O que está por trás da alta dos preços dos alimentos?

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o preço dos alimentos subiu 15% no país. Quase o triplo da taxa oficial de inflação do período. Mas você sabe o por que da alta dos preços nos alimentos?

No texto de hoje, irei te explicar sobre o fenômeno da inflação, relacionado diretamente com esse aumento. Iremos falar sobre a alta dos preços nos alimentos e as consequências disso para a população.

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O QUE É INFLAÇÃO? COMO ELA OCORRE?

Em primeiro lugar precisamos entender o que é a inflação. Compreender este processo é de extrema importância para entendermos a alta no preço dos alimentos.

Bom, sabemos que a inflação é uma velha conhecida do povo brasileiro.

Ela é usada para explicar o aumento no preço de produtos, de aluguel, de salários e também é o motivo pelo qual o seu poder de compra diminui em certas épocas. Mas, o que é exatamente a inflação?

Em síntese, a inflação indica o aumento generalizado ou contínuo dos preços de uma série de categorias de bens e serviços importantes no dia a dia da população.

A inflação é causada pelo excesso de dinheiro em circulação na economia. Em outras palavras, quando a oferta de dinheiro aumenta, a moeda se desvaloriza resultando na elevação de preços.

Ou seja, é a velha lei de oferta e demanda.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DA INFLAÇÃO?

Acabamos de ver o que é a inflação e como ela está relacionada com as nossas vidas. Agora vamos entender suas consequências no nosso cotidiano.

A taxa de inflação alta, acima de 6% ao ano, pode trazer diversas consequências, como a desvalorização da moeda. Essa desvalorização traz consigo diversos prejuízos para a sociedade.

Sendo assim, os produtos importados passam a custar mais caro, já que quando o Real se desvaloriza, enquanto o dólar se valoriza. 

Além disso, como os salários não são remanejados na mesma medida que o preço dos produtos, a população é diretamente impactada.

Afinal, é preciso de mais dinheiro para comprar a mesma quantidade de produtos que se comprava antes da alta nos preços. Assim, essa diminuição do poder de compra impacta também na qualidade de vida das pessoas.

Com a desvalorização da moeda, o mercado internacional passa a evitar investir no setor produtivo do país. Isso porque, internacionalmente, o país passa a ser visto de forma negativa para os negócios, o que causa um clima econômico desfavorável.

Ou seja, como a inflação muito alta é um sinal de fragilidade da economia, ocorre uma queda nos investimentos internacionais, sobretudo no médio e longo prazo.

Enfim, as consequências da inflação são como um efeito dominó, que afetam os mais diversos setores econômicos e impacta todas as classes sociais, principalmente as mais pobres.  

CENÁRIO DA PANDEMIA E ALTA NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS

O aumento dos preços dos alimentos atingiu muito o consumidor já no início da pandemia, tornando ainda mais difícil a travessia dos meses de isolamento social e perda de renda provocada pelo fechamento de negócios e aumento do desemprego.

Nestes longos meses de pandemia, o preço do óleo de soja já subiu 87,89%, o arroz ficou 69,80% mais caro e a batata está custando 47,84% a mais. O preço do leite, outro produto sob grande pressão, subiu 20,52%.

Em 2020 o governo chegou a anunciar medidas para tentar conter esse aumento, como a isenção de impostos para a importação de arroz, soja e milho, mas os impactos foram pequenos.

A alta nos preços dos alimentos é explicada pelo mercado como um efeito combinado de uma mudança na cesta de consumo do brasileiro, que passou a comer mais em casa, aliada ao aumento da demanda internacional por commodities agrícolas e desvalorização cambial, que impacta o preço dos produtos em reais.

De forma simples, irei te apresentar um gráfico que nos contextualiza de fatos ocorridos no cenário da pandemia e a sua relação com a alta inflação dos preços.

FONTE: Folha de São Paulo/ IBGE

QUEM SÃO OS MAIS AFETADOS PELA ALTA NO PREÇO DOS ALIMENTOS?

Como sempre, quem mais sofre com essa situação são os mais vulneráveis, que possuem uma maior propensão a consumir (destinam maior parcela da sua renda ao consumo do que as classes mais ricas).

E vale ressaltar que quanto mais privado é o indivíduo, maior é a sua propensão a consumir gêneros de alta necessidade, que são os alimentos.

Então com a alta nos preços dos alimentos, o poder de compra dessa classe é o mais afetado.

Então, o indivíduo em questão fica mais pobre ainda e com isso pode-se verificar um efeito-substituição. Ou seja, as pessoas buscam substituir os alimentos que mais subiram de preço pelos menos caros. Vemos também um efeito-renda, em que a alta dos preços diminui o poder de compra do indivíduo. Assim ele passa a demandar menos dos bens que normalmente ele consome.

Logo, esses dois efeitos juntos diminuem o campo de consumo da classe trabalhadora, que diminuirá também, por conseguinte, a demanda em outros segmentos da economia, como: vestuário, lazer, bens de consumo duráveis etc.

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E ai? O que achou deste tema? O cenário que vivemos reflete diretamente na nossa economia e no nosso cotidiano, percebe?

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Por fim, se você gostou do texto não deixe de comentar aqui em baixo, para discutirmos.

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