Exemplo de indústria têxtil

Economia e a 1ª Revolução Industrial

Sobretudo se você já passou no ensino médio, com certeza você já deve ter ouvido falar sobre ela, e hoje vamos relacionar economia e a 1ª revolução industrial .

Aliás, para a economia os eventos ocorridos nessa época são um claro divisor de águas, uma vez que a forma de produzir assume novos padrões.

Hoje faremos breve resumo dos efeitos desse grande evento que mudou o estilo de vida vida dos ingleses do século XIX.

Vem com a gente!

Indústria Têxtil na modernidade

Referência

O conteúdo dessa matéria se baseia no livro de Eric Hobsbawn: a era das revoluções – 1789-1848 que é uma leitura óbvia para amantes de história.

Aliás, apesar da nossa pauta, a leitura desse livro é sempre uma ótima sugestão!

A era das Revoluções – Eric Hobsbawn

Contexto Econômico

A economia inglesa sofreu um forte impacto logo quando começou a operar em âmbito externo, ou seja, com outras nações.

Contudo a tecnologia, que antes parecia não oferecer muita vantagem aos negócios, se torna a principal força motriz do modelo de produção daquele mercado global.

A princípio tudo se inicia dentro da indústria têxtil, que agora opera sob um modelo de produção em escala. Esse é um dos fatores que torna a produção em massa de baixo custo, além de claro o algodão, que por si só já era bem mais barato do que a lã.

Dessa forma, os tecidos ingleses atingem um marco histórico para toda a Europa, quando esta passa a exportar do que importar produtos do oriente. Isso ocorre apenas graças ao potencial de produção inglesa.

Negócio lucrativo

Ao longo do tempo o negócio de exportar algodão se tornou muito sedutor. As chances de lucros eram tão grandes que muitos investiam tudo que tinham nessa nova forma de produzir e isso aos poucos torna cada vez mais viável o modelo.

Esse fator foi crucial para que a revolução industrial inglesa seja a maior de seu tempo, mesmo não dispondo da melhor máquinas, cientistas ou escolas da época.

Investidores e empresários apostaram alto na indústria têxtil inglesa

O papel da agricultura

Desde já é válido frisar que a agricultura é para a 1ª revolução industrial um pontos chave de apoio ao avanço industrial.

Isso se dá pois a partir do uso das máquinas, mesmo ainda rudimentares, aumenta os volumes de produção de forma drástica em menos tempo ou constante ao longo dele.

Isso garantiu suporte alimentar as famílias que cresciam dentro dos centros urbanos que se formam a medida que as fábricas crescem.

Dessa forma, os membros de uma família ocupam posições dentro desse novo modelo produtivo o que impacta o estilo de vida das pessoas e das cidades.

As vacinas, por exemplo, reduzem a mortalidade e ampliam a população desses centros de forma veloz.

 Em suma foi a agricultura que trás os meios para o efetivo aumento do número de famílias nas cidades que atendam as demandas da Economia e da 1ª revolução industrial.

Transformações na agricultura inglesa

A princípio podemos subdividir essas mudanças em dois tipos:

  • as que resultam no aumento das áreas de cultivo
  • as que implicam em melhoras nas técnicas agrícolas.

Assim na primeira, temos a drenagem de pântanos e as enclosures, licenças dadas a nobreza rural inglesa para ampliar suas posses anexando terrenos baldios e comprando de pequenos imóveis rurais.

Por outro lado as melhoria das técnicas agrícolas, trazem a rotação das culturas e a adoção de novos tipos de cultivo além da seleção de sementes.

Além disso o uso em escala de animais para produção de carne e lã e as máquinas agrícolas arcaicas, foram cruciais para manter as famílias produzindo ao longo de todo o ano.

Esse aumento da demanda por mão de obra leva ao exôdo rural, fator que levou ao aumento urbano que foi a força motriz da economia e da 1ª revolução industrial na época .

Leia também: O que são subsídios?

A revolução comercial

A revolução comercial situa-se entre os séculos XVI e XVIII e está ligada com o avanço do capitalismo. Sua origem se dá na Europa ocidental e culminou no modelo mercantil essencial as demandas que surgiam.

Nesse ínterim ocorre a ascensão de uma nova classe social, a burguesia, que torna viável todo o modelo mercantil. Outro ponto notável é a troca do eixo central de negócios do Mar Mediterrâneo para o Oceano Atlântico.

Assim com da queda do poder das cidades italianas e seu comércio com o oriente os bancos passam a operar os novos negócios em ascensão.

Além disso surgem os novos modelos coloniais e o uso da mão de obra escrava, cruciais para os sistemas vigentes na época

Por fim ocorre queda das relações de subsistência e a adesão das relações de produção e troca mercantil.

Leia também: Entenda a crise global dos contêineres.

Revolução financeira

A partir do século XVI se iniciam as grandes navegações, esse modelo de negócio demanda um alto custo e, devido a isso, apenas reis ou grandes magnatas eram capazes de arcar.

Porém nesse período a Holanda se torna livre da Espanha e para manter seus negócios, faz uso da fama de “bons pagadores” e de seu sistema judiciário eficiente para os padrões da época.

Então, diante desses fatores, o país funda a Companhia das Índias Ocidentais. Uma empresa privada que controla todo o mercado de especiarias na Holanda, aos moldes do Reino Unido.

Esse modelo resulta em uma nova mudança, sendo a primeira empresa de capital aberto ao mundo, o que se torna popular no futuro com as bolsas de valores modernas.

Ou seja, qualquer pessoa no mundo podia aportar dinheiro em uma viagem holandesa.

Em caso de lucro, esse se dividia entre os acionistas, e em caso de fracasso, as perdas também eram diluídas entre eles.

Brasão da Companhia das Índias Ocidentais

Saiba mais sobre a Companhia da Índias Ocidentais clicando aqui.

E então? Percebeu quantas mudanças esse evento trouxe para o mundo no século XIX? Conta pra gente o que achou! Até a próxima!

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