União entre UE e Mercosul está longe de acontecer

Resultado de duas décadas de negociações, a união entre a UE (União Europeia) e o Mercosul encontra-se ameaçada atualmente.

Tal união, anunciada há mais de uma ano, possibilita um mercado de 780 milhões de pessoas, tornando-se uma das maiores áreas de livre comércio do mundo

Dessa maneira, este post abordará as questões envolvidas nesse acordo, bem como os motivos para a paralisação deste. 

Vamos lá? 

Situações ambientais e Covid-19 travam acordo Mercosul-UE – O Brasilianista

União entre União Europeia e Mercosul 

Primeiramente, a união, assinada em junho de 2019, envolve 31 países que juntos representam 25% da economia mundial. 

Este acordo será responsável por eliminar as tarifas de importação de mais de 90% dos produtos comercializados entre os blocos. 

Ademais, haverá cotas preferenciais para os produtos não enquadrados nesses 90%, além de beneficiar os investimentos e a geopolítica entre os dois blocos. 

Quer entender mais sobre os principais pontos desse acordo? Clique aqui

No momento atual, o documento está na fase burocrática de revisão jurídica e tradução. 

Isso se dá antes do documento ser transmitido ao Conselho Europeu, submetendo o texto final aos 27 parlamentos nacionais para ser ratificado unanimemente

Você sabia que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul? 

Longe de acontecer 

Entretanto, em outubro, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, divulgou a falta de possibilidade de ratificar o acordo. 

Segundo ele, o acordo não contém regras claras que garantam o compromisso dos países envolvidos com o desenvolvimento sustentável

Assim, o documento não abarca nem as obrigações dos países, nem possíveis sanções específicas para o descumprimento do acordo, apenas o uso voluntário de boas práticas.

Em meio a isso, governos como da Áustria e Holanda já se manifestaram contra o acordo atual. 

Leia mais: Holanda vota contra acordo Mercosul-UE.

Enquanto isso, Irlanda, Luxemburgo e França manifestam forte resistência. 

Além disso, o vice-presidente afirma que será preciso definir “soluções duradouras para a região amazônica“. 

O que fazer então? 

Em meio ao posicionamento receoso de potências europeias em consumir e estimular a expansão de produtos agrícolas e carnes frutos do desmatamento, são propostas algumas soluções. 

Presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da coletiva de imprensa sobre o acordo Comercial União Européia / Mercosul, em Osaka, Japão. Fonte; (Agência EBC)

Assim, 

  • O acordo pode ser reaberto: 

Com isso, haverá novas negociações que se atenham às cláusulas do desenvolvimento sustentável que impedem a ratificação dos países. 

  • O acordo pode ser dividido: 

Dessa maneira, haverá um acordo comercial e outro político.  

Você sabia que cerca de ⅓ da soja produzida no Brasil é consumida pela Europa? 

Fissuras no Mercosul 

Segundo o presidente rotativo do Mercosul, o uruguaio Luis Lacalle Pou, o maior obstáculo para a efetivação do acordo está sendo a Amazônia.  

Em meio a isso, as fissuras que marcam o Mercosul atualmente, também são um grande impasse. 

É importante lembrar que os presidentes do Brasil e da Argentina só tiveram sua primeira reunião bilateral no dia 30 de novembro desse ano. 

Ademais, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, questiona a validade dos dados sobre o desmatamento da Amazônia. 

Blocos Econômicos: o que são e como ajudam a economia nacional? 

2021 e a União entre UE e o Mercosul

Governo alemão alerta que Amazônia ameaça acordo UE-Mercosul

Por fim, a União Europeia já anunciou que no início de 2021 discutirá uma norma que impulsionará sua posição contra o desmatamento no Brasil

Tal norma envolverá a comprovação da origem dos produtos brasileiros. Sendo barrado aqueles que contribuíram com o desmatamento e destruição de biomas. 

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