Bem, pra começo de conversa, se você é o tipo de pessoa que acha que Economia é ciências exatas, precisamos começar a discussão daí. Economia é uma ciência social, digamos que, justamente, por estudar a sociedade, seja empresa, população, Estado.

Outra fator importante para começarmos é entender as escolas econômicas. A exemplo, a neoclássica, que reforça a ideia de que o mercado deva atuar livremente. Mas o que isso tem a ver com Economia Ambiental?

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• Veja também: Entenda as 7 Principais Escolas do Pensamento Econômico.

Economia e Ambiente

Apesar de economia trazer a ideia de “capitalismo selvagem”, essa questão não reflete exatamente o curso. Na verdade, o economista vive de fazer escolhas buscando maximizar elas. Principalmente, por saber que os seus recursos são escassos.

Entretanto, a gente vê que no mundo em que vivemos as empresas maximizam sua produção sem se importarem com a escassez dos recursos. E isso começou lá na Revolução Industrial, quando começaram a usar as matérias-primas sem discriminação e a poluir o ambiente.

O mundo, o planeta, respondeu a isso. Detalhe: ele responde até hoje. Quando sentimos um calor excessivo, quando chove em épocas antes incomuns, entre outros. E, apesar desses problemas terem um tempo, foi só em 1972 que ocorreu a primeira discussão relevante: Conferência de Estocolmo. E em 1987 surgiu o conceito de Desenvolvimento Sustentável.

Animation Grow GIF by Master TingusDo ecodesenvolvimento ao conceito de desenvolvimento sustentável no  Relatório Brundtland, da ONU, documento que coloca temas como necessidades  humanas e de crescimento econômico dos países, pobreza, consumo de energia,  recursos ambientais e

Esse conceito não surgiu para atrasar a indústria, até porque é “desenvolvimento”. A questão abordada é sobre uma relação saudável entre crescimento econômico e preservação do meio ambiente. Para que a gente possa viver hoje, assim como as gerações futuras.

“Ah, mas eu não penso nem em mim, quanto mais nas pessoas que virão”. Olha, migs, a primeira discussão aconteceu em 1972. Hoje o assunto não é nem preservação mais, é recuperação mesmo. Então, o problema é cuidar para as gerações atuais também.

Tá, mas e quando entra a Economia Ambiental em si?

O que é Economia Ambiental?

Puxando o assunto de cima, quando falamos de desenvolvimento sustentável, “economia” estava lá, certo? Pois bem, alguns economistas ouviram aquele rebuliço em 1983, na Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Eles acharam a ideia tão relevante que começaram a trabalhar nela. Então, vamos entendê-la.

Ok, que ouvimos na biologia “nada se destrói, tudo se transforma”. Mas o problema é que estamos transformando água potável em esgoto nos rios, por exemplo.

Logo, os economistas vieram pra dizer “oh criatura, se você continuar fazendo isso, depois nem produzir você vai mais, não vai ter matéria-prima”. E podem até terem os altruístas, mas, muito da discussão, surge por enxergar essa falha no capitalismo, pela questão financeira.

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Isso porque, quando destruímos o meio ambiente, ele vai deixar de oferecer seus serviços. A exemplo, os polinizadores contribuíram em um ano 200 bilhões de dólares na agricultura. E essa conta foi feita pela valoração ambiental. O vídeo abaixo explicará melhor esse tema.

O vídeo responde a pergunta “Quanto dinheiro gastaríamos para repor algo que o meio ambiente produz espontaneamente, se ele parasse de produzir isso?

Bem, isso significa que vamos pagar os corais pelos seus serviços? Ou abelhas? Não, ué! (haha) Significa, principalmente, que estamos levando um tapa de luva. Para que entendamos também que é mais barato cuidar do meio ambiente e deixar que ele trabalhe de graça por nós, do que pagar por um trabalhador fazer isso.

E é aí que mora o livre mercado neoclássico 😉. Já que aqueles recursos estarão trabalhando em livre concorrência. Quer dizer, em um mercado que possuem facilidade de entrar (até porque eles literalmente nasceram para isso), entre outras coisitas mais…

Você sabia que o mercado financeiro já se dedica a empresas responsáveis com as questões ambientais (sociais e governamentais)? Leia sobre ASG.

A discussão nos dias de hoje

Assim, é muito belo pensar que as empresas estão preocupadas com o meio ambiente. E vamos continuar pensando assim, beleza? É mais bonito mesmo. Mas, na verdade, a questão maior é que produzir se tornou mais caro.

Entre vários motivos, temos:

Oferta X Demanda: quem não plantou, não tem o que colher, certo? À medida que o meio ambiente foi utilizado, os recursos foram diminuindo quando não repostos. Dessa forma, a matéria-prima tem tendência a se tornar cada vez mais escassa. E se a demanda é maior que a oferta, o preço tende a aumentar.

Imagem: nessa onda em que nós preocupamos em (ou pelo menos fingimos) nos importar com as questões ambientais, o consumo também foi afetado. Hoje, o “consumo consciente” é muito cobrado. Por isso, os compradores têm tendência a preferirem produtos eco friendly.

ambiental

Fiscalização: Ibama, Conama e Ministério do Meio Ambiente são exemplos de órgãos fiscalizadores do meio ambiente no Brasil. Nosso país tem uma das melhores leis ambientais do mundo. A crítica, infelizmente é quanto a efetividade delas. E, apesar desse ponto ser negativo, a fiscalização ainda existe e continua encarecendo a produção.

Contextualizando

Por fim, todos esses três pontos estão ligados à questão ambiental. E, caso todos passem a repensar no meio ambiente, funcionaria assim…

Se houvesse mais matéria-prima, os produtos seriam mais baratos. Se tomarmos cuidado com a produção e com os resíduos, não seria necessário se preocupar com selos. Aliás, é retrógrado pensar no tanto de lixo que a gente produz. E, se isso mudasse também, iríamos pagar menos impostos destinados à fiscalização.

Com tudo isso, podemos dizer que a Economia Ambiental é essencial para a sustentação da Economia no geral. Precisamos mudar nossa mentalidade. Não apenas pela questão financeira, mas pela saúde geral do ecossistema.

É difícil, eu sei que é, e, realmente o grande passo importante acabam sendo muito das empresas. Mas o nosso é essencial, até mesmo para cobrar dos “grandes”. E tem aquele papo, né? “A união faz a força”.

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