A guerra comercial entre EUA e China não é mais um novidade para o mundo.

A troca de ataques tarifários e midiáticos entre os dois países já se arrasta há 18 meses.

Mas, quais os efeitos deste conflito para o mundo e, mais importante, ele está perto de um fim? É pra te dar estas respostas que o Boletim Econômico está aqui. Vem comigo!

Como surgiu a guerra comercial?

Primeiramente, precisamos entender o início do conflito econômico.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China começou em 2018 após Donald Trump anunciar medidas tarifárias contra o gigante asiático.

Segundo o presidente americano, a decisão veio como resultado de atitudes desleais e criminosas por parte do governo chinês.

Além disso, os Estados Unidos também movem denúncias contra o país asiático na Organização Mundial do Comércio (OMC) desde março de 2018. Na época, Trump acusava a China de usar tecnologias originalmente patenteadas pelos EUA sem prestarem direitos de propriedade.

Desde as primeiras denúncias a guerra comercial se tornou mais agressiva, escalando cada vez mais.

No último mês, Donald Trump ordenou que multinacionais americanas situadas na China deixem o país. O ato aconteceu em protesto às novas tarifas anunciadas pelo presidente chinês Xi Jinping. As tarifas chegavam a aproximadamente 75 bilhões de dólares americanos.

Contamos mais sobre o início da guerra neste artigo aqui.

O primeiro passo (em falso)

Em junho de 2019 os dois líderes se encontraram na cúpula do G20 em Osaka (Japão), na expectativa de firmar acordos.

Um primeiro pacto foi feito, onde questões como os direitos de patentes foram citadas. A medida foi considerada o primeiro passo dado em mais de 15 meses de guerra comercial.

No entanto, o pacto de Osaka foi quebrado quando os Estados Unidos decidiram pela taxação em 15% de importações chinesas. O valor seria de aproximadamente 110 milhões de dólares no início de setembro.

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Consequentemente, a China apresentou denúncias contra o governo americano na Organização Mundial do Comércio. Esta já é a terceira queixa que o Ministério do Comércio chinês apresenta à OMC, e não passou em branco.

Imediatamente, o Governo dos Estados Unidos se pronunciou, dizendo que as sanções foram apenas uma forma de se defenderem do roubo de propriedade intelectual tecnológica por parte do governo chinês.

A guerra terá um fim próximo?

Atualmente novos cenários foram introduzidos ao contexto da guerra comercial. No dia 11 de outubro de 2019 uma nova atitude foi tomada por ambos lados.

Logo após conversas diplomáticas entre os dois países, um novo acordo foi estabelecido pelos líderes. O acordo visa diminuir as consequências da guerra comercial para ambos países.

Os termos do pacto divergem entre tarifas alfandegárias, sanções à empresas, fidelidade em exportação de commodities e até mesmo patentes.

Como resultado do acordo, a China se comprometeria a comprar cada vez mais commodities agrícolas americanas. O valor da compra pode chegar a 50 milhões de dólares americanos.

Bem como a intensificação das importações agrícolas, o governo chinês também deveria concordar com algumas medidas quanto às patentes americanas.

Além disso, a China deverá afrouxar as intervenções na própria moeda, o Yuan. Durante a guerra comercial o país asiático chegou a desvalorizar sua moeda em busca de aumento nas exportações.

Da mesma forma, os Estados Unidos devem adiar em algumas semanas a próxima leva de tarifas, que estava prevista para a segunda semana de outubro.

Trump comemorou o avanço da cooperação em seu Twitter, e se mostrou otimista quanto ao acordo. Complementou dizendo que seria “um grande acordo para os agricultores americanos”.

Posteriormente, o presidente americano afirmou estar “pronto para assinar o acordo”, e confirmou que ele e o presidente chinês já podem assiná-lo no próximo mês.

Tradução: “O acordo que acabei de fazer com a China é, de longe, o melhor e maior acordo já feito por nossos bons agricultores patriotas na história do nosso país. Na verdade, existe uma dúvida: essa quantidade de produtos pode sequer ser produzida? Nossos agricultores vão descobrir isso. Obrigado, China!

O que acontece com a guerra comercial após o acordo?

Os apoios diplomáticos americano e chinês se mostram constantemente empenhados em buscar alternativas para o problema.

Segundo Trump, logo após a assinatura da primeira fase a segunda estará pronta para ser firmada. A segunda fase do acordo deve estabelecer normas mais firmes para a questão das patentes americanas.

Em quase 18 meses de guerra comercial, é a primeira vez que o mercado financeiro sente alguma confiança na cooperação de ambos países.

Nos últimos 4 meses, mais avanços foram feitos que nos outros 14. Agora, as expectativas são otimistas de que os presidentes continuem em comum acordo, colaborando para o fim da guerra.

Deixa nos comentários qual a sua opinião sobre esse primeiro acordo firmado entre o EUA e China .