Com o recente aumento do número de casos do novo coronavírus, após o relaxamento das medidas restritivas, a Europa está prestes a enfrentar uma segunda onda do Covid-19.

Sendo assim, esse post tratará do contexto europeu e o estudo realizado, bem como as ações que os países da Europa vêm adotando frente a isso.

Pandemia de COVID-19 na Europa – Wikipédia, a enciclopédia livre

Contexto europeu

Após a diminuição/estabilização do número de casos do Coronavírus em grande parte dos países europeus, houve uma relaxamento da quarentena, distanciamento social e uso de máscaras por parte destes.

Dessa forma, em meio a esse cenário em um continente marcado pela grande mobilidade de pessoas, os casos voltaram a aumentar, obrigando-os a retomar essas medidas restritivas.

O estudo

Por consequência, a Universidade de Southampton, no Reino Unido, realizou um estudo no cenário em que os países europeus suspenderiam de vez as medidas de isolamento em geral.

Segundo este, nesse contexto, a segunda onda da pandemia poderá vir sobre a Europa antes do previsto, em até 5 semanas.

Dessa maneira, o estudo ressalta a importância da coordenação na implementação e afrouxamento das medidas restritivas entre os países europeus para prevenir epidemias secundárias.

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Como o Estudo foi feito?

Comparing epidemic resurgence timing when European countries end non-pharmaceutical interventions.Por meio do uso de dados anônimos da companhia Vodafone (operadora móvel) e do Google, os pesquisadores puderam rastrear a tendência dos movimentos da população de 35 países europeus.

Por conseguinte, cruzaram esses dados com números disponíveis de casos do novo coronavírus.

E assim, o estudo explorou diferentes maneiras possíveis da saída do isolamento social pelos governos.

Você sabia que o estudo tem a assinatura do grupo WorldPop, responsável pelo mapeamento populacional?

Entre os objetivos está a análise de como a disseminação do vírus, iniciada em abril de 2020, aconteceu no continente no período de 6 meses.

Dessa forma, o estudo concluiu que com a sincronização das ações do países europeus, a contaminação comunitária (local) no continente poderia acabar em 6 meses.

Em contrapartida, se as medidas restritivas fossem encerradas prematuramente não haveria tempo para testagem, desenvolvimento de vacinas e de novas formas de tratamento da doença.

Com as 1200 simulações, o estudo também revelou que as medidas coordenadas poderiam diminuir pela metade os lockdowns necessários em cada país.

Ademais, os pesquisadores ressaltaram a existência de países mais propensos para o ressurgimento da doença devido a suas fronteiras e população como:

  • Alemanha;
  • França;
  • Itália;
  • Polônia;
  • Reino Unido.

É importante saber que a forma desses países contribuírem para a disseminação do Covid-19 varia, sendo assim, as medidas restritivas também seriam específicas para cada um.

Como assim? O estudo mostra que como a Alemanha seria mais suscetível à disseminação pela sua fronteira, seria mais efetivo, neste país, limitar as viagens locais.

Todavia, o Estudo é delimitado à Europa, e assim, os pesquisadores anunciam que pretendem estudar, no futuro, a efetividade da coordenação a nível global.

Ações dos países

Em meio ao estudo, os países europeus já vinham retomando medidas restritivas devido ao aumento do número de casos para evitar a segunda onda da pandemia.

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Portanto, aqui estão alguns exemplos:

  • Alemanha

Foram autorizadas “proibições de saída” em áreas geográficas limitadas.

  • Espanha

No dia 17, Barcelona e seus arredores no nordeste do país foram convocados a sair de casa apenas para necessidades básicas.

Ademais, houve o fechamento de boates, cinemas, teatros e o banimento de reuniões de mais de 10 pessoas., além do uso de apenas 50% da capacidade dos restaurantes.

  • Hungria

Desde meados de julho, o acesso ao país havia sido proibido para pessoas de países africanos, da América do Sul, maioria de países asiáticos e alguns da Europa.

  • Reino Unido

Em 29 de junho, a cidade Leicester voltou a quarentena, e em 24 de julho o uso de máscara será obrigatório em todas as lojas do país (na Escócia já é obrigatório).

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