O número de jovens desempregados na Europa tem sido um problema para os países do continente. Atualmente, os governos europeus investem em várias medidas para resolver a situação.

Mas você sabe quais as causas do desemprego? E quais soluções estão sendo propostas aos jovens?

Hoje, o Boletim Econômico vem conversar com você sobre, e te deixar um pouco mais informado sobre este assunto.

Qual o motivo da crise de empregos na Europa?

Em primeiro lugar, é preciso entender um pouco mais sobre a União Europeia. A UE é um bloco econômico de países do continente europeu.

Após a saída do Reino Unido do bloco, a união agora conta com 27 países, que operam em livre comércio e com a mesma moeda, o Euro.

E é aí que o problema começa.

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Em 2007 e 2008, a crise imobiliária dos Estados Unidos, assunto que ainda trataremos no Boletim Econômico, estourou. Quando isso aconteceu, vários bancos ao redor do mundo e da Europa foram arrastados para uma grande recessão, gerando dívidas particulares. 

As dívidas particulares acabaram se tornando um problema governamental, já que vários governos ajudaram os bancos privados a se recuperarem. Consequentemente, a dívida privada se tornou uma dívida pública gigante, que atingiu vários países da União Europeia. 

A princípio, alguns países entraram em crise. Porém, existe um grande problema em compartilhar a mesma moeda em um único bloco econômico: se um é atingido, todos sofrem.

Assim, vários países da Europa entraram em recessão em sequência.

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Os números da crise: quais foram os efeitos?

De  acordo com a Comissão Europeia, em 2008, a taxa de jovens desempregados (pessoas entre 18 anos e 30) nos países da União Europeia era de 15%. Em 2013, este número chegou a 24%. Ainda mais, alguns países europeus sofreram um impacto maior que outros, e chegaram a níveis muito acima do esperado.

São eles:

  • Grécia (60%)
  • Espanha (56,2%)
  • Croácia (49,8%)
  • Itália (44,1%)
  • Portugal (40,7%)

Eventualmente, os mais afetados da crise foram os jovens,  compreendidos entre os 15 e os 24 anos de idade. A princípio, em 2012, a taxa de jovens desempregados na Europa era de 13,2%. O maior impacto na classe jovem ocorreu devido à falta de experiência das pessoas nesta faixa de idade. 

Garantia para a Juventude: o investimento num futuro próximo

Finalmente, em 2012, ao observar os índices cada vez maiores de desemprego, os países da União Europeia decidiram tomar uma atitude forte. Imediatamente, governantes de todo o continente se reuniram para formular uma estratégia para a crise: A “Garantia para a Juventude”.

Conforme a proposta, todos os jovens de países da União Europeia podem participar do programa, que visa assegurar uma melhor introdução ao mercado e pretende desenvolver com qualidade para os jovens:

  • emprego;
  • formação contínua;
  • aprendizagem;
  • estágio.

Em vista disso, os países investiram milhões de euros na iniciativa, buscando incentivar seus juventude a ter uma maior qualificação. 

Assim sendo, os únicos requisitos para se inscrever no programa são:

  • ter até 25 anos;
  • estar desempregado há mais de 4 meses;
  • ter terminado o ensino formal (graduação universitária) e não possuir estágio ou emprego fixo.

O número de jovens desempregados diminuiu após a Garantia para a Juventude?

Hoje, a resposta é sim.

Como resultado, o número que era de 13,2% em 2012 chegou a 10,3% ao fim de 2018. Eventualmente, estes jovens conseguiram se inserir no mercado de trabalho europeu. Uma estimativa otimista, considerando a população jovem de toda a União Europeia.

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Segundo a Comissão Europeia, até o momento o programa já atingiu alguns feitos:

  • Já são mais de 5 milhões de jovens na iniciativa;
  •  Mais de 3,5 milhões de jovens registados na Garantia para a Juventude aceitaram uma oferta de emprego, de formação permanente, de estágio ou de aprendizagem.

Diante disso, é possível avaliar a situação atual da Europa. Atualmente, o desemprego geral vem caindo em taxas cada vez maiores. Do mesmo modo, as estimativas para jovens que buscam se especializar em diversas áreas são positivas também.

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