O que foi os 50 anos em 5 do JK?

Com certeza você já ouviu falar no presidente Juscelino Kubitschek. O slogan 50 anos em 5 ficou muito famoso.

Mas você sabe o que foram esses cinco anos, no qual J.K era presidente?

Continue com a gente para entender mais sobre esse período de desenvolvimento do Brasil.

Quem foi Juscelino Kubitschek?

Juscelino Kubitschek, também conhecido por JK, nasceu em Diamantina nos estado de Minas Gerais em 12 de setembro de 1902. Em resumo, foi um médico, oficial da Polícia Militar mineira e político brasileiro que ocupou a Presidência da República entre os anos de 1956 e 1961.

Em outubro de 1954 lançou sua candidatura à Presidência da República para a eleição de 1955. Ganhou a disputa com 35,6% dos votos contra 30,2% do seu adversário.

A oposição tentou anular a eleição, alegando que JK não obteve a maioria absoluta, ou seja, 50% dos votos. No entanto, o general Henrique Lott desencadeou um movimento militar que garantiu a posse de JK e do seu vice João Goulart em 31 de janeiro de 1956.

Juscelino Kubitschek: quem foi e resumo do governo - Toda Matéria

50 anos em 5: o Plano de Metas

JK tinha um discurso desenvolvimentista e seu slogan de campanha era 50 anos em 5. Afinal, seu principal objetivo era trazer ao Brasil o desenvolvimento econômico e social e para cumprir seu slogan foi criado o programa Plano de Metas.

O objetivo desse programa era melhorar as infraestruturas brasileiras. Esse projeto tinha 30 objetivos que deveriam ser alcançados.

Estavam agrupados em 5 setores: energia, transporte, indústria, educação e alimentação. Em 31 de janeiro de 1956 ele coloca em prática o Plano de Metas.

Devido ao petróleo barato na época, optou pelo transporte rodoviário. Posteriormente foram construídos 20 mil km de estradas de rodagem.

Além de investir em estradas, apostou também na implantação da indústria automobilística através de incentivos fiscais. Em suma, instalou-se fábricas da Volkswagen, Mercedes Benz, Willis Overland, General Motors e Ford no país.

Já no setor energético, houve a expansão das usinas hidrelétricas com a construção das usinas de Paulo Afonso no rio São Francisco e o início das obras de Furnas e Três Marias em Minas Gerais.

Enquanto outros setores como educação e alimentação, também pertencentes ao Plano de Metas, não receberam a mesma quantidade de verba.

JK criou Brasília para ser a nova capital do Brasil. Como resultado, foi um dos legados mais visíveis do político. Inaugurou-se em 1960, antes que o mandato acabasse. Sua localização no planalto Central, em Goiás, era estratégica, pois criaria um polo dinâmico no interior do país.

O sucesso do plano foi possível graças à criação de órgãos de administração ligados diretamente à Presidência da República como: GEICON (Grupo Executivo de Construção Naval), GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) e o GEIMAPE (Grupo Executivo da Indústria da Maquinaria Pesada).

50 anos em 5: o Plano de Metas | CPDOC

• Leia também: Quem são os economistas mais importantes do Brasil?

consequências

Para custear a modernização do Brasil, JK teve que recorrer ao capital estrangeiro. Com isso, registrou-se um forte aumento da presença de multinacionais.

O domínio do capital estrangeiro passou a ser de 80% a 90% na economia nacional. Dessa forma, tais fatores contribuíram para o aumento da inflação.

Apesar das medidas de JK terem intensificado a industrialização brasileira e aumentado o PIB (Produto Interno Bruto), foram elas que deram início a dívida externa do país.

Assim, o mandato de Juscelino chegou ao fim em meio as crescentes dificuldades econômicas. Dessa forma, a inflação e a alta do custo de vida resultaram em inúmeras greves.

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Morte

No dia 22 de agosto de 1976, com 73 anos, o ex-presidente JK sofreu um acidente de carro e morreu. O Opala preto, pertencente ao político, perdeu o controle, chocou com um ônibus, cruzou a pista e bateu de frente com uma carreta Scania. Em suma, Juscelino e o motorista morreram na hora.

Porém, existe uma teoria que JK morreu vítima de complô e atentado político. Ele lutava pela redemocratização do Brasil durante o período da ditadura militar, articulando uma Frente Ampla pela democracia juntamente com outros políticos.

• Leia também: Misteriosas mortes de políticos brasileiros

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