Muita gente não sabe, mas a década de 1980 foi considerada a década perdida por analistas por apresentar uma crise na economia.

No post de hoje nós iremos falar sobre a nossa década. Será que ela também pode ser considerada uma década perdida?

Quer saber mais sobre isso? Vem comigo que eu te explico no texto abaixo!

Década perdida de 1980

Antes de mais nada, é preciso entender o porquê a década de 1980 ser considerada uma década perdida. É chamada assim por causa do baixo desenvolvimento econômico.

Assim, inflação, crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB), volatilidade de mercados e aumento da desigualdade social foram características que marcaram a década.

Dessa forma, o crescimento médio do PIB dos anos 70 era de aproximadamente 7%. Já nos anos 80, esse crescimento caiu para menos de 2%.

Isso aconteceu por causa da alta dívida do Brasil com os Estados Unidos, alto déficit público e grande dívida interna causada pela política fiscal expansionista.

Nesse sentido, surgiram diversas tentativas de reformas monetárias para tentar melhorar o cenário perturbado da economia . Dentre eles estava o Plano Verão, Plano Bresser e Plano Cruzado. Porém, todas estas tentativas terminaram em fracassos.

O único plano que resolveu toda essa confusão foi o Plano Real, criado em 1994 no governo do Itamar Franco, que tinha o objetivo de estabilizar a hiperinflação e ajudar no crescimento da economia.

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A gente já escreveu um texto bem detalhado o Plano Real, para ler clique no botão abaixo.

Década perdida atual

Assim, em meio aos estragos da crise provocada pelo Coronavírus, o PIB caminha para fechar o período da década com o menor crescimento médio em 120 anos. Estamos vivendo uma outra década perdida, outro período de baixo avanço econômico.

De 2011 a 2020, a elevação do PIB deve ser de apenas 0,3%. Essa queda de mais de 3%, comparada à década anterior, foi projetada por conta das consequências da pandemia do Coronavírus.

Governo de Dilma e Temer

Mesmo antes da pandemia já era possível prever que essa seria a pior década, economicamente falando. O mal de 2020 só agravou o cenário previsto.

Antes do coronavírus, o país ainda lutava para espantar a herança deixada pela última recessão.

Anteriormente, em 2015 e 2016 houve uma crise por causa do desequilíbrio fiscal.  O país elevou gastos públicos durante o governo de Dilma Rousseff.

Consequentemente, a presidenta teve dificuldades de controlar a economia, assim sofreu o impeachment em 2016. Porém, a tensão política permaneceu alta, contribuindo com a queda do PIB.

Já falamos detalhadamente sobre o impeachment da Dilma e seus impactos econômicos, para saber mais clique aqui.

Da mesma forma, em 2018, o governo Temer, passou por outra crise econômica. Dessa vez causada pela greve dos caminhoneiros.

Governo de Bolsonaro

Logo depois, em 2019, no início do governo de Bolsonaro, ocorreu o rompimento da barragem de Brumadinho, o que não foi favorável para a economia.

Portanto, especialistas afirmam que mesmo com dificuldades por causa da calamidade atual, o governo de Jair Bolsonaro deve intensificar medidas de combate à crise, como manter o programa “medidas emergenciais” para diminuir os estragos econômicos.

Em suma, o objetivo é não diminuir a porcentagem da projeção de crescimento do PIB. Caso o governo não consiga combater de maneira eficaz essa crise, calcula-se o crescimento de apenas 0,1% e não de 0,3%, como é o esperado.

Por último, os especialistas afirmam que depois do coronavírus, o país tem de avançar em questões como a reforma tributária, o que poderia gerar ganhos de produtividade para empresas.

Veja abaixo o crescimento da economia brasileira separado por décadas.

Crescimento da economia brasileira por década

década perdida

Assim, para essa década não ser considerada uma década perdida, os economistas afirmam que o PIB deve crescer 10% , o que é muito improvável e praticamente impossível.

Veja algumas empresas que estão na guerra contra o Coronavírus, clicando aqui.

Deixe nos comentários abaixo o que você acha que o Brasil deve fazer para a década de 2021 a 2030 nã seja também uma década perdida.