Diferença entre política fiscal, monetária e cambial

A ação do governo sobre a economia pode ser feita pela política fiscal, monetária e cambial.

Dessa maneira, dependendo da questão que se apresenta, o governo age por meio dessa políticas para solucionar ou minimizar problemas determinados. 

Ficou interessado? Vamos entender estas e suas semelhanças e diferenças

Políticas econômicas 

Primeiramente, quando se fala sobre políticas econômicas é importante mencionar duas grandes questões que baseiam a escolha do governo: 

  • Uma análise de quais são os problemas econômicos presentes;
  • Visão do governo sobre o papel do Estado na sociedade. 

Além disso, é preciso que haja um equilíbrio entre as políticas econômicas para minimizar problemas em uma variável e promover o crescimento em outra. 

Sendo assim, vamos entender os 3 grandes tipos de políticas econômicas.

política Fiscal 

A política fiscal é o conjunto de medidas adotadas pelo governo para atingir a estabilidade na economia nacional

E o principal foco do governo com essa política é o cumprimento de suas metas em relação ao PIB e taxas de inflação estipuladas em um ano específico.

Dessa forma, isso pode ser feito por meio da alteração das despesas e receitas, ou seja, do controle orçamentário de uma dada economia. 

Mas como é feita essa ação sobre as despesas e receitas? A resposta é muito simples. 

As despesas refletem todos os gastos do governo (G) que estão relacionados na manutenção na estrutura de um país,como, 

  • Saúde;
  • Segurança;
  • Educação;
  • Patrimônio público, etc. 

E o dinheiro arrecadado para esses gastos, ou seja, a receita, é obtido por meio da tributação (T). 

Assim, a “renda do governo” é gerada com os impostos e variações na alíquota.

Dessa maneira, a política fiscal pode ser de dois jeitos: expansionista e contracionista. 

Expansionista

A política fiscal expansionista é usada quando o governo busca aquecer sua economia. Esta é usada quando o PIB não alcançou a meta estipulada. 

Assim, o governo tem duas saídas:

  • Aumentar seus gastos, investindo na economia;
  • Ou reduzir a tributação para que as famílias consumam mais. 

Você sabia que a política fiscal expansionista é recomendada por alguns economistas para países que estão em recessão?  

Contracionista 

Por outro lado, a política fiscal contracionista é usada quando o governo procura frear a economia do país, diminuindo sua demanda. 

Esta tem a ver quando o PIB cresceu além das expectativas do governo.

Assim, o governo pode utilizar o excesso de receita para quitar sua dívida pública ou desacelerar a economia para controlar a inflação. 

Para isso, o governo pode ter duas ações: 

  • Diminuir os seus gastos públicos;
  • Ou aumentar a tributação.

Para entender mais sobre essa dinâmica do PIB, clique aqui.

Quer entender mais sobre a política fiscal? Temos um texto sobre isso. 

política Monetária 

Já a política monetária visa o equilíbrio da economia, atuando sobre quantidade de dinheiro em circulação, taxas de juros e de crédito. 

Esse controle é feito, no Brasil, pelo Banco Central e consiste:

  • No aumento ou diminuição da oferta de moeda no país que leva ao aumento ou diminuição da Taxa de juros.  

Você sabia que a taxa de juros é tida como o preço do dinheiro? Essa lógica funciona  como na lei de oferta de demanda. 

Dessa forma, quando há mais moeda no mercado, a taxa de juros diminui, e vice-versa. 

Assim, a política monetária pode ser expansionista e contracionista. 

Expansionista 

Por meio da política monetária expansionista, o Banco Central aumenta a oferta de moeda do país, diminuindo a taxa de juros. 

Assim, a economia se expande pois com as taxas de juros mais baixas as famílias escolhem consumir em vez de poupar. 

Além de ser mais fácil para as empresas pegarem empréstimos, investindo, assim, na economia. 

Contracionista 

Por outro lado, a política contracionista diminui a oferta de moeda no mercado, aumentando a taxa de juros. 

Com isso, a economia se contrai, pois as famílias escolhem poupar e as empresas tem dificuldade em pegar empréstimos. 

Essa política tem a ver com a diminuição da inflação, já que as famílias vão demandar menos bens e serviços.

Essa ações podem ser feitas por meio das 4 principais políticas monetárias:

  • Taxas de Redesconto;
  • Recolhimentos compulsórios;
  • Open market;
  • Alteração da taxa de juros.

Quer entender mais sobre a política monetária e essas suas 4 principais formas de atuação? Clique aqui. 

Política Cambial 

Por último, a política cambial está relacionada à taxa de câmbio de um país. Ou seja, a relação da moeda nacional com uma moeda estrangeira. 

Tal moeda estrangeira é a moeda de referência que é, geralmente, o dólar. 

Dessa maneira, a política cambial é utilizada tanto para valorizar como para desvalorizar a moeda nacional em relação a moeda de referência. 

Como assim? Quando o Brasil recebe muito dólar, há uma grande oferta dessa moeda, assim seu valor diminui. 

Com isso, você precisará de menos reais para comprar um dólar, e assim o real valoriza. 

Ademais, um indicador muito importante de como está a relação comercial e financeira do país com os outros, é a balança comercial que avalia: 

  • Importações;
  • Exportações
  • Investimentos externos, etc. 

Assim, vamos ver as principais políticas cambiais:

Câmbio Flutuante 

O regime de câmbio flutuante tem como característica não ter o valor da moeda nacional determinado. 

Dessa maneira, à medida que entra dólar e sai na economia do Brasil, o valor do real vai variando.

Câmbio Fixo 

Já no câmbio fixo, o Banco Central determina qual vai ser o valor do real em relação ao dólar, independente da quantidade do dólar no Brasil. 

Para esse tipo de regime funcionar, o país precisa ter uma grande quantidade de moeda estrangeira.

Banda Cambial 

Por fim, a banda cambial pode ser vista como uma junção dos dois tipos de regimes citados acima. 

O valor da moeda nacional não é totalmente determinado, nem totalmente livre, mas tem valores máximos e mínimos que pode chegar. 

Ficou interessado pela política cambial? Leia aqui. 

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