O mercado da Fórmula 1

A Fórmula 1 é um dos esportes que mais movimenta dinheiro no mundo. Com renda operacional na faixa dos quase 2 bilhões de dólares ao ano, a crise no esporte está longe de ser por motivos financeiros.

Ficou curioso?

Então embarque com o Boletim para conhecer como funciona esse mercado altamente lucrativo, o Mercado da Fórmula 1.

A história da F1

Nascida em 1950, a Fórmula 1 se destaca como a principal categoria do automobilismo mundial, e apesar de ter o status de esporte de pessoas de classe alta. Ela também se qualifica como a categoria esportiva mais assistida no mundo, tendo entre 450 e 500 milhões de espectadores ao redor do globo.

A primeira corrida da Fórmula 1 ocorreu em 10 de abril de 1950. Quando o argentino Juan Manuel Fangio, pilotando um Maserati, venceu o Grande Prêmio de Pau, na França.

No entanto, essa corrida não fez parte do campeonato. A primeira corrida oficial de F1 aconteceu um mês depois, no dia 13 de maio, no circuito de Silverstone, na Inglaterra, e teve como vencedor o italiano Nino Farina, pilotando um Alfa Romeo.

Para melhor compreensão a a distribuição de dinheiro, primeiramente é necessário entender o que é a FIA, a Formula One Group e a FOM.

A FIA (Federação Internacional do Automóvel) é uma entidade esportiva responsável pela regulamentação da Fórmula 1, bem como de várias outras categorias. 

A Formula One Group é um grupo de empresas responsáveis pela promoção do campeonato de Fórmula 1 e pela exploração dos direitos comerciais do esporte.

A FOM (Formula One Management) é a principal entidade operacional do grupo e controla os direitos de transmissão da categoria.

Ou seja, a FOM está contida na Formula One Group, enquanto a FIA é uma entidade separada.

Atualmente, a Fórmula 1 pertence ao grupo de comunicação de massa chamado Liberty Media. Passando assim por grandes mudanças dentro e fora dos boxes.

A logo da categoria não é mais a mesma, assim como a presença nas redes sociais aumentou consideravelmente.

Com postagens diárias em quase todas as plataformas disponíveis, a F1 virou uma referência quando estamos falando sobre audiência esportiva na internet.

Distribuição do dinheiro na F1

Agora que sabemos da história e o grupo que esta por trás da Fórmula 1, podemos responder a seguinte pergunta. Como é feita esta distribuição do dinheiro, afinal ?

Esta é uma pergunta muito importante porque do lucro ganho pelo mercado, 50% fica para o grupo Fórmula 1 e os outros 50% para as equipes (no caso, as 10 primeiras equipes). Sendo que 2,5% de cada uma das duas partes, ou seja, 5% de todo este valor vai diretamente para a Ferrari antes de qualquer divisão.

Pelo que podemos concluir, muitos são os pontos questionáveis com relação a distribuição do lucro na fórmula 1 hoje em dia. E se os prêmios fossem ainda distribuídos de forma diferenciada?

Como por exemplo, através da performance, conforme a posição da equipe no campeonato, mas que a divisão fosse feita com todas as equipes e não somente com as 10 mais bem colocadas?

Portanto, o que nós continuamos vendo é uma equipe como a Ferrari que é a mais valiosa em termo de receita que mesmo não obtendo uma frequência de vitórias no campeonato, ainda tem uma larga fatia do bolo dos lucros.

Entendendo os Custos

Agora que vimos como é feita a distribuição de lucros da Fórmula 1, veremos quais são os custos para uma equipe entrar no campeonato. 

Para participar do campeonato, os times vão ter que desembolsar uma quantia considerável em suas inscrições.

Essa conta foi determinada pela Federação Internacional de Automobilismo é a seguinte: cada equipe paga um piso básico.

Contudo, essa quantia vai aumentando por cada ponto conquistado na temporada anterior.

Para exemplificar um pouco, vamos falar da equipe da Red Bull que estreou na Fórmula 1 em 2005 é atualmente é considerada a quarta equipe mais valiosa do esporte, com uma receita de mais de R$ 250 milhões de dólares, atrás somente da McLaren, Mercedes e Ferrari.

Entretanto, para a equipe da Red Bull participar da temporada de 2014, por exemplo, eles tiveram que desembolsar 4 milhões de dólares pelo fato deles terem sido campeões em 2013. Aliás, falamos um pouco da História da Red Bull por aqui, vale a pena conferir:

Além disso, as equipes que não conseguiram fazer pontos nenhum, vão que pagar somente o piso base que era de R $500 mil dólares na época para poder entrar no campeonato de 2014.

Futuro da F1 

A Liberty Media vem promovendo várias mudanças na categoria do automobilismo. 

Portanto, a partir do ano de 2022, a Fórmula 1 deve passar por transformações tanto na aerodinâmica, quanto nos motores, para torná-los mais eficientes e  menos poluentes.

Contudo, outro desafio imposto será tornar a categoria mais acessível tanto para as equipes menores para que elas possam ter a chance de participar das GP ‘s quanto para o público menos cativo do esporte e para isso vão ser aplicadas diversas estratégias para mostrar que a F1 é muito mais que carros potentes. 

Em suma, pensando nesse novo público que a parceria com a Netflix para a criação da série Drive to Survive foi feita. Da mesma maneira, o investimento no lançamento do streaming F1 TV Pro foi crucial para a guinada digital da Fórmula 1.

Em seguida, o próximo passo sera conquistar o maior mercado consumidor do mundo e para isso a presença nas redes sociais será mais forte que nunca, mostrando que a fórmula 1 está trilhando um novo caminho para abraçar o novo. 

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