Todos nós sabemos que as declarações do nosso presidente Jair Bolsonaro, algumas vezes, são polêmicas. Uma das últimas declarações que gerou burburinho foi a fala sobre a vacina chinesa.

Em outras palavras, tudo começou quando Bolsonaro colocou em dúvida a vacina chinesa, questionando sua credibilidade.

Quer saber mais sobre esse assunto? Continue com a gente.

Bolsonaro e a vacina chinesa

Na segunda quinzena do mês de outubro, mais especificamente dia 21, nosso presidente Jair Bolsonaro falou em alto e bom tom que não comprará a vacina chinesa CoronaVac. Essa vacina é da empresa Sinovac que se localiza na China, mas está sendo testada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Nesse sentido, ele ainda disse que a vacina não transmite segurança e nem credibilidade devida sua origem. Ele alega que como o vírus nasceu na China, essa vacina já nasce com descrédito perante a população brasileira.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente falou que mesmo se aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não comprará. Em outras palavras, ele espera que a vacina venha de outro país “com mais credibilidade”.

Mas o que o vice-presidente Mourão achou da atitude do Bolsonaro? Veja uma entrevista com ele na Revista Veja.

vacina chinesa

Decisão anulada do ministro da Saúde

O nosso ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo com o Instituto Butantan para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac para ser incluída no Programa Nacional de Imunizações.

Contudo, Bolsonaro não gostou nada da ideia e fez questão de anular a decisão alegando apenas “precipitação” do ministro. Apesar disso, a Anvisa acabou autorizando importação de apenas 6 milhões de doses do imunizante.

Uma frase do nosso presidente que viralizou no Twitter sobre essa situação foi: “povo brasileiro não será cobaia”.

Contrariando essa afirmação, o próprio Bolsonaro assinou uma Medida Provisória (MP) liberando quase 2 bilhões de reais para produção, compra e distribuição de 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford sem a autorização da Anvisa.

vacina chinesa

Como se aprova uma vacina no Brasil?

Antes de tudo é preciso entender que a produção de uma vacina demora, tem custos elevados e precisa ser aprovada antes da distribuição em massa. Mas quais são as etapas que a vacina precisa passar antes de ser distribuída pelo Brasil?

Confira abaixo um resumo do processo:

Fase não clínica

Essa fase ocorre em laboratórios, onde o produto é testado em animais com o objetivo de verificar a dose adequada a ser administrada e a conhecer o mecanismo de ação do produto.

DDCM

DDCM significa Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos, em outras palavras, informações detalhadas sobre o medicamento e sobre o estudo.  Esse dossiê deve ser aprovado pela Anvisa.

Autorização para estudos em humanos

Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Teste em humanos

Esse etapa se divide em três fases para garantir a eficácia da vacina em humanos.

Fase 1: pequenos grupos de adultos saudáveis são avaliados para verificação da segurança e determinação do tipo de resposta imune provocada pela vacina.

Fase 2: mais voluntários são convocados para o teste e esses novos voluntários já são o público-alvo, como bebês, adolescentes ou idosos, dependendo da vacina.

Em suma, nessa fase é avaliada a segurança, a imunogenicidade, a dosagem e o modo de administração da vacina

Fase 3: sob o mesmo ponto de vista, a vacina é testada em uma grande quantidade de pessoas com o objetivo portanto de demonstrar a eficácia e segurança, em outras palavras, proteger as pessoas com o mínimo de reações negativas.

Registro

Assim também, antes da venda, ainda é necessário fazer o registro. Nessa etapa as empresas apresentam justificativa para o registro e informações como dados sobre as matérias-primas usadas na vacina.

Além da pesquisa clínica, a empresa também realiza o estudo de estabilidade do medicamento para gerar dados sobre, por exemplo, o prazo de validade e as condições de armazenamento adequadas. Por fim, a Anvisa deve aprovar o registro para por último a vacina ser comercializada com segurança.

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E ai, vai tomar ou não a vacina chinesa? Se gostou da nossa explicação, compartilhe o texto com sua família e com seus amigos para ajudar a gente a crescer cada vez mais. ?