Entenda o plano econômico da Monarquia Brasileira

A economia brasileira é muito estudada e difundida a partir do Século XX. Porém, temos grandes histórias no plano econômico da Monarquia.

Dessa forma, vamos ver os principais acontecimentos econômicos do século XIX.

Quer saber mais? Continue lendo que eu te explico.

Vinda da Família Real em 1808

Para ser sincero, a economia brasileira antes da vinda da família Real era quase inexistente. Tínhamos o pacto colonial, aonde o Brasil só poderia fazer comércio com sua metrópole, Portugal.

Assim, o Brasil não se desenvolvia.

Porém, tudo mudou quando Napoleão impôs o Bloqueio Continental a Inglaterra. Dessa maneira, ele proibia os países de comercializar com a Inglaterra.

Portugal tinha a Inglaterra como maior parceira comercial, e, pressionado por Napoleão, a família Real decide fugir para o Brasil.

Você sabia que a expressão “a ver navios” se baseia nas pessoas que estavam vendo os navios portugueses partindo para o Brasil?

Além da Família Real, os navios estavam transportando toda a elite portuguesa. Dessa forma, com a chegada de todo mundo, a economia brasileira começou a engatinhar.

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Os primeiros passos

Antes de mais nada, Portugal rompeu o pacto colonial, permitindo com que o Brasil comercializasse com outros países.

Bom, quando eu digo países, quero dizer Inglaterra.

Com isso, existe nessa época uma transformação social e cultural do país, mais especificamente no Rio de Janeiro, sede da Coroa.

Jardim Botânico, Teatro, Faculdade, entre outros.

Eles trazem também uma das Instituições mais importantes de todas, o Banco. Assim, nasce o primeiro Banco do Brasil.

Banco do Brasil

A ideia de D. João VI era criar um banco para lastrear e emitir moeda para circular na economia. Dessa maneira, o Brasil começa a ter uma característica mercantil, onde as pessoas trocam produtos ou serviços por uma moeda.

Isso coloca o Brasil no “jogo”, é impossível uma economia se desenvolver sem uma moeda.

Crises políticas

Napoleão foi derrotado na Europa e a França deixou de ser um império com maioria europeia. Dessa forma, o povo português, abandonado por D. João VI exige sua volta, para a criação de uma nova Constituição.

Assim, em 1821, D. João VI volta para Portugal. Porém, para “ajudar” ainda mais o Brasil, ele leva o lastro do Banco.

O lastro é uma quantia de metal precioso que garantia a emissão de moeda do país.

Mas, como assim?

Para o país emitir uma quantidade de moeda e ela ter um valor, era necessário com que o Banco tivesse o mesmo valor em metais preciosos.

Com isso, o Brasil não consegue se desenvolver economicamente igual antes, com isso, acaba ocorrendo a Independência do Brasil, em 1822.

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Porém, apesar de ter se tornado independente, os quesitos social e econômico continuaram o mesmo.

Mas, politicamente, tudo mudava.

Nesse momento, os produtos que o Brasil exportava, que era majoritariamente cana-de-açúcar e minério, estavam em crise.

Dessa maneira, o Brasil faz seu primeiro grande empréstimo com os bancos ingleses, cerca de 30 toneladas de ouro. (Aposto que esse ouro era nosso rs)

Essa é quando começa a crise brasileira com dívidas externas, visto que, na balança comercial, o país mais importava do que exportava.

Assim, a gente não conseguia pagar a dívida nunca.

Para melhorar, o Brasil entra na Guerra da Cisplatina e, para cobrir os gastos, o Banco do Brasil emitiu moeda mesmo sem lastro. Todo mundo sabe o que acontece nesses casos, né?

A famosa Inflação. Dessa forma, a moeda do Banco, e o próprio, passou a ter valor nenhum. Desse modo, o Banco fechou.

Durante décadas, o país não teve banco nenhum.

O café e a escravidão

A economia começa a melhorar quando começa a produção de café. Do mesmo modo, não é possível falar da produção de café sem mencionar a escravidão.

A economia se baseava muito no tráfico negreiro. Porém, a Inglaterra decidiu banir a prática e pressionava o Brasil para a adesão.

Dessa forma, muitos navios negreiros eram capturados e apreendidos pelos ingleses.

Mas, o tráfico negreiro continuou, pois sem a mão-de-obra, não tinha a produção de café, que já representava 42% das exportações do país.

A situação só foi mudar em 1850, com a Lei Eusébio de Queiróz, que proibia o tráfico negreiro no país. Era o primeiro indício do fim da escravidão no Brasil.

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Industrialização

Junto com isso, o país decide tarifar em 60% importações. Assim, houve um aumento no setor de produção do país.

Nessa mesma época existiu o Barão de Mauá, já falamos dele no boletim, para saber mais, clique aqui.

Ele era um homem riquíssimo e criou o Banco Mauá. Mas, o Império não permitia esse tipo de desenvolvimento que Mauá fazia (como ferrovias e outros). Assim, acabou estatizando o Banco e transformando-o no Banco do Brasil , o que a gente conhece hoje.

Mesmo diante dessas dificuldades, o Brasil modernizava.

Nessa época, ocorria a revolução industrial no mundo e, o Brasil, mais uma vez ficou para trás. Dessa forma, o Brasil não conseguia competir com nações que haviam crescido 15 vezes nesse período e foi perdendo mercado.

A abolição da escravidão

A Guerra do Paraguai foi um dos gatilhos para o movimento abolicionista no país. Isso ocorreu pois, homens brancos e negros se uniram no campo de batalha para um objetivo comum, e isso gerou um conflito.

Dessa forma, havia pressão interna e externa para a abolição da escravidão no país, que aconteceu em 1888.

Assim, os escravos foram “jogados” na sociedade sem nenhum apoio, as plantações de café ficaram sem mão-de-obra.

Assim, o Brasil estava em uma crise econômica e social, que resultou na Proclamação da República em 1889.

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