Há muito tempo a Fiat (FCA) queria realizar uma fusão com algum outro grupo automobilístico. Depois do fiasco com a Renault, finalmente uma parceria saiu. E, no dia 31 de Outubro, foi confirmado a união com a Peugeot (PSA).

Primeiramente, o grupo Itálico-Americano queria uma aliança com a Renault. Porém, o governo francês, que contém 15% das ações do grupo, travou bastante o acordo. Assim, o grupo FCA acabou desistindo.

Mas, a Fiat não poderia deixar de fazer acordo com um grupo europeu. Para entender o porquê, precisamos fazer uma Análise de Mercado.

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Fiat atrasada com o Novo Mercado

Em primeiro lugar, o mercado europeu do setor automobilístico está demandando automóveis sustentáveis, ou seja, carros híbridos e elétricos. Contudo, a Fiat estava atrasada em relação a esses novo modelo de motor.

Por isso, a aliança com outro grupo era tão importante para a empresa, visto que ela ficaria muito atrás das outras montadoras. Por outro lado, a Peugeot também se beneficia muito da fusão.

Dessa forma, é a primeira vez que um grupo francês consegue influência no mercado americano. Esse já é bem diferente do mercado europeu, que tem como principal demanda carros grandes e robustos, que é o foco da Fiat.

Juntamente com isso, as duas empresas também uniram forças para combater um problema em comum. Desde quando começou a febre de serviços como o Uber, as montadoras vem enfrentando grandes problemas de vendas.

O Problema dos Aplicativos

Nesse meio tempo, devido a facilidade de usar o serviço e seu custo-benefício ser melhor do que comprar um carro, a Uber e outros aplicativos transformaram a demanda por automóveis no mercado.

Assim, as marcas tiveram que mudar sua forma de vender carros. Por exemplo, a Toyota está alugando carros novos para motoristas de aplicativo diretamente das concessionárias. Similarmente, outras concessionárias estão vendendo para locadora de veículos.

Em vista disso, o novo grupo terá uma logística unificada para resolver esse problema do compartilhamento de veículos.

Por outro lado, a nova empresa está prevendo números animadores em questão de mercado.

Quer saber quanto a empresa planeja vender e faturar? Vem comigo que eu te mostro!

Previsões numéricas da Fiat – Peugeot

Nessa perspectiva, já da pra perceber a força dessa união entre Fiat e Peugeot. A integração das duas montadoras preenche lacunas de mercado que cada uma tem.

Como resultado disso, eles planejam vender cerca de 9 milhões de automóveis por ano. Assim, eles irão ocupar a quarta posição das maiores montadoras do mundo, ficando na frente de gigantes como a General Motors e Ford.

Confira abaixo o novo Top 5 das montadoras do mundo!

Grupo Volkswagen10,8 milhões de unidades
Grupo Toyota10,4 milhões de unidades
Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi10,3 milhões de unidades
Fiat-Chrysler-Peugeot-CitroenCerca de 9 milhões de unidades
General Motors8,6 milhões de unidades

Dessa forma, o faturamento esperado chega a quase 170 bilhões de euros anuais. É dinheiro pra dar e vender!

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Como ficou a Divisão da Empresa?

Antes de mais nada, para saber como funcionou esse acordo, é importante saber a diferença entre Fusão, Cisão e Incorporação.

De acordo com a Constituição Federal, Cisão é a transferência de parte ou totalidade do patrimônio de uma empresa para outra. Por outro lado,  a Incorporação é a absorção de uma empresa pela outra e a Fusão é quando duas ou mais empresas se unem em uma só.

Logo, a Fiat e a Peugeot viraram uma só!

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Dessa maneira, a nova empresa foi dividida igualmente entre as duas, 50/50, sendo que o atual CEO da PSA, Carlos Tavares, continuará no mesmo cargo. Semelhantemente, o atual CEO do FCA, Mike Manley, será o presidente dos Conselheiros.

Impactos Macroeconômicos no Brasil

Torcemos para que tudo dê certo, pois a Fiat e a Peugeot são responsáveis por alguns bilhões de Investimentos no Brasil, sem contar nos milhares de empregados diretos e indiretos que as empresas são responsáveis.

Definitivamente, um possível colapso das empresas pode afundar um setor muito importante da economia do país.

Atualmente, esse setor está se recuperando da grave crise econômica que assolou o Brasil nos últimos anos e podemos sentir na pele o impacto das ondas de demissões e dos cortes de investimentos.

Por isso, nós estamos na torcida para essa fusão funcionar! E você? Deixe nos comentários aqui embaixo o que você achou dessa fusão!