Tudo sobre risco e retorno de investimentos

Você sabe o que são risco e retorno de um investimento? Em primeiro lugar, cabe dizer que são variáveis básicas que ajudam na tomada de decisão e que não podem ser vistas de forma separada.

Em segundo lugar, pode-se afirmar que medem a variação do valor investido no primeiro momento.

Entretanto, isso não é tudo o que você precisa saber! Por isso, se liga nessa leitura com o Boletim!

“entre por seu próprio risco!!”

Risco, retorno e investidor

O risco pressupõe as chances que você tem de perder ou de ganhar dinheiro. Isto é, mede a incerteza e o quão volátil pode ser o retorno, o qual depende do valor e do ativo investidos.

Já o retorno diz respeito à rentabilidade esperada pelo indivíduo. Ou seja, o quanto ele irá obter de seu investimento.

Nesse ponto, é importante saber diversificar as aplicações em sua carteira, a fim de garantir ganhos e de evitar possuir apenas investimentos de risco!

Por exemplo:

  1. Você pode separar um percentual do seu dinheiro e colocá-lo em um ativo mais seguro e de menor retorno, como renda fixa e títulos do tesouro direto. Desse modo, uma parte menor poderá ser destinada para a renda variável. 
  2. Contudo, como se trata de um risco maior, você pode, ainda, mesclá-lo entre papéis, fundos e outras aplicações. Feito isso, você diversifica o próprio risco e não coloca o seu dinheiro em apenas uma ação ou outro investimento mais ousado.

Nesse contexto, vale destacar um fato: os investidores são racionais. Ou seja, só estão dispostos a correr mais riscos caso o retorno seja maior.

Dessa forma, o investidor que aceita correr riscos sabe que pode perder certa quantia, afinal, visto que o futuro é incerto, há chances de não ser tão rentável quanto se espera.

Por isso, o equilíbrio é a palavra-chave quando o assunto é risco e retorno.

Percepção e classificação de risco

A percepção de risco ocorre de forma individual e pode variar conforme idade, gênero, capital acumulado, estudo sobre educação financeira, etc.  

Em essência, pode ser dividida entre três categorias:

  1. Indiferentes ao risco: não se importa muito com o risco e nem com o retorno;
  2. Avesso ao risco: não assume riscos, mesmo se o retorno for muito atraente. Desse modo, jamais investe em ações ou inicia um negócio e;
  3. Tendencioso ao risco: corre riscos na medida em que pode ter retornos maiores;

Agora que temos essa noção, está na hora de aprender sobre os tipos de riscos, os quais são:

  • Risco sistemático: inerente ao mercado financeiro. Está associado ao tipo de negócio (investimento) e não pode ser evitado. Ou seja, está sujeito à variação das taxas de juros, aos desastres naturais, a eleições, etc. 

Por isso é um risco não diversificável, pois não importa quantos investimentos o indivíduo tenha em sua carteira, estes ainda estarão sujeitos ao risco e não serão diminuídos. 

  • Risco não sistemático: não é inerente ao mercado. Ou seja, pertence apenas ao negócio investido. Como por exemplo: risco de incêndio, de acidente, etc.

Dessa forma, pode ser diversificado e, por conseguinte, diminuído.

Risco, retorno e preço

A relação causal entre risco e retorno em termos de preço será determinada pela interação entre oferta e demanda.

Dessa maneira, quanto mais arriscado é um investimento, menor é a sua demanda. Contudo, maior será o espaço para o aumento da demanda. O que pode ocorrer caso o risco diminua ou as perspectivas melhorem.

O que acabou de ser dito aqui é chamado de variação positiva de demanda, a qual é notada pelo impacto gerado no preço (retorno).

Logo, é por esse motivo que se afirma que “quanto maior o risco, maior a perspectiva de retorno”.

Se o leitor ainda está com dúvida, vamos pensar em um investimento de alta demanda:

Os investimentos que já possuem uma demanda muito alta, seja por serem mais rentáveis ou de menor risco, irão possuir, também, uma variação positiva de demanda muito baixa.

Por exemplo, vamos considerar um empréstimo de renda fixa:

  • Cenário 1: o risco de calote é pequeno.

Nesse cenário, a taxa não precisa ser tão alta, pois a demanda já é elevada.

  • Cenário 2: o risco de calote é elevado. Isto é, existem altas chances do investidor não receber o dinheiro que emprestou. Desse modo, quanto maior o risco de calote, menor será a demanda.

Assim, a fim de atrair os investidores afastados por conta do risco, o emissor de títulos terá que aumentar a taxa de retorno oferecida.

Por conseguinte, este aumento de demanda gera um aumento de preços e, portanto, um aumento de retorno para aqueles que aceitaram correr o risco.

Em resumo, o investimento de maior risco possui uma menor demanda. É por essa razão que, à medida em que houver uma variação (seja a diminuição do risco, ou a melhora na perspectiva), maior será a possibilidade de acréscimo de demanda.

Mas então, como escolher?

Os investidores utilizam de um conceito chamado princípio da dominância. Isto é, por um lado, entre dois investimentos de mesmo retorno, o investidor irá escolher aquele que possui o menor risco.

Por outro lado, entre dois investimentos de mesmo risco, o escolhido será o de maior rentabilidade.

Diante disso, há um cálculo para medir – em termos percentuais – o retorno:

Retorno (k) = ganhos/investimentos (realizado em um determinado período de tempo).

A fim de exemplificar, podemos pensar que João comprou ações de uma companhia por cinco mil reais e, ao final de um ano, terá ganhado 500 reais. Então:

k = 500/5000

k = 0,1

Ou seja, o retorno do João é de 10% ao ano.

Agora que você já sabe tudo sobre risco e retorno, envie para os amigos e nos deixe sua opinião.

Obrigada e até a próxima!

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anterior

Conheça as 5 séries mais caras já produzidas

Próximo

Biden está deportando refugiados do Haiti?