Nas últimas duas semanas o mundo parou para acompanhar a crise do coronavírus. Porém, enquanto isso acontecia, outro assunto passava despercebido: um novo conflito entre os Estados Unidos e a Venezuela tomou forma.

Hoje, nosso post te conta um pouco mais sobre o cenário da política internacional.

EUA x Venezuela: uma briga por petróleo?

Antes de mais nada, é preciso entender que os Estados Unidos e a Venezuela possuem um histórico conflituoso. Há alguns anos, o país norte-americano implementou fortes sanções ao país sul-americano devido ao seu modelo de governo.

Os EUA entendem que a Venezuela descumpre aspectos essenciais de direitos humanos, além de serem um regime autoritário e ditatorial. Por outro lado, a Venezuela afirma que os Estados Unidos querem, de forma “imperialista”, explorar o petróleo venezuelano, seu território e seu povo.

Vale lembrar que a Venezuela é o país com maior quantidade de petróleo debaixo de seu solo no mundo.

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Trump coloca recompensa em cabeça de Maduro

Na quinta-feira (26 de março), Donald Trump informou em uma coletiva de imprensa que Maduro, presidente da Venezuela, e outros 13 membros de sua administração, estariam envolvidos em um esquema internacional de tráfico de drogas.

Dessa forma, o presidente dos EUA comunicou que, por este motivo, colocará uma recompensa pela cabeça de Maduro e das outras 13 pessoas.

Ainda, Trump afirmou que o governo venezuelano estaria conspirando com cartéis colombianos para “inundar os Estados Unidos de cocaína”. A fala se deu, pois, nos últimos meses, as autoridades americanas apreenderam diversas cargas de cocaína vindas da Colômbia. A precedência dos narcóticos seria a Venezuela.

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EUA dobra militares no Caribe 

Logo após, as autoridades de defesa dos Estados Unidos declararam um aumento considerável da presença militar no Caribe. Assim, o número de soldados dobrou na quarta-feira 91 de abril). 

Em seu Twitter, o Secretário de Defesa dos EUA publicou uma postagem sobre.

Tradução: #COVID19 não parará o Departamento de Defesa de proteger o povo americano das drogas ilegais. Sob a direção do Presidente Trump, navios, aeronaves e forças de segurança dos EUA estão a caminho de impedir o tráfico de narcóticos.

Ainda, a postagem conta com informações sobre os tipos de transporte que seriam enviados de forma marítima, aérea e terrestre. O secretário complementou, em coletiva de imprensa, que a Venezuela pretendia usar a crise do COVID-19 para desviar a atenção do contrabando.

Dessa forma, a investida do país foi considerada, por analistas internacionais, a mais ofensiva dos últimos anos. Os EUA propuseram retirar as tropas e as sanções econômicas, desde que Maduro aceite Juan Guaidó como líder interino do país.

A resposta de Maduro

Logo depois, o presidente venezuelano respondeu às acusações. Maduro enviou uma carta aos líderes internacionais alegando que os EUA estavam incitando um “perigoso momento de tensão”.

Ainda, acusou os EUA de estarem tentando intimidar a paz e a ordem venezuelanas, o que é, segundo ele, uma ação gravíssima.

Por isso,  líder sul americano também foi contra a oferta da retirada de tropas e sanções perante uma “desistência” do governo, e se recusou a entregar o comando para Juan Guaidó.

Como fica o Brasil?

Imediatamente, o presidente brasileiro, aliado de Trump, corroborou com o plano dos EUA de retirar as sanções econômicas, desde que Guaidó possa assumir a Venezuela. 

Assim, o Itamaraty, responsável pela diplomacia brasileira, afirmou que “os objetivos da proposta e a apoia como instrumento capaz de contribuir para o restabelecimento da democracia na Venezuela”.

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