Por que imprimir dinheiro é ruim?

Imprimir dinheiro não é necessariamente uma coisa ruim, mas a “impressora estatal” pode ser uma arma na mão dos governos gastadores.

A princípio vale ressaltar que existem duas linhas do pensamento econômico que discordam quanto a esse “ferramenta”. Sendo assim, podemos citar a linha de pensamento Neo-Keynesiano e os Clássicos. 

Assim, o objetivo desse post é tratar apenas das desvantagens de “imprimir dinheiro” para a economia de um país. Claro, considerando os princípios da economia Keynesiana.

O que é imprimir dinheiro?

Antes de mais nada, partimos do fato de que o governo tem dois mecanismos para controlar a economia:

  • Políticas fiscais;
  • Políticas monetárias.

As políticas monetárias são responsabilidade do Banco Central, que é o guardião da moeda. Ou seja, o BC fica responsável por controlar a base monetária e os meios de pagamento do país. 

Mas o que isso significa?

O BC decide quanto de moeda estará disponível para o público, quanto os bancos privados devem depositar em seus cofres, a definição da taxa de juros, etc.

Dessa forma, define o quanto de moeda vai circular na economia e quanto os bancos têm de disponibilidade para dar crédito aos agentes econômicos.

Por outro lado, as políticas fiscais estão relacionadas diretamente aos gastos do governo.

Esses gastos são representados por gastos administrativos, com previdência, infraestrutura, entre outros.

Logo, o conceito de “impressora” está diretamente ligado aos gastos do governo. E não com as políticas monetárias do BC. 

Dizemos que o estado está imprimindo dinheiro quando aumenta o nível de seus gastos.

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Como o estado aumenta seus gastos?

Como estamos falando do estado aumentar seus gastos, nos referimos às políticas fiscais.

Dessa forma, as ferramentas de política fiscal mais comuns são:

  • Obras públicas;
  • Emissão de títulos públicos;
  • Folha salarial;
  • E etc.

Além disso, existem dois tipos de políticas fiscais, as contracionistas e expansionistas. Como estamos falando de aumentar os gastos, vamos focar nas políticas expansionistas.

As políticas expansionistas aumentam o nível de dispêndio do governo. Quando isso acontece, podemos dizer que o estado está “imprimindo” dinheiro. 

Exemplos práticos que podemos dar são, o auxílio emergencial emitido durante a pandemia e a construção de estádios e viadutos para a copa do mundo de 2014. 

Qual a função dessas políticas?

Desse modo, as políticas fiscais expansionistas visam “aquecer” a economia a partir de gastos feitos pelo governo.

Como tais gastos são feitos estrategicamente, devem gerar frutos futuros para a população. 

Por exemplo, um projeto de pavimentação de uma cidade no interior do país feito com recursos do governo vai criar empregos temporários na área de construção.

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Quando finalizado, os empregos temporários vão acabar, mas o desenvolvimento econômico causado pela melhora na infraestrutura vai fazer com que empresas se estabeleçam no local e assim, são criados novos empregos. 

 

De acordo com a teoria Keynesiana, o aumento da demanda agregada é capaz de gerar um impulso a oferta agregada. Ou seja, a demanda cria a sua própria oferta.

Ao contrário do que dizem os clássicos, de que a demanda é incapaz de impulsionar a oferta agregada. 

Quais as desvantegens de imprimir dinheiro?

A princípio, parece que “imprimir dinheiro” é a principal solução para a maioria dos problemas. 

Porém, é aí que a maioria dos estados gastadores falham. 

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Primeiro que na economia não existe solução definitiva para nada. A economia é cíclica, ou seja, as políticas têm que se adaptar as oscilações que ocorrem. 

Da mesma forma, “imprimir dinheiro” não possui apenas vantagens. A grande desvantagem e inimiga da população é a inflação.

Quanto maior o nível de gastos do governo, maior será a inflação do país. 

Inflação não é necessariamente ruim, mas quando descontrolada diminui significativamente o poder de compra da população. Da mesma forma que faz a moeda nacional perder o seu valor. 

Governos muitas vezes populistas que não controlam seus gastos, tomando apenas políticas que aumentam sua popularidade, são aqueles com mais probabilidade de gerar pressões inflacionárias. 

O problema não é imprimir dinheiro, mas a falta de responsabilidade fiscal.

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