Hoje, o Boletim Econômico vai falar um pouco de uma prática já usada em muitos países, mas que agora está ganhando força no Brasil: O minimalismo.

Mas, o que é isso?

Nesse post iremos te mostrar o que é essa prática, o porquê das pessoas aderirem a essa cultura e seus impactos na economia.

Quer saber mais sobre essa cultura que cada vez mais ganha espaço no mundo? Vem comigo que eu te explico.

Cultura do minimalismo

Antes de mais nada, é preciso entender que o termo minimalismo surgiu nos Estados Unidos, nos anos 60 para nomear um conjunto de movimentos artísticos e culturais, com obras possuindo mínimo possível de recursos e elementos.

Hoje, é um estilo de vida que prioriza uma vida tranquila e com qualidade. Pessoas minimalistas gastam cada vez menos, consomem conscientemente e evitam o desperdício.

Para deixar claro, o minimalismo não é contra o consumo e sim contra o consumismo exagerado. Assim, pessoas minimalistas tem o hábito de economizar, doar, desapegar, entre outros.

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Por que as pessoas aderem ao minimalismo?

As pessoas aderem esse estilo de vida por dois fatores principais. Um deles é a questão financeira. Em situações de crises, muitas famílias começam a mudar seus hábitos financeiros, seja economizando, fazendo orçamento antes de comprar e não comprando objetos supérfluos.

Com esses novos hábitos, conscientemente ou inconscientemente, estão praticando a base do minimalismo. Dessa maneira, a ideia básica é viver com menos, buscando o equilíbrio com o necessário.

Como resultado disso, estresse, depressão, ansiedade são obstáculos do dia de hoje que o minimalismo busca superar.

O outro fator que interfere na escolha é a questão ambiental. Em um mundo globalizado, existe uma consciência ambiental coletiva, onde muitas pessoas levam a sério.

Dessa forma, o minimalismo a longo prazo tende a ajudar o meio ambiente, preservando os recursos naturais que estão em escassez e assim preservando o mundo para as gerações futuras.

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Mas como isso impacta na economia?

Com o minimalismo existe uma tendência do menor consumo, consequentemente sobra dinheiro para investimentos, o que a longo prazo é muito bom para economia.

Além disso, esse dinheiro pode ser usado para apoiar projetos e causas sociais, o que impactaria positivamente a vida de várias pessoas necessitadas.

Algumas empresas e setores podem ser prejudicados caso o minimalismo seja mais difundido. Como as fast fashion, roupas descartáveis vendidas muito baratas.

O lucro dessas empresas vem da produção e venda em larga escala, sem a preocupação com a qualidade e durabilidade da roupa.

Porém, outras empresas estão remodelando seus produtos, melhorando a durabilidade e pensando em algo mais sustentável.

Normalmente, as pessoas minimalistas preferem comprar produtos e adquirir serviços de empresas que se preocupam com o meio ambiente e estão dispostas a melhorar a qualidade do produto.

A empresa brasileira Natura, por exemplo, é reconhecida por ser uma fabricante de produtos de beleza com grande preocupação socioambiental.

Assim, ela desenvolve parcerias com produtores rurais para a exploração consciente e o manejo controlado de algumas das riquezas naturais do país: castanha do pará, erva doce, dentre outros.

Outro exemplo é a multinacional francesa Valeo. Especializada em produções de peças e acessórios automotivos é reconhecida por investir em novos materiais tecnológicos e que reduzem a exploração de fontes naturais.

Com isso, a empresa produz acessórios mais eficientes, seguros e com menos impacto ambiental.

Valorização das experiências

Por outro lado, outros setores podem se beneficiar diretamente com esse estilo. Os minimalistas buscam e valorizam experiências. Então indústrias de turismo, bons restaurantes, empresas de shows podem proporcionar essas sensações inéditas.

A explicação é que as experiências ficam na memória e e podem ser lembradas e revividas a qualquer momento, ao contrário dos bens materiais que normalmente trazem uma alegria temporária e têm prazo de vida.

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Dessa maneira, colocando na ponta do lápis, muitas vezes é mais barato fazer uma viagem ou comer em um lugar bacana em comparação com as centenas de coisas inúteis e supérfluas que são acumuladas ao longo do tempo.

Porém, enquanto essa prática não é aderida pela maioria das pessoas, a consciência individual é muito importante para dar pequenos passos rumo à uma sociedade melhor.

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E você, qual sua opinião sobre o minimalismo? Deixe nos comentários abaixo.