Consumo consciente e impactos econômicos

O desenvolvimento sustentável é uma realidade mundo afora.

É nesse cenário que surge o consumo consciente e, por conseguinte, se observa os impactos econômicos e políticos deste perfil.

Por isso, no texto de hoje, o BE discute sobre as pautas mais importantes que circulam esse tema. Caso tenha interesse, ou deseje conhecer mais, vem com a gente!

Produção e consumo responsáveis

O consumo consciente

Seja de forma direta ou indireta, fato é que todas as nossas ações – e escolhas – impactam de alguma forma o meio ambiente.

Na sociedade atual, o alto padrão de consumo e o desenvolvimento de tecnologias geraram não somente grandes avanços, mas também prejuízos para o planeta.

Em outras palavras, seja no uso de combustíveis, no descarte irregular de produtos químicos, no consumo excessivo de peças de roupas, entre outros fatores, o alerta para o cuidado com o meio ambiente cresce.

Por isso, diversas empresas ao redor do globo buscam por uma atuação favorável ao meio ambiente. Desse modo, observa-se a presença de novos valores como a responsabilidade social e as práticas de governança.

O conceito ESG

O conceito ESG (Environmental, Social and Corporate Governance), ou, em português, ASG – “Ambientais, Sociais e de Governança” – reflete a preocupação com o planeta e com a qualidade de vida das gerações futuras.

Environment, Social and Governance

De acordo com o The Boston Consulting Group, empresas que adotam boas práticas nesses campos – meio ambiente, sociedade e governança humanizada – geram melhores resultados ao longo dos anos.

Ainda mais, em relação aos investimentos, companhias que se enquadram ao ESG tornam-se cada vez mais atrativas para os investidores, captando um maior número de recursos.

Ao final, além de se engajar em causas e valores que acreditam, as empresas também ganham credibilidade com os consumidores que, cada vez mais, prezam por produtos sustentáveis.

O BE possui um texto que explica o ESG e o seu valor no mercado. Caso se interesse:

Estudo de caso: a indústria da moda

Nos dias de hoje, a indústria da moda pode ser apresentada como um caso explícito da mudança de comportamento e do perfil do consumidor.

Segundo uma pesquisa realizada pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), a produção têxtil ocupa a posição de uma das quatro indústrias que mais consomem recursos naturais no mundo.

Desse modo, nota-se a utilização de água e de produtos químicos para compor e para lavar as peças.

Entretanto, de acordo com resultados do Mercado Livre, houve um aumento de 55% na busca por produtos de vestuário sustentáveis no último ano.

Este percentual indica que a lógica de consumo caminha, aos poucos, para um caminho mais verde.

Diante disso, a demanda por produtos alternativos, os quais tendem a minimizar os possíveis danos causados ao meio ambiente, aumenta cada vez mais.

– moda sustentável
– (você)
– “fast fashion”

A Green Friday

Já que o assunto é consumo consciente, nada mais justo do que trazer uma nova ação – já adotada no Brasil – desse caráter.

Antes de mais nada, para que a gente entenda o que é a Green Friday, devemos saber o que é o seu “oposto”, a Black Friday.

Dessa forma, conhecida pelos descontos e aumento das vendas, a Black Friday surgiu nos Estados Unidos na década de 1960.

Diante disso, a data, entre o Dia de Ação de Graças e o Natal, foi pensada de modo estratégico.

Agora, o que não é novidade, mas, sim, motivo de críticas, é que as promoções atrativas incentivam compras em excesso. Isto é, mesmo sem a necessidade de produtos novos, os consumidores realizam suas compras.

No Brasil não foi diferente. A data chegou há alguns anos e já é muito popular, visto que possui grandes campanhas para o dia dos “super descontos”.

Bem, agora que entendemos a Black, chegou o momento da Green Friday! Vamos comigo?

Pode-se dizer que a Green Friday visa combater o consumismo exagerado. Nesse sentido, a data tem como foco o consumo consciente, necessário, sem excessos e desperdícios.

Ainda mais, busca reforçar a importância de estilos de vida sustentáveis. Ou seja, aqueles que procuram reduzir os impactos para a natureza e a sociedade.

Mesmo assim, a Black Friday ainda é um gigante.

Por isso, quase como uma solução para o momento, empresas e organizações que apoiam a Green Friday incentivam a doação de uma porcentagem dos lucros – obtidos com a Black Fridaypara, por exemplo, associações dedicadas à preservação do meio ambiente.

Neste ano, algumas marcas aderiram às propostas da Green Friday. São elas:

  • B.O.B.
  • Amaro
  • Pantys
  • Alme
  • Oriba
  • BioArt e
  • Natura

Desse modo, caso tenha interesse em saber mais de cada ação:

O impacto sustentável nos acordos políticos

Em última análise, vale ressaltar que a visão sustentável não se resume somente ao consumo.

Nesse sentido, cada vez mais países ao redor do globo adotam agendas verdes e metas de ação ambiental, como a redução na emissão de carbono e de gases estufa, o controle das mudanças climáticas, etc.

Isto reflete não apenas na agenda doméstica de cada Estado, como também em acordos e processos de barganha política.

Um exemplo muito discutido é a relação entre a União Europeia e o Mercosul. Veja o caso:

Estudo de caso: UE e Mercosul

Com o intuito de se tornar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, a união entre Mercosul e UE possibilitaria um mercado o qual abrange cerca de 780 milhões de pessoas.

Contudo, em outubro de 2020, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, atentou para a possível não ratificação do acordo.

Segundo ele, o motivo seria a ausência de regras claras que garantam o compromisso dos países envolvidos em relação ao desenvolvimento sustentável.

Bandeira União Europeia e Mercosul

Mas e no cenário atual?

O dilema para ratificar o acordo ainda existe. Na verdade, uma vez considerado o distanciamento do Brasil em relação às pautas climáticas e na defesa do meio ambiente, as expectativas são baixas.

Ainda mais, a organização da Comissão Europeia avança para pautas verdes. Como exemplo, no mês de novembro deste ano, o órgão adotou novas regras com o intuito de:

  1. Impedir o desmatamento provocado pelos países do bloco;
  2. Inovar a gestão de resíduos sustentáveis e;
  3. Melhorar a qualidade dos solos.

Dessa maneira, as medidas fazem parte da implementação do chamado “Acordo Verde Europeu”.

  • O BE possui um texto no qual aborda este acordo. Caso se interesse, clique aqui!

De acordo com o comunicado, “as novas regras propostas garantiriam que os produtos que os cidadãos da UE compram, usam e consomem não contribuam para a degradação florestal global”.

Ainda mais, “o regulamento estabelece regras de devida diligência obrigatórias para as empresas que desejam colocar esses produtos no mercado da UE com o objetivo de garantir que apenas produtos livres de desmatamento e legais sejam permitidos no mercado da UE”.

Segundo Frans Timmermans, vice-presidente executivo do Acordo, o “regulamento de desmatamento atende aos apelos dos cidadãos para minimizar a contribuição europeia para o desmatamento e promover o consumo sustentável (consciente)”.

Por fim, torna-se claro que os países do Mercosul deverão promover mudanças de comportamento e adotar ações efetivas caso desejem a união entre os dois blocos.

E então, para você, o que é ser consciente acerca do meio ambiente? Ainda mais, você pratica o consumo consciente?

Envie para os amigos e nos deixe sua opinião! Obrigada e até a próxima.

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