Afim de conter um pouco da possível recessão causada pelo novo coronavírus, o governo federal decidiu liberar uma linha de crédito para pequenas e microempresas pagar seus salários.

Dessa maneira, essa linha de crédito funcionará como um empréstimo para as empresas, porém ele é especial, visto que o governo deu um “folga” para o pagamento destes.

Nesse post iremos falar sobre essa linha de crédito, quais empresas podem receber o benefício e quais são as condições impostas pelo governo para as empresas.

Ficou curioso sobre assunto? Continue lendo para saber mais.

A possível onda de desemprego no país

Primeiramente, precisamos entender o motivo do governo estar preocupado com uma recessão e com o desemprego.

O ano de 2020 está sendo marcado pela pandemia de coronavírus. Juntamente com isso, o primeiro caso da doença no Brasil foi registrado no dia 26 de fevereiro e já ligou o alerta das autoridades brasileiras.

Assim, devido a gravidade da doença já vista em outros países, o Brasil inteiro está em quarentena. Dessa maneira, a maioria das pessoas estão em casa e não podem trabalhar.

Porém, isso pode trazer alguns malefícios para a sociedade, e um deles é o desemprego. A maioria das empresas no país são pequenas e microempresas e, sem produzir, não conseguem pagar salários.

Dessa forma, só existia uma alternativa para essas, que seria a demissão dos seus funcionários.

Já falamos aqui no Boletim Econômico como o desemprego influencia na economia de um país, para saber mais, clique no botão abaixo.

Diante dessa situação, o governo federal tinha que tomar uma providência. A Itália é um exemplo de que não podemos ignorar o vírus e se o desemprego aumentasse o país também teria sérios problemas.

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Governo anuncia uma linha de crédito

Dessa forma, para amenizar esses impactos causados indiretamente pelo vírus, o governo e o Banco Central anunciou uma linha de crédito de 40 bilhões de reais. Como ela funciona?

Em primeiro lugar, esse dinheiro será destinado diretamente para os empregados das empresas que aderirem o “programa”. Assim, o crédito será destinado para pagar até 2 salários mínimos dos empregados desta empresa por 2 meses.

É importante ressaltar que, mesmo se o salário da pessoas for maior do que 2 salários mínimos, esse crédito só irá pagar até 2 salários e fica a critério da empresa completar o restante.

Mas, o governo que está arcando com todos os custos dessa operação? A resposta para essa pergunta é não. Linha de crédito significa um empréstimo que o governo está fazendo para essas empresas.

Porém, ele é um pouco especial. Para pagar esse crédito, as empresas terão um prazo de carência de 6 meses, ou seja, só começará a pagar o empréstimo daqui meio ano.

Além disso, as empresas terão 36 meses para pagar o valor e será cobrado uma taxa no valor da taxa básica de juros atual, que é 3,5% ao ano. 

Assim, a intenção do governo agora é segurar o desemprego um pouco, visto que uma das condições para utilizar o recurso é a proibição de demissão. Dessa forma, o governo pretende dar uma respirada.

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Condições para contratar a linha de crédito

Para contratar essa linha de crédito, as empresas devem se encaixar em dois pré-requisitos, são eles:

  • A empresa deve ter um faturamento de 360 mil a 10 milhões de reais no ano.
  • A empresa não pode demitir funcionários nesses 2 meses.

Assim, apenas as empresas que se enquadram naquele faturamento podem utilizar o recurso. Segundo o presidente da República, a previsão é que 1,4 milhão de empresas no país devem ser beneficiadas e cerca de 12,2 milhões de pessoas.

Porém, algumas pessoas se questionaram, e as empresas que não chegam a esse faturamento, vão ficar prejudicadas?

De acordo com o Presidente do Banco Central, eles já estão avaliando lançar algum benefício para esse tipo de empresas também, ou seja, no momento essas devem apenas esperar.

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As polêmicas desse projeto do governo

A linha de crédito não está sendo bem vista por algumas pessoas. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), essa linha de crédito não é ruim, mas é tímida e não vai adiantar de nada.

Dessa forma, para algumas pessoas, o governo deveria gastar mais para conter a possível crise. Assim, para algumas, o governo deveria custear esses salários, para outras pessoas, 2 meses é muito pouco e o governo deveria pensar em 4 meses.

Outra crítica também é o curto período de carência, pois não sabemos como estará a situação do país daqui 6 meses com a crise do coronavírus.

Lembrando que, devido ao estado de calamidade pública instaurado pelo próprio governo faz com que o teto de gastos não exista. Assim, é possível gastar sem descumprir a lei de responsabilidade fiscal.

Diante disso, o projeto ainda está em trânsito no Senado Federal, e só aguarda a votação dos Senadores e da Sanção presidencial para entrar em vigor.

Outra medida que também está sendo feita pelo governo é da renda básica, que iremos falar disso amanhã, e na quarta-feira iremos falar sobre as medidas tomadas por outros governos, principalmente os Estados Unidos, para conter essa crise. Fique de olho!

A renda básica é um auxílio do governo federal para trabalhadores informais de 600 reais por mês e pode chegar em 1.200 reais para mães chefes de família.

Já o Governo dos Estados Unidos sancionou um maior pacote de ajuda da história do país,  2 trilhões de dólares, valor maior que o PIB brasileiro.

O que você achou sobre essa medida do governo? Achou tímida ou acha que está de bom tamanho? Deixe nos comentários para a gente.