Economia destrutiva: como decisões econômicas afundam cidades

Você sabia que algumas cidades do mundo estão afundando nesse exato momento? Como se afundam cidades? Você qual a relação desse fato com a economia?

Um assunto muito importante e que merece destaque é o futuro da humanidade. Sendo assim, discutir sobre aspectos econômicos, sociais e principalmente ecológicos, tem se tornado fundamental.

Se quiser entender sobre esse processo e seus fatores, é só continuar aqui comigo!

Por que as cidades estão afundando?

Em primeiro lugar, precisamos entender a fonte de estudo e referencial teórico que estamos tratando. Ou seja, o ponto de partida do estudo deste tipo de fenômeno.

Portanto, em um estudo publicado recentemente na Advances, a revista da União Geofísica Americana (AGU), o geofísico Tom Parsons, aborda um tema urgente em relação às grandes metrópoles. O tema é: os impactos na terra sólida e a concentração de peso em áreas relativamente pequenas para suportá-lo.

Como meio de investigação para esse trabalho, Parsons utilizou um estudo de caso, no qual a cidade São Francisco, Califórnia (EUA), foi o referencial. A cidade serviu como objeto de estudo para provar a sua hipótese.

Sendo assim, as grandes cidades estão literalmente afundando sob o seu próprio peso. E isso mesmo sem considerar a elevação do mar provocada pelas mudanças climáticas.

Em sua coleta de dados, Parsons estimou que São Francisco pode ter afundado até 80 milímetros, à medida em que a cidade cresceu no decorrer dos tempos.

Vamos nos aprofundar mais em São Francisco?

Em primeiro lugar, o estudo apresenta um cálculo do peso total da área urbana da Baía de São Francisco. Foi realizado um inventário de todos os edifícios da cidade, com o seu conteúdo. Mas excluindo sua população de 7,75 milhões de habitantes. O total chega a 1,6 trilhão de quilos, o equivalente a 8,7 milhões de Boeings 747.

Para o pesquisador, esse peso sozinho já seria o suficiente para “entortar” a litosfera. Assim, podemos concluir que o centro urbano está apoiado, ou mesmo aumentando as falhas geológicas.

Porém, a situação pode ser mais séria, pois os cálculos do estudo não levaram em conta veículos, pessoas e infraestrutura urbana.

Parsons diz que é provável que os resultados encontrados em seu estudo para a Baía de São Francisco possam ser aplicados a qualquer centro urbano litorâneo, embora com gravidades diversas. Para o pesquisador:

“Os efeitos da carga antropogênica nas margens continentais tectonicamente ativas são provavelmente maiores do que nos interiores continentais mais estáveis, onde a litosfera tende a ser mais espessa e rígida.”

Ou seja, o efeito humano sobre as camadas do planeta é maior nas bordas das placas tectônicas do que no meio delas.

Se interessou por mais assuntos ligados a Economia? Se liga neste artigo que trata de um tema super atual.

Há casos de cidades afundando no Brasil?

Em primeira análise falamos da cidade de São Francisco, mas agora vamos falar do nosso país. Você imagina alguma cidade que esteja afundando?

E se eu te contar que bairros fantasma surgiram em Maceió após afundamento de terra? Vamos entender melhor esse assunto?

Um fato estranho aconteceu, e mais de 17 mil pessoas tiveram que deixar suas casas em Maceió. Isso ocorreu devido a um fenômeno geológico que vem assustando os moradores da capital de Alagoas.

Então, voltando um pouco nos anos, desde 2018, a cidade sofre com um afundamento do solo. Ele engole ruas, destrói prédios, derruba paredes de casas e causa tremores de terra.

A culpada deste evento é a petroquímica Braskem, que devido a exploração de sal-gema, prometeu pagar R$ 2,7 bilhões para realocar os moradores que deixam para trás suas memórias e verdadeiros bairros fantasmas.

Dessa forma, os moradores do Bairro de Bebedouro, afetados pela instabilidade do solo na região, fizeram um protesto. O movimentado fechou o cruzamento duas ruas e provocou muita revolta.

Então, se interessou e quer saber sobre mais cidades que enfrentam essa situação? Clique aqui e aprofunde ainda mais sua leitura.

Chão de bairros em Alagoas afunda e exploração de empresa petroquímica é  apontada como culpada | Brasil - Últimas Notícias do Brasil | O POVO Online

O que seria essa economia destrutiva?

Muito se fala e muito se estuda sobre o futuro da humidade. O que você pensa sobre assuntos como consumismo e reciclagem? Você acredita que ainda haverá um planeta com recursos para seus netos?

A razão para tamanhas dúvidas e preocupações é simples e direta. O mundo globalizado, dotado das mais modernas técnicas, ofereceu o progresso econômico como “fórmula universal” de melhoria das condições de vida dos povos.

Contudo, algo parece não estar dando certo, a longo prazo. Apesar de o progresso econômico ter ocorrido, ele privilegiou uma minoria.

Para a maioria, entretanto, “sobrou” aquilo que os economistas chamam de desajustes estruturais. Seria então, as desigualdades sociais, o desemprego e o elevado custo de vida.

Da mesma maneira, no interior da ação econômica, gestou-se algo que se podemos chamar de “poder de destruição”.

Desse modo, o ser humano, depois de dominar a inteligência, conseguiu criar um tipo de economia destrutiva que vem, de forma gradual, rompendo o planeta.

Sendo assim, a base desta economia destrutiva é a própria economia, levando à exaustão os recursos da natureza e esgotando os indispensáveis serviços ecossistêmicos necessários à diversas formas de vida.

Assim, nos encontramos num certo impasse. Se continuarmos optando por esse tipo de economia destrutiva, o breve futuro que nos espera será muito desafiador.

Mas se quisermos dar uma chance à nossa própria existência, é fundamental rompermos com esse tipo de economia. Reorientando, então, nosso modelo de civilização. Mudando, para tanto, a mentalidade ora predominante, alterando, pois, a maneira como a economia produz e o jeito e a voracidade com que consumimos essa produção.

E então? O que achou deste artigo? Comente aqui em baixo sua opinião para discutirmos. Até o próximo texto!

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anterior

Ações: o que são e como faturar com elas?

Próximo

Entenda os Partidos Pirata