Por que não existe uma economia perfeita?

Não existe economia perfeita. O que existe são modelos que fazem diversas interpretações do ambiente econômico.

Vamos listar abaixo os principais modelos econômicos e explicar o porquê nenhum deles é perfeito.

Ficou curioso? Continue lendo para saber mais.

Economia perfeita

NeoLiberalismo

O neoliberalismo é um sistema político e econômico, que tem como princípio o Estado Mínimo, ou seja a Mão Invisível do Mercado controla a economia.

Isso significa dar às pessoas maior liberdade possível para produzir, comprar e vender, com a interferência mínima do Estado.

Muitas vezes, para vender seu produto vai ter de ajustar os preços às expectativas de quem quer comprar, deixando o Mercado por si só equilibrar os preços com a competitividade.

Quem defende essa ideia gosta de falar que esse sistema fez o enxugamento do aparelho burocrático, pois tinham muitos excessos deixando o Estado ineficiente.

Em suma, os principais políticos que adotaram esse sistema foram: Ronald Reagan, nos Estados Unidos; Margaret Thatcher (Dama de Ferro), na Inglaterra; Augusto Pinochet, no Chile; e Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, no Brasil.

Para saber mais sobre o pai do liberalismo, clique aqui.

Mas qual o problema disso?

Os críticos a esse modelo relatam ampliação dos problemas sociais, como má qualidade da educação, a crise no sistema de saúde, problema de segurança e aumento da criminalidade.

Contudo, com a abertura comercial, empresas nacionais não conseguiriam competir de maneira igual com as empresas estrangeiras, resultando na falência, desindustrialização e no desemprego.

Com tudo isso, geraria mais sub emprego e mais informalidade, além do aumento da desigualdade social.

Socialismo

O socialismo é um modelo político e econômico que é baseado sobretudo no princípio de igualdade, com o objetivo de repensar o sistema capitalista. Existe dois tipo de socialismo, o Utópico e o Científico. Este último também é conhecido como marxismo.

Socialismo utópico

No socialismo utópico o importante era os ricos entendessem que melhorar as condições de vida dos mais pobres implicaria na melhoria de suas próprias condições de vida.

Assim, o objetivo das instituições sociais seria o de melhorar intelectual, moral e fisicamente, as condições da classe mais pobre e numerosa.

Não defendia o fim da propriedade privada e nem a revolução como caminho para a reformulação da sociedade. Essa linha também prezava pela forte interferência do Estado sobre a economia.

Porém, defendiam as indústrias, pois este seria o caminho para o desenvolvimento econômico e, com isso, para a melhoria de vida da população.

Socialismo científico

Já, o socialismo científico foi criado por Friedrich Engels e Karl Marx. Também é conhecido como marxismo. É a favor de destruir o sistema capitalista, através da revolução da classe de trabalhadores.

Após atingir o poder, os trabalhadores eliminariam as classes sociais, as desigualdades e a sociedade se tornaria totalmente igualitária.

O socialismo científico defende ainda a socialização dos meios de produção, isto significa, tudo pertenceria à sociedade, mas seria controlado pelo Estado. Também defende a abolição da propriedade privada e o controle do Estado sobre a divisão igualitária da renda e preço dos produtos. Além de regular o mercado como um todo.

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Mas qual o problema disso?

Mesmo com o melhor computador não é possível prever todas as necessidades do que produzir, onde investir, etc. Além de não saber o que cada ser humano pretende fazer, gostaria de consumir, gastar ou investir.

Tudo isso dificulta a produção, que na maioria das vezes, não produz quantidade suficiente, pois operam às cegas sem as leis da economia, como a lei da demanda e oferta.

Isso pode ser visto na Venezuela, com a falta generalizada de produtos em supermercados, de bens intermediários para a produção de petróleo, dentre muitos outros produtos.

Além disso, socialismo aceita a tirania e a violência como justificativa para atingir seus meios.

Keynesianismo

A Economia Keynesiana, ou Keynesianismo, é uma teoria econômica que defende o Estado como um agente ativo contra a recessão e alta no desemprego, isto é, o Estado deve intervir sempre que necessário na economia.

O Estado deveria então ter um papel mais ativo, ou seja, realizar investimentos com o objetivo de reduzir o desemprego, facilitar o crédito aos cidadãos e diminuir os juros.

Além disso, também defende o Estado de Bem-estar Social, onde o Estado deve oferecer benefícios aos trabalhadores, como seguro de saúde, seguro-desemprego, salário mínimo, férias remuneradas, dentre outros. Em resumo, o Estado tem dever de oferecer aos cidadãos uma vida digna.

John Keynes, principal pensador do Keynesianismo, nunca foi socialista apesar de ser contra o sistema liberal. Apenas defendia a participação do Estado na economia e não a estatização.

Mas qual o problema disso?

O problema desse pensamento é a longo prazo.  Existe o aumento da dívida pública dos países devido ao financiamento de suas obras.

Além da dívida pública, a intervenção do governo na tentativa de diminuir o desemprego faz com que os preços subam, ou seja, ocorre um aumento de inflação e a redução do poder de compra dos trabalhadores.

Dessa forma, isso aumenta as desigualdades sociais e o desemprego. Ironicamente, era o que a economia keynesiana tinha o objetivo de combater.

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E você? Já sabia que nunca existiu uma economia perfeita? Qual pensamento econômico escolheria apesar dos pontos negativos? 

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