A Guerra Comercial que envolve EUA e China, duas das maiores economias mundiais, ainda persiste. Ou seja, os efeitos ainda recaem para uma possível Recessão Global. Mas, apesar dos fatos serem externos irei também abordar os impactos sentidos pelo Brasil e em nossa economia.

O começo da Guerra Comercial

A Guerra Comercial entre EUA e China teve início recente e surgiu efetivamente em 2018. Devido ao fato do Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar uma série de tarifas sobre importações provenientes da China.

Uma lista que totalizava em torno de US$ 50 bilhões, baseando-se na Lei de Comércio de 1974 e citando que havia “práticas comerciais desleais” no histórico chinês.

Xi Jinping, Presidente da China, tomou partido e impôs tarifas em cerca de 128 produtos norte-americanos. Incluindo principalmente a soja, uma importante exportação dos EUA para a China.

Desde então, os dois governos andam se estranhando, incluindo acordos feitos anteriormente sendo quebrados, causando o aumento das hostilidades entre as duas principais economias mundias.

A falsa “Bandeira Branca”

Temos visto acordos de paz em falhas e o apertos de mãos perdendo valor entre as duas potencias. A China tomou como estratégia a prolongação de uma possível conversa, mesmo recebendo constantes ameaças do governo estadunidense.

Afinal, quando se trata das duas maiores economias do mundo, cada palavra dita tem impacto quase que imediato no mercado financeiro, afetando o mundo todo.

Acima de tudo, às vésperas de um acordo que iria beneficiar ambos, Trump anuncia uma elevação nos impostos da Alfandega sobre mercadorias Chinesas. Fato impactante da Guerra Comercial na moeda, na bolsa e no brasil. Por esse motivo consideramos como uma falsa “Bandeira Branca” a concordância entre os países.

Impactos na moeda

Os Estados Unidos subiram cerca de 15% a tarifa de importação sobre, aproximadamente, mil produtos chineses. Em contrapartida, a China impôs o mesmo percentual sobre produtos agrícolas e maquinário americano. As taxas alfandegárias entre os países são de 25%.

A China quis elevar o patamar da Guerra Comercial a uma Guerra Monetária, depreciando sua moeda, o Yuan. Decidiu desvalorizar sua moeda para tornar seus produtos mais competitivos, superar os novos impostos alfandegários e, assim, vender mais.

A Contra-medida Chinesa já teve resultado repercutindo em outras moedas asiáticas, como Índia, Indonésia e Coréia do Sul. Todavia, essa desvalorização pode se tornar um passo em falso da China. Podendo iniciar uma fuga de Investimentos do país e colocar em dificuldade várias empresas chinesas endividadas em dólares.

Impactos na Bolsa de Valores

Além disso, a China tornou as exportações dos EUA mais difíceis, dessa forma, correspondendo a um choque no mercado de Ações. Visto que Bolsas de Valores ao redor do mundo operam em forte queda nos últimos dias.

A Guerra Comercial está colocando os mercados internacionais sob pressão. Isso porque as Bolsas de Valores oferecem Contratos Futuros no Mercado Financeiro. Mas devido a essa inconstância, os cálculos tem de ser refeitos constantemente. Assim, os investidores esperam que o aumento das taxas corresponda a uma queda na produção industrial. O que significaria, evidentemente, uma queda nos lucros industriais.

Os mercados internacionais são perfeitamente cientes de que a Guerra Comercial entre EUA e China prejudicam o mercado global. E se o comércio desacelerar, as consequências prováveis são efeitos recessivos nas economias mais envolvidas nesse fluxo de bens e serviços.

“Claramente, as tensões entre os Estados Unidos e a China são uma ameaça para a Economia Mundial”. disse a ex-diretora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Impactos da guerra comercial no Brasil

A crise que prolonga preocupa o comércio mundial e a economia de todos os países. No entanto, há vantagens a serem exploradas a curto prazo por alguns países.

Em 2018, as exportações do Brasil para a China cresceram em 35% comparando o ano de 2017. Ponto para nós, com um saldo positivo de US$ 30 bilhões.

Já na balança com os EUA temos déficit. Ou seja, estamos importando mais do que exportando para os americanos. Nossa melhor estratégia no momento é assumir uma posição de meio-termo. Devemos manter alianças econômicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Em outras palavras, acredito que estamos em ótima posição no jogo, com nossa economia em ascensão. O Brasil não está se reinventando mas sim fazendo o que tem de ser feito, ou seja, apenas estamos fazendo o dever de casa.