FUGA DE CÉREBROS: O QUE É E COMO AFETA A ECONOMIA?

Você conhece o termo fuga de cérebros? Sabe como isso influencia a economia e nosso dia a dia?

Vem comigo que hoje eu vou mostrar essas duas coisas e quem sabe um pouco mais.

O QUE É A FUGA DE CÉREBROS?

A fuga de cérebros é um processo de migração de mão de obra qualificada de países subdesenvolvidos para desenvolvidos. Em geral essa fuga acontece do Sul Global para o Norte Global, ou seja, dos países mais pobres para os países mais ricos.

E por que ocorre essa fuga? Bem, as rações podem ser várias, mas em geral, uma moeda mais forte, uma maior qualidade de vida são atrativos fortes para que as pessoas se mudem de forma permanente.

E por que isso é um problema? Fácil, o estudo da pessoa acontece no país de origem, que paga os custos de alguma forma, porém, ao final da sua formação a pessoa adentra outro mercado, que pouquíssimo ou nada teve a ver com sua formação acadêmica.

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O CASO BRASILEIRO

No caso brasileiro a fuga de cérebros é uma constante de muito tempo, porém 2010 marcou uma grande piora. Podemos citar como possíveis causas o efeito, ainda que tardio, da crise 2008 sob a economia brasileira.

Por exemplo, entre 2011 e 2018 houve um aumento de 184% no número de pessoas altamente qualificadas se mudando de forma do país.

Como não existem métricas oficiais, é difícil precisar desde números de pessoas e as justificativas para a sua saída, porém é possível supor as razões.

A RELAÇÃO PANDEMIA E FUGA DE CÉREBROS

A pandemia de COVID-19 foi uma marca para o processo de fuga de cérebros não só no Brasil, mas no mundo. A pandemia escancarou antigos problemas de países no mundo todo, além de ter criado problemas novos, com certeza criou fatores importantes para a fuga.

No caso brasileiro, o desemprego, que já vinha em alta, atingiu patamares assustadores. O que tirou o sustento de pessoas qualificadas, e desejadas.

Esses países já sofrem com as dificuldades de reposição de mão de obra impostas pelo amadurecimento da pirâmide etária, por isso buscam atrair estrangeiros qualificados.

Enquanto isso, o Brasil apresenta baixas taxas de pesquisadores empregados no setor privado, e o setor público, fortemente marcado pelo sistema de bolsas do CNPq, apresenta um financiamento irrisório.

Com valores historicamente já baixos, o CNPq, com a pandemia cortou mais de 80% das suas bolsas, deixando diversos pesquisadores brasileiros à deriva.

Por isso, quando países como o Canadá oferecem condições de emprego e outras facilidades para o imigrante qualificado, países como o Brasil são incapazes de manter a pessoa.

QUAIS OS EFEITOS NA ECONOMIA?

Os efeitos dessa fuga na economia de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento são vários.

A perda da mão de obra especializada significa numa diminuição da velocidade de inovação tecnológica do país, o deixando ainda mais atrasado. Isso também diminui a complexidade da economia do país.

Os gastos com um pessoal que não vai permanecer no país para contribuir diretamente com a economia pode ser facilmente entendido como um dinheiro e esforço humano desperdiçado.

Desse modo, a perpetuação desse ciclo pode implicar na formação de toda uma cultura nacional de exportação de cérebros, que como um ouroboros do subdesenvolvimento, se torna um entrave quase permanente ao desenvolvimento econômico.

fuga

Ainda mais, países como o Brasil, Índia e Polônia são exemplos que veem o grosso da sua mão de obra escapar, os deixando cada vez mais distantes da capacidade de reverter as pendências do seu processo de desenvolvimento.

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