O que é multiplicador keynesiano?

Na economia, existem diversas formas de estudar as relações da macroeconomia em si. Hoje, vamos ver uma dessas relações, que é o multiplicador keynesiano.

Mas, o que significa isso?

Vem comigo que eu te explico.

Demanda Agregada

Antes de falar sobre o multiplicador Keynesiano, vamos falar aonde ele se aplica, que é a demanda agregada.

Desse modo, a demanda na economia é a intenção ou a “vontade” das pessoas de consumir um determinado bem ou serviço.

Vamos supor, quando a Apple lança um celular novo, a demanda por ele é alta (hoje em dia é só para quem pode mesmo rs), ou seja, as pessoas querem muito aquele produto.

Por outro lado, essa demanda pode ser por necessidade, como o álcool em gel no início da pandemia no Brasil, quando foi falado que ele era importante para combater o coronavírus.

Só para lembrar, nesse caso do álcool em gel houve um excesso de demanda, onde a oferta pelo produto não supriu o que era demandado. Assim, além do preço ter ficado muito alto, faltou o produto nas prateleiras.

Essa demanda é vista sobre a ótica de um bem ou serviço, é possível estudar como ela influencia em outros produtos, mas a ótica é sobre um produto só.

Dessa forma, a demanda agregada é um conceito mais macro, ou seja, são todos os bens e serviços demandados no país.

A demanda agregada então é mensurada através do PIB do país.

Assim, ela é tem como fórmula:

DA= C + I + G + (X-M)

Onde,

  • DA = Demanda Agregada;
  • C = Consumo das Famílias;
  • I = Investimentos;
  • G = Gastos do Governo;
  • X = Exportações;
  • M = Importações.

Assim, através da fórmula, caso exista um aumento ou diminuição de qualquer um desses fatores na economia, a demanda agregada irá aumentar e subir na mesma proporção, certo?

Errado, e isso graças ao multiplicador Keynesiano.

Resultado de imagem para john maynard keynes Multiplicador Keynesiano

• Veja também: Por que a Volkswagen Brasil vai parar sua produção?

O Multiplicador Keynesiano

De acordo com John Maynard Keynes, um dos maiores economistas da história do mundo, a variação positiva de qualquer um desses componentes terá um aumento mais “volumoso” na demanda agregada.

É possível calcular o tamanho desse volume em cada componente, mas é necessário destrinchar essa fórmula mais ainda, para entender melhor, vamos para um exemplo prático:

Vamos supor, que em uma economia as pessoas tendem a consumir 90% da sua renda e economizar 10%. Nessa economia, quando há um aumento do consumos das famílias, ocorre um aumento 10x maior na demanda agregada.

Assim, o governo através de um estímulo monetário (injeta dinheiro na economia), e esse consumo das famílias passe de 100 milhões para 200 milhões. Dessa maneira, o impacto na demanda agregada seria de 1 bilhão.

flying easy money GIF by Kochstrasse™

Por isso, existe a brincadeira de que quem apoia Keynes gosta de imprimir dinheiro ou de “fazer buracos e tapar buracos”, já que essas práticas do governo aumentam essa propensão ao consumo.

• Veja também: UBER COM APOSENTADORIA, SALÁRIO MÍNIMO E FÉRIAS: CONHEÇA AS MUDANÇAS

Existem opiniões contrárias?

Se existe uma certeza na economia, é de que todos os modelos econômicos são refutáveis, e o de Keynes não é diferente.

Para alguns economistas, existem algumas incongruências no modelo de Keynes. Por exemplo, nesse modelo, o estímulo do governo é essencial para o aumento da demanda agregada.

Mas, como o governo tem esse poder de estimular a economia.

Bom, existem 3 jeitos:

  • Reter o dinheiro das pessoas através de impostos;
  • Pegar emprestado dessas mesmas pessoas, geralmente na forma de títulos públicos;
  • Imprimindo dinheiro.

Nas duas primeiras, o governo está tirando das pessoas dinheiro que estão em posse delas para si próprio. Assim, essa prática desestimula o consumo das pessoas, que faz a demanda agregada diminuir.

A terceira forma é algo muito discutido na economia. A gente que estuda essa área escuta muito: “Por que o governo não imprime dinheiro e distribui para todo mundo?”.

O governo não é capaz de produzir riqueza, ou seja, quando ele imprime dinheiro, ele está dividindo a riqueza em mais partes, e cada parte vai valer menos. Assim, a moeda desvaloriza e a inflação come solta.

Ou seja, para o governo conseguir estimular, ele tem que desestimular também.

Eae, gostou do texto? Compartilhe com seus amigos!

 

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anterior

Por que a Volkswagen Brasil vai parar sua produção?

Próximo

Como seria uma sociedade sem o banco central?