As redes sociais fazem parte da vida da maioria das pessoas. Twitter, Whatsapp e Facebook contém milhares de informações diárias e nem todas são verdadeiras. Por esse motivo o Facebook proíbe, dias antes da eleição, a propaganda eleitoral nos Estados Unidos.

Continue lendo para saber como essa atitude afetará as eleições dos americanos e o que o Facebbok realmente pretende com isso.

Facebook proíbe propaganda eleitoral

Era da (des)informação: Fake news

Desse modo, em pleno 2020 com a internet a todo vapor, as redes sociais refletem diretamente a vida real. Tudo que é postado, seja verdadeiro ou não, é transportado para conversas reais de amigos, família, discussões no trabalho…

Como nem tudo são flores, existe muita, mas muita desinformação nas internet, principalmente em época de eleição. Um candidato faz de tudo para ganhar do outro, nem que espalhe notícias falsas, ou seja, fake news.

Com essa decisão um tanto drástica, o Facebook pretende diminuir os riscos de desinformação e de interferência eleitoral. Além de proibir as fake news, a empresa fornecerá informações confiáveis.

Como no Estados Unidos o voto não é obrigatório, Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, está realizando uma grande campanha de informação sobre votos com o objetivo de ajudar milhões de pessoas que antes não votavam.

Além disso, o Messenger, aplicativo de mensagem do Facebook semelhante ao Whatsapp, também vai mudar. O envio de cada mensagem será limitada a no máximo 5 contatos, também com o objetivo de frear a disseminação das fake news.

stephen colbert fake news GIF by The Late Show With Stephen Colbert

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Pontos negativos

Toda decisão tem consequências positivas e negativas. Já citamos nos tópicos acima toda a repercussão positiva. Por fim, vamos explicar um pouco da parte negativa.

Dessa maneira, lá nos Estados Unidos, muitos foram contra essa atitude do Facebook, principalmente os democratas. Eles afirmam que essa proibição temporária não é eficiente para combater as fake news. Os argumentos são:

1. Fake news podem circular com muita facilidade em grupos fechados, como Whatsapp e Telegram;

2. Essa limitação dificultaria novos doadores para as campanhas eleitorais;

3. A disputa ficaria desigual, já que alguns políticos já têm uma base muita sólida e nem precisariam investir em anúncios políticos.

Outras redes sociais contra a fake news

Não é só o Facebook que luta contra as Fake News. Outras redes sociais, como Instagram e Twitter, também tentam banir a desinformação e a mentira de suas plataformas.

Políticos, em geral, têm uma responsabilidade com a população e não podem ficar espalhando mentiras e fazendo discursos de ódio na internet. Dessa forma, as plataformas estão bem atentas excluindo os posts e até contas.

Assim, um exemplo mundial foi o do presidente americano Donald Trump que publicou em sua conta oficial da campanha de reeleição que as crianças são quase imunes ao coronavírus.

Essa conta foi bloqueada até o presidente retirar essa publicação que propaga desinformação sobre o Coronavírus, já que já foi comprovado que as crianças pegam o vírus.

O presidente do Brasil, Bolsonaro, teve dois posts do Twitter excluídos, pois incentivava o trabalho normal na época da pandemia e criticava a medida de isolamento social.

Caso de 2016

Em 2016, o Facebook junto com agências de inteligência dos Estados Unidos identificaram interferências internas e externas sobre os resultados das eleições. A Rússia interferiu nas eleições americanas com objetivo de ajudar o Donald Trump a ganhar.

Uma das acusações foi usar propaganda financiada pelo Estado e pagar usuários de mídia sociais para fazer comentários desagradáveis sobre a adversária Hillary Clinton.

Dessa forma, outras acusações da Rússia foram: hackear emails de contas do Comitê Nacional Democrata e de membros da alta cúpula do partido e usar intermediários como WikiLeaks, DCLeaks.com e Guccifer 2.0 para publicar informações adquiridas no hackeamento.

Portanto, Zuckerberg investiu pesadamente em segurança e tem equipes e equipamentos muito sofisticados para prevenir esses e outros possíveis ataques.

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E você? O que acha disso tudo? Deixe nos comentários que a gente quer saber sua opinião.