados aos cuidados com as prevenções indicadas pela Organização Mundial de Saúde.

Para as usinas produtoras de etanol, a alta repentina no consumo do álcool em gel não foi suficiente para reduzir os prejuízos que a pandemia trouxe para o setor. Em março de 2020, houve queda de 14% nas vendas de combustíveis e a redução se acentuou em abril, com retração de 33,63% em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Em vez de combater coronavírus, álcool em gel fora do padrão ajuda a  proliferar bactérias - Ciência UFPR

O consumo de 1,2 bilhões de litros de etanol hidratado carburante, aquele que vai para as bombas dos postos de combustíveis, foi o menor desde abril de 2017.

Dados da União da indústria de cana-de-açúcar referente à safra 2020/2021, apontam 30% na queda na comercialização pelas unidades produtoras em abril. Em junho o resultado negativo se manteve, mas em nível menor, com 11,43% de baixa, o equivalente a 2,40 bilhões de litros do produto.

Por fim, apesar da retração no comércio de etanol as vendas do mercado interno de etanol outros fins, a principal matéria-prima para a produção de álcool em gel continua aquecida com alta de 40% em junho, totalizando 118,25 milhares de litros comercializados.

E você, tem sentido o aumento nos produtos derivados dessa indústria? Conta pra gente nos comentários abaixo!

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