Eleições na Venezuela: como são feitas e quais os resultados?

Na primeira semana de dezembro os venezuelanos foram às urnas. Dessa forma, entre acusações e apoios, a Venezuela elegeu sua nova Assembleia Nacional.

Mas você sabe como funcionam as eleições na Venezuela? Ainda mais, quais foram os resultados das eleições de 2020?

Os resultados das eleições na Venezuela

Nesse ano, os resultados foram diferentes de 2015. Anteriormente, os partidos de oposição conquistaram a maioria na Assembleia Nacional. Ainda mais, Juan Guaidó, o líder da oposição, se tornou Presidente da Assembleia.

Por isso, vários países ao redor do mundo passaram a considerá-lo o chefe oficial da Venezuela.

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Juan Guaidó

Como resposta, o Supremo Tribunal Federal do país declarou inválidas todas as decisões da Assembleia, em 2017. A partir disso, o Parlamento passou a ter poder quase nulo no país.

Porém, em 2020 a história não se repetiu, e os candidatos chavistas obtiveram maior sucesso. Com isso, agora simpatizantes e apoiadores de maduro ocupam a maioria das cadeiras do Congresso.

O boicote à oposição nas urnas foi mais que evidente. Do mesmo modo, as abstenções cresceram muito.

Os números das eleições

  • Nas eleições de 2020, apenas 31% do povo foi às urnas. Isso significa uma queda enorme da participação venezuelana no processo eleitoral.* 
  • Desse modo, dos votos válidos, 67,7% foram para a aliança partidária que apoia o atual presidente Nicolás Maduro.
  • Anteriormente, a Assembleia contava com 167 cadeiras. Atualmente, o Conselho Nacional Eleitoral do país criou mais 110 vagas. Com isso, 277 deputados tomarão posse em 2021.

*Muitos eleitores da oposição alegaram não ir às urnas, como um boicote ao atual governo e ao que alegam ser uma “fraude eleitoral”.

Como são feitas as eleições venezuelanas?

Antes de mais nada, embora muitas pessoas pensem que a Venezuela não possua eleições, elas acontecem.

Sendo assim, as eleições presidenciais acontecem a cada 5 ou 6 anos no país. Já as eleições parlamentares, a cada 5 anos.

Desse modo, os venezuelanos vão às urnas em locais públicos. As urnas da Venezuela são eletrônicas, destravadas apenas com biometria. Após o voto ser confirmado, o eleitor recebe uma cédula impressa com seu voto e horário, para que possa conferir tudo.

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Reações internacionais e acusações contra Maduro?

Após as eleições terminarem, as acusações tomaram o palco mundial. Mais de 15 países decidiram não reconhecer as eleições como legítimas. São eles:

Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Santa Lúcia. Todos parte da América.

De acordo com esses países, as eleições são fraudulentas e corruptas. Anteriormente, eles já denunciaram atos ditatoriais de Nicolás Maduro.

Ainda mais, vale contar os Estados Unidos, que em 2020 viveu momentos de tensão com o país.

Sem deputados de oposição, a Venezuela enfrentará fortes acusações nos próximos 5 anos. Por outro lado, para Nicolás Maduro, as coisas ficaram mais fáceis. Com uma Assembleia aliada, espera-se que o presidente consiga passar mais propostas.

Mas se o processo de votação é confiável, como podem haver fraudes?

Os críticos de Maduro argumentam que o processo eleitoral não é o problema, mas sim tudo que vem antes dele.

Em 2018, durante as eleições presidenciais, muitos opositores acusaram maduro de comprar votos por meio do programa de assistência social do país. Segundo os acusadores, o presidente falou em “aumentar o carnê” para aqueles que votassem em sua coalizão.

Da mesma forma, muito se fala sobre a prisão de opositores e a perseguição política. De acordo com os críticos, vários opositores foram presos pelas forças armadas por fazerem campanha contra Maduro. 

Segunda posse de Nicolás Maduro marca falência institucional da Venezuela |  Internacional | EL PAÍS Brasil
Nicolás Maduro

O que esperar do futuro?

A partir de agora, podemos esperar novas tensões globais com a Venezuela. Com as propostas de Maduro sendo mais aprovadas, as críticas serão gerais.

Da mesma forma, uma nova situação com os EUA pode nascer, já que agora o país norte-americano tem um novo presidente.

As chances de que Biden lidará com Maduro de forma diferente de Trump são altas. No entanto, não se sabe ao certo o que Biden fará no futuro.

Com o Brasil, nada deve mudar. O atual governo sempre foi um crítico de Maduro, e continuará sendo. As acusações, porém, devem se tornar mais frequentes.

Dentro da própria Venezuela, os apoiadores de maduro comemoram. Para eles, agora será mais fácil defender o “interesse nacional”.

“A situação muda com uma Assembleia Nacional diferente daquela que permitiu invasões”, diz Diosdado Cabello, eleito no dia 6.

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