Conheça o Pegasus, o software de espionagem contratado por governos

Você já conhece o software de espionagem que vem dando o que falar?

Aqui você vai descobrir tudo sobre o Pegasus. Qual sua aplicação original, como estava sendo usado e muito mais. Então, vem comigo! 

O que é o Pegasus?

Seiya de Pégasus | Wiki | Otanix Amino

O Pegasus é um programa digital que infecta celulares, feito pela empresa NSO, de Israel. Assim, ele permite que quem o controla extraia mensagens, fotos e e-mails, grave chamadas e ative secretamente microfones e câmeras.

O programa faz tudo isso explorando falhas e brechas de segurança nos códigos dos sistemas dos telefones. Além disso, o Pegasus não precisa que a vitima faça seu download para infectar o dispositivo.

Dessa maneira, ao que parece, vários países autoritários usaram esse programa para espionar parte de uma lista de 50 mil números de telefone. É o que nos diz o consórcio Forbidden Stories.

Mas o programa tem como objetivo a espionagem de grupos terroristas e grandes criminosos. Pelo menos é o que diz a empresa que o criou.

Além disso, a NSO diz que só vende o Pegasus para governos aprovados por eles e Israel.

Espionagem

A principio, o que tudo indica o programa não estava sendo usado apenas para espionagem de grupos terroristas.

O consórcio da Forbidden Stories e a Anistia Internacional conseguiram uma lista de 50 mil números de telefones que teriam sido invadidos pelo programa.

Pegasus e segurança

Contudo, não foi revelado como eles tiveram acesso aos 50 mil números de telefones que foram invadidos. O consórcio disse que os números da lista são alvos em potencial dos clientes do NSO Group.

Ainda assim, entre os 180 jornalistas incluídos na lista de alvos em potencial, foram encontrados profissionais dos mais renomados veículos de mídia. Dentre eles, estão o The New York Times e o El País.

Entre os países que contrataram o programa Pegasus, estão: México, Hungria, Marrocos, Índia, Arábia Saudita, e Ruanda.

Todavia, o país que tem mais números na lista divulgada é o México, com 15 mil. Mas também há números da França, Hungria, Índia e Paquistão.

  • Quer saber mais sobre política internacional? O BE separou uma lista de filmes sobre esse tema, que você pode ler aqui.

Quem foram as vítimas do Pegasus?

Os mais afetados pelo Pegasus foram políticos, líderes sindicais, jornalistas e críticos dos governos que usaram o programa.

Além do mais, vale ressaltar que o serviço de segurança do Marrocos utilizou o programa para invadir o celular de quase 30 jornalistas e executivos de grupos de comunicação franceses.

Dessa forma, fica evidente que o software estava sendo usado pelos governos para benefício próprio.

Como verificar se meu telefone foi afetado pelo Spyware Pegasus? |  SempreUpdate

E além disso, há algum tempo, saiu uma notícia aqui no Brasil dizendo que o vereador Carlos Bolsonaro teria intermediado a compra do software.

Contudo, isso não deixou o alto comando militar satisfeito. Principalmente tendo em vista a lista de detratores feita pelo governo em 2020, que alguns jornalistas e influencers classificaram como autoritária.

Os jornalistas, mais do que ninguém merecem total liberdade de expressão quando questionam o governo, seja ele de esquerda ou de direita. Ninguém deveria reprimir uma opinião jornalística baseada em fatos.

Todavia, podemos perceber que as ações dos governos que contratam o Pegasus se tratam de um ataque à democracia e à liberdade. Se trata de governos em sua maioria autoritários, que usam essa ferramenta para espionar opositores e tomar decisões com base nisso.

Não muito longe, pudemos ver esse tipo de ação em Belarus, onde o presidente mandou parar um avião que estava com um jornalista opositor ao seu governo.

  • Você pode ler mais sobre o caso da Belarus aqui.

Resposta internacional

International Scientific Collaboration | APS Physics

A notícia deixou ativistas dos direitos humanos e políticos de oposição de vários países em alerta. Visto que, o Pegasus é uma arma digital muito poderosa. Ela pode ser usada para censurar e até acusar pessoas de estarem tramando contra o Estado.

Vale aqui citar algumas palavras de pessoas que tem influência mundial. Como é o caso da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela disse que todas essas revelações precisam ser analisadas, e caso confirmadas seriam algo inaceitável.

Ainda mais, Gabriel Attal, porta-voz do Governo francês. Ele disse que as revelações são muito graves. E ainda, disse ser muito grave que haja manipulações, ou técnicas que procurem prejudicar a liberdade dos jornalistas de investigar, e de informar.

Em uma entrevista, os diretores do consórcio que revelou o caso disseram que, durante muito tempo, os jornalistas acreditaram que as novas tecnologias de comunicações com que contam eram suas aliadas, e uma proteção crucial contra a censura.

Além disso, disseram também que, com a existência de ferramentas de vigilância digital tão avançadas como o Pegasus, os jornalistas vão acabar percebendo de forma brutal que as maiores ameaça se escondem em lugares que antes acreditavam ser os mais seguros. Ou seja, em seus celulares.

Suspicious Big Brother GIF by Jacqueline Jing Lin

Por fim, em resposta aos jornalistas que revelaram a suposta espionagem. A empresa envolvida respondeu que nega com firmeza as falsas acusações apresentadas.

E você, o que acha desse novo programa de espionagem? Seu celular está seguro? O governo deveria poder espionar qualquer um?

Qual sua opinião? Deixe seu comentário aqui em baixo.

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