O G7 e o G20 são importantes fóruns multilaterais compostos pelas maiores economias do mundo, que juntos buscam debater os rumos do desenvolvimento global. Assim, a seguir, explicaremos suas origens e seus papéis na geopolítica mundial.

G7: as maiores economias do mundo?

A partir de meados do século XX, com o avanço da globalização, organizações supranacionais foram sendo formadas com objetivo de uma maior integração dos países, além do enfrentamento das crises globais.

Portanto, neste contexto, em 1975, foi fundado Grupo dos Seis (G6), liderado pelas potências europeias, em especial a Alemanha e a França de Valéry Giscard d’Estain.

Além disso, o grupo contava com Estados Unidos, Reino Unido, Itália e Japão, e o Canadá foi adicionado posteriormente.

Originalmente, o G7 abrange as sete nações mais industrializadas do mundo, responsáveis por 50% do PIB mundial. O fórum busca reunir os respectivos líderes de cada nação para um debate informal sobre cooperação econômica.

Posteriormente, o fim da União Soviética resultou a inclusão da Rússia em 1998, outra potência industrial, passando a serem conhecidos como G8.

Porém, com a anexação da Crimeia por parte dos russos, houveram desavenças com os países pertencentes, além das sanções impostas ao país, então a Rússia foi retirada do grupo em 2014.

Ademais, as reuniões da cúpula ocorrem anualmente, alternando a recepção e a presidência entre os líderes dos países membros.

Atualmente, o grupo já deixou de abordar apenas economia, abrindo espaço para discussões ambientais, soluções de conflitos, refugiados, etc.

G7 e G20: diferenças

G20, uma cooperação maior:

Já o Grupo dos 20 (G20), foi criado em 1999 em contexto das constantes crises financeiras de países em desenvolvimento, em especial a do México (1994), Rússia (1998) e da Ásia (1997).

Inicialmente, sob a liderança do Brasil e da Índia, o G20 reuniu países em desenvolvimento para barrar o protecionismo agrícola dos países desenvolvidos junto à OMC, popularmente conhecido como G20 comercial.

Além disso, identificar e prevenir possíveis novas crises, exigindo uma necessidade de cooperação entre os países emergentes, visto que as grandes potências já se reuniam para discutirem seus interesses.

No entanto, a partir da eclosão da crise de 2008, ocorreu a substituição do G8 pelo G20. Assim, o que era considerado um diálogo informal entre ministros da economia, foi promovido a participação das autoridades e chefes de governo.

O G20 como conhecemos hoje, é composto pelas 19 maiores economias globais mais a União Europeia, denominado G20 financeiro. Do mesmo modo, o G20 não possui secretariado permanente, tendo sua presidência rotativa, ocorrendo encontros anuais.

A atuação dos países no bloco pode ser dividida em duas formas, uma de finanças e uma de “Sherpas”.

Por um lado, as finanças são coordenadas pelo Ministério da Economia, com participação do Banco Central, envolvendo debates sobre a economia, exclusivamente.

Em contrapartida, a “Sherpas” é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e inclui debates sobre comércio internacional e investimentos, além da manutenção da imagem do país no exterior.

Contudo, o grupo é um importante mecanismo de cooperação econômica mundial. Juntos, os países são responsáveis por 90% do PIB mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população mundial.

📚💸 O Boletim Econômico é uma iniciativa de estudantes para estudantes. Por isso, se gostou do post, compartilhe com seus amigos e deixe-nos saber!

Para ler mais sobre economia internacional, clique no botão abaixo!