Entenda o que é protecionismo econômico

Com certeza você já ouviu falar sobre o protecionismo econômico.

Muito usado em vários momentos da história do capitalismo, esse modo de pensar a economia divide opiniões.

Mas, você sabe o que é a política protecionista e como ela funciona?

Continua com a gente para entender tudo sobre o assunto.

Por que o protecionismo é prejudicial para a economia? - Instituto Liberal

O que é o protecionismo econômico?

Em primeiro lugar, é importante entender o que é esse tipo de política.

A política protecionista é uma ação do governo que visa priorizar a economia interna de um país.

Ou seja, o Estado intervém a fim de proteger o mercado interno e garantir o seu desenvolvimento.

Essa proteção é feita, principalmente, por meio de medidas que barram ou dificultam a concorrência do mercado externo.

Isso pode ocorrer por meio de restrições ou proibições nas importações de certos bens, e na entrada de empresas estrangeiras, por exemplo.

Vale ressaltar que quase todos os países se utilizam, ou já se utilizaram, dessas políticas em algum grau.

  • Leia mais: você sabe o que exportam os 10 países mais ricos do mundo?

Medidas protecionistas

As principais ações estatais são:

  • Maior taxação para produtos de fora;
  • Incentivos à indústria nacional, através da isenção de impostos e dos financiamentos;
  • Criação de normas e barreiras que dificultem a entrada de produtos do exterior.

Desse modo, a estratégia do governo é de diminuir a importação. Assim, isso favorece as indústrias e os produtores nacionais, e possibilita um maior desenvolvimento do mercado interno.

Além disso, quem fica responsável por fiscalizar o comércio e os atos protecionistas a nível mundial é a OMC. Ela faz isso com o objetivo de promover uma maior liberdade no comércio internacional.

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Vantagens

Como dito antes, o principal objetivo de políticas desse tipo é valorizar o mercado interno de um país.

Assim, o protecionismo econômico visa um aumento do consumo e da circulação de um país em seu próprio território. Então, isso causa um crescimento maior das empresas nacionais, já que elas terão uma menor concorrência das de fora.

Logo, também ocorre uma maior geração de empregos, e um grande incentivo à produção nacional.

Além disso, tal política também faz o avanço tecnológico das empresas, do país em questão, crescer e permite um maior acúmulo interno de capital.

Outro ponto relevante é que, através da aplicação de tarifas, o Estado também aumenta a sua arrecadação. Isso porque a porção de imposto sobre os produtos que entram no país vai ser maior. Então, o governo vai ter uma receita maior, que pode usar em saúde ou políticas sociais, por exemplo.

Desvantagens

Todavia, essas medidas também podem causar muitos problemas dentro de uma economia.

Dificultar essa entrada externa pode causar um baixo desenvolvimento social e econômico no país. Pois, os recursos, as inovações e as ofertas vão ser menores.

Isso vai acontecer porque, quando um governo coloca uma tarifa em um produto que vem do exterior, ele está colocando um aumento artificial no preço daquele bem. Com isso, a quantidade do produto a que as pessoas terão acesso, pelo mesmo preço, vai ser menor.

Desse modo, o mercado não atingiria todo seu potencial. O que acaba reduzindo a sua eficiência e seu poder tecnológico.

Ademais, todo esse cenário leva a um aumento de preços, devido à baixa concorrência. Por causa da distorção de preços, o mercado não é tão eficiente quanto poderia ser, e acaba havendo desperdício de recursos na produção.

Tudo isso diminuiria o bem-estar social. Ou seja, a qualidade de vida da população.

Além de toda essa questão, uma mudança no comércio mundial é capaz de causar problemas para muitos países, principalmente os mais pobres.

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Como deu para perceber, não é algo tão simples optar por uma política econômica.

Os prós e contras sempre estarão ali.

O que vai fazer muita gente discordar de como as coisas devem ser.

Mas, que tal falarmos um pouco de história?

História do protecionismo

As práticas de proteção interna existem desde o início do nosso sistema, com a chegada do mercantilismo. Nessa época, os reis já criavam várias barreiras alfandegárias para proteger os seus territórios.

O objetivo era importar o mínimo possível e exportar o máximo possível.

A partir disso, diferentes países, em vários momentos históricos, flertaram com o as políticas de proteção.

Muitas das principais potências mundiais de hoje se desenvolveram em meio à essa ideia de proteger o mercado interno. Como os EUA, o Japão, a China, e vários países europeus.

Mas, esse é um assunto para outro momento.

Fato é que todo país apresenta alguma medida de protecionismo econômico. O que se faz necessário para garantir uma base dentro da economia interna.

A grande questão é o quanto essas decisões afetam a vida da população.

Hoje, uma das principais relações de protecionismo é dada entre EUA e China. A disputa entre as duas maiores potências mundiais faz com que as duas aumentem as suas proteções contra o rival. E isso através do aumento de tarifas nas mercadorias e da criação de barreiras alfandegárias.

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  • O BE tem um post sobre o atrito entre China e EUA em 2020, que chegou a sair da esfera econômica. Leia mais aqui.

E no Brasil?

No Brasil, é comum ouvir reclamações sobre os preços dos produtos importados, em especial quando se trata de tecnologias.

Isso ocorre devido à forma de governar do nosso país, com medidas que protegem o mercado interno. E isso faz com que os impostos sobre a importação tenham altas taxas.

Por exemplo: os setores de eletrônicos, automóveis e vestuário são uns dos que mais sofrem com esses altos preços.

Assim, o Brasil é um país que gosta de utilizar das ideias protecionistas para se desenvolver.

Em suma, tudo se intensificou após o período de substituição de importações, a partir da crise de 1929.

O problema é que, mesmo assim, ainda estamos longe de ter uma economia desenvolvida.

Bandeira do brasil no efeito grunge | Foto Premium

Como você pôde perceber, o protecionismo pode ter um papel de mocinho ou de vilão.

Tudo depende da história que irão te contar.

No fim das contas, tudo que envolve política e economia tem esse mesmo fardo.

Diferentes momentos, diferentes pessoas e diferentes ideias.

Só o tempo dirá se o caminho foi o correto.

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