A política de nomeação social vem ganhando cada vez mais atenção entre as pessoas trans. Isso acontece pois, atualmente, em vários lugares do mundo já é possível que pessoas transgêneros mudem seus nomes de nascimento para nomes novos de escolha própria.

Porém, esta política de inclusão pode ser um novo empecilho para que estes eleitores corram às urnas dos Estados Unidos. 

Por que apenas o eleitorado trans está enfrentando dificuldades?

Antes de mais nada, é preciso deixar claro a raiz do problema. A população trans possui o que chamamos de “nome social”. O nome social é, sobretudo, a nova identificação que aquela pessoa tem após se assumir transgênero.

Sendo assim, a pessoa passa a se apresentar com o novo nome, e a ser reconhecido (a) daquela nova forma. 

No entanto, muitos indivíduos dessa população não sabem que, ao fazer isto socialmente, deve-se também correr atrás da parte burocrática do processo. Ou seja: o nome também precisa ser mudado em um cartório, perante a justiça, e os documentos da pessoa trans precisam ser alterados.

E, além daqueles que não possuem esta informação, muitos levam anos para conseguir o reconhecimento da justiça, o que acarreta outros problemas.

trans

E qual o problema com as eleições?

Assim como no Brasil, em 35 dos 50 estados dos Estados Unidos, para votar no dia das eleições, um cidadão precisa mostrar sua identificação. Isto é, um documento com nome, assinatura e foto atualizados.

E este é o que poderá impedir os cerca de 378.000 eleitores trans de expressarem suas preferências políticas nas eleições americanas de 2020, que ocorrem em 3 de novembro.

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Para a maior parte dos eleitores americanos, o sistema de identificação é, acima de tudo, essencial para barrar fraudes no sistema eleitoral.

No entanto, a maçante burocracia enfrentada pelas pessoas trans para trocarem seus nomes e identidades torna tudo mais difícil.

Dessa forma, vários eleitores trans estão, neste momento, irreconhecidos pela justiça eleitoral americana.

Um problema para os democratas?

Sobretudo, o problema das não identificações é social. Os cidadãos transgêneros dos Estados Unidos, que não poderão votar, reclamam da falta de amparo social e jurídico que enfrentam na situação.

A demora de uma resolução das autoridades também os incomoda, visto que, ao não poderem escolher um candidato para a presidência, estes eleitores são colocados ainda mais às margens da sociedade.

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Ainda mais, políticos, parceiros e eleitores democratas reclamam da questão, tendo em vista que a maior parte desta população é eleitora do partido Democrata.

Agora, cabe à população transgênero aguardar a justiça, torcendo para que a burocracia não os impeça de chegar às urnas.

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