A gigante chinesa Huawei está executando seu projeto de instalação do 5g pelo mundo. Dessa forma, os grandes polos do planeta eram o alvo da empresa. Depois de muito esforço, eles tiveram as portas abertas pela União Europeia.

A empresa vem enfrentando um problema gigantesco. A guerra comercial entre a China e Estados Unidos. Assim, a implementação do 5G está mais lenta do que deveria.

Isso se dá pela campanha forte de Trump para não deixar a Huawei liderar esse avanço no setor de telecomunicação.

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O que é o 5G?

Antes de mais nada, é interessante saber o que é o 5G. O mundo das telecomunicações é dividido em gerações e, obviamente, essa é a quinta delas.

A primeira geração eram os telefones só com chamadas de voz. Já a segunda trouxe o SMS e um pouco, bem pouco mesmo, de internet.

Do mesmo modo, a terceira e a quarta geração trouxeram a ampliação de uso dessa internet, além de outros avanços mais técnicos. Assim, o 4G é quinhentas vezes mais potente que o 3G.

Nessa perspectiva, o 5G veio para ser até 100 vezes mais rápido que a quarta geração. Dessa forma, a velocidade da internet nos celulares ficará assustadora de tão rápida, é previsto que o tempo de resposta da rede será de 1 milissegundo.

No Brasil, por exemplo, a melhor operadora de rede móveis ficou com o tempo de 68 milissegundos.

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Huawei x EUA

Essa treta entre a empresa chinesa e a maior economia do mundo tem muitos episódios tensos. Primeiramente, em 2012 a empresa foi acusada pelo governo de espionagem e que eram uma ameaça para a segurança do país.

Obviamente a Huawei negou tudo e a situação até havia “esfriado” depois de um tempo. Porém, um personagem traz de volta essa história para os holofotes, o atual presidente Donald Trump.

Desde que começou seu mandato Trump vem travando disputas comerciais com a China. Uma das armas utilizadas por ele foi trazer de volta a mesma acusação de espionagem contra a gigante chinesa.

Com isso, o FBI e a CIA recomendaram que agentes do governo não utilizassem produtos da marcar, além de pressionar o mercado de não comercializar esses também.

Além disso, Trump aumentou os impostos sobre os produtos chineses, deixando-os mais inviáveis. Por último, assinou um decreto em Agosto de 2018 que proíbe o uso da Huawei e da ZTE (outra empresa chinesa) no país.

Isso faz com que a marca perca totalmente seu público na maior economia do mundo.

Sob o mesmo ponto de vista, os EUA também pressionaram os países do mundo para não permitirem a expansão do 5G feito pelo Huawei. Só lembrando que essa tecnologia não é exclusiva da empresa, porém ela é a líder mundial nessa tecnologia.

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O primeiro grande passo da Huawei

Toda essa explicação sobre a relação de atrito entre EUA e a empresa vai fazer sentido agora. Afim de não contrariar a maior potência mundial, Japão e Austrália decidiram não incluir a gigante chinesa na expansão do 5G.

Assim, a União Europeia virou o centro desse grande cabo de guerra importantíssimo para o futuro da empresa. Sinceramente, ficar sem esse mercado europeu ia ser muito prejudicial para a Huawei, e consequentemente para a China também.

Dessa forma, a notícia de que a UE abriu as portas para a tecnologia chinesa provavelmente foi a melhor notícia do ano da empresa. 

Desta maneira, a empresa prevê que até o final desse ano 138 cidades europeias já estejam com cobertura até o final desse ano. Juntamente com isso, o bloco europeu inteiro estará com a cobertura até 2025.

Outro fator interessante é que a União Europeia deixou a responsabilidade da cibersegurança para cada membro. Acima de tudo, não pode esquecer que Huawei ainda é acusada de espionagem.

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